Economia

Taxa de juros do rotativo do cartão de crédito sobe para 445,7% ao ano em julho

Projeto do governo de renegociação de dívidas propõe limitar taxa a 100% do valor devido

Em julho de 2022, os bancos formam a maior fatia de credores no País; mais de 60% das dívidas dos brasileiros são com o setor. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Apoie Siga-nos no

A taxa de juros do cartão de crédito rotativo passou de 437,0% ao ano em junho para 445,7% em julho, uma alta de 8,7 pontos percentuais. 

O rotativo é a linha de crédito pré-aprovada no cartão e inclui também saques feitos na função crédito do meio de pagamento.

No caso de inadimplência, permite ao cliente parcelar o saldo da fatura ou oferecer outra forma de quitar a dívida. 

Diante da constante alta da taxa de juros dos cartões de crédito, o governo federal criou o Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas. 

O projeto, lançado por meio de Medida Provisória com validade de três meses, está previsto para ser votado na Câmara ainda esta semana visando se tornar permanente. 

O texto define normas para a renegociação de dívidas e estipula limites para os juros do cartão de crédito.

As instituições financeiras terão o prazo de 90 dias a partir da eventual promulgação da lei para sugerir uma solução que diminua esse percentual. 

Caso os bancos não proponham medidas de redução, o Desenrola vai impor a regra de que o total dos juros e dos encargos financeiros cobrados não poderá ultrapassar o valor original da dívida.

Na prática, o percentual que excedia os 400% não poderá ser maior que 100% da dívida.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo