Economia

Presidenta do PT retoma críticas ao Banco Central e diz que juros do rotativo são ‘o maior escândalo’

A taxa básica de juros, a Selic, também está na mira do governo Lula

A presidenta do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, publicou nesta terça-feira 28 uma nova crítica à condução da política monetária pelo Banco Central. Ela se manifestou sobre a notícia de que a taxa de juros rotativos do cartão de crédito chegou a 411,5% ao ano em janeiro, o maior índice desde agosto de 2017. Os dados foram divulgados pelo BC.

“Taxa de juros do cartão de crédito chega a 411,5%! Esse sem dúvida é o maior escândalo. Juros altos, economia desacelerando, população endividada e fica a pergunta. O Banco Central vai assistir cenário se deteriorar e não vai fazer nada?”, escreveu Gleisi nas redes sociais.

Nos últimos dias, Lula (PT) tem evitado críticas diretas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Mas a taxa Selic em 13,75% ao ano está no centro da ofensiva do governo à instituição.

Em 16 de fevereiro, o presidente  da República reforçou sua oposição à atual política monetária. Em entrevista à CNN Brasil, Lula afirmou não ter “interesse em brigar com um cidadão que é presidente do Banco Central, que eu pouco conheço”. Fez, no entanto, uma “sugestão” a Campos Neto: “Se ele topar, quando eu for levar o meu governo para visitar os lugares mais miseráveis deste País, vou levá-lo para ele ver. Ele tem de saber que a gente, neste País, tem de governar para as pessoas que mais necessitam”.

O petista também declarou que a chamada autonomia do Banco Central terá de ser revista caso a economia do País não melhore.

“Vamos ver qual a utilidade que a independência do Banco Central teve para este País. Se trouxer coisa extraordinariamente positiva, não tem problema nenhum ele ser autônomo”, disse. “Nunca foi, para mim, uma coisa de princípio. O que eu quero saber é o resultado. Um Banco Central autônomo vai ser melhor? Vai melhorar a economia? Ótimo. Mas se não melhorar, vamos ter que mudar.”

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