Economia

Prates deve decidir em 15 dias se deixa o PT após saída da Petrobras

A decisão de demitir o ex-senador marca uma vitória para os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casa Civil, Rui Costa

Imagem: Tomaz Silva/ABR
Apoie Siga-nos no

Após ser retirado do comando da Petrobras por decisão do presidente Lula (PT), Jean Paul Prates avalia a possibilidade de deixar o PT. A decisão deve sair nos próximos 15 dias, apurou CartaCapital.

Prates disse publicamente nesta quarta-feira 15 se sentir “triste” com o modo como se concretizou sua saída da empresa. Ele deixou o prédio da Petrobras por volta das 12h, acompanhado de assessores.

A decisão de Lula representa, na prática, uma vitória para os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), e da Casa Civil, Rui Costa (PT), que defendiam a demissão do ex-senador.

Jean Paul Prates tem mais de 20 anos de trabalho em petróleo, gás natural, biocombustíveis, energia renovável e recursos naturais. Participou da assessoria jurídica da Petrobras Internacional, no final da década de 1980, e fundou em 1991 a primeira consultoria brasileira especializada em petróleo. Também foi secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Norte.

Agora, restam os trâmites burocráticos para a transição na Petrobras. Na manhã desta quarta, o Conselho de Administração aprovou o encerramento antecipado do mandato de Prates e nomeou interinamente para o cargo a diretora de Assuntos Corporativos, Clarice Coppetti.

A indicada por Lula para chefiar a companhia, porém, é Magda Chambriard. Após uma investigação interna sobre potenciais conflitos de interesses e seu preparo para o cargo, ela ainda terá de passar pelo crivo do Conselho.

Chambriard é engenheira química e civil e iniciou sua carreira na Petrobras em 1980. Foi cedida em 2002 à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, onde ocupou a diretoria geral entre 2012 e 2016, nomeada pela então presidenta Dilma Rousseff (PT).

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo