Mansueto Almeida, secretário do Tesouro, anuncia saída de governo Bolsonaro

Nome forte da economia sai para que substituto toque planos econômicos pós-pandemia

(Fotos: Albino Oliveira/ASCOM/ME)

(Fotos: Albino Oliveira/ASCOM/ME)

Economia

O secretário do Tesouro Nacional do governo Bolsonaro, Mansueto Almeida, pediu demissão do cargo e deve deixá-lo até agosto.

A confirmação de sua saída veio após entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no domingo 14, na qual Mansueto explicou que deixa o posto para que o próximo a ocupar o seu lugar entre com a função de tocar o projeto econômico do governo no pós-pandemia.

“Ou eu decidia sair agora, depois do meio do ano, ou eu achava que tinha que ficar até o fim do governo. Estou muito cansado.”, declarou.

Mesmo com sua saída, ele afirmou que “o grande fiador do ajuste fiscal é o ministro Paulo Guedes”, o que pode ser lido como uma sinalização de que as políticas econômicas devem continuar aos moldes neoliberais defendidos pelo ministro.

Mansueto é um dos principais articuladores das reformas econômicas de austeridade defendidas por Paulo Guedes, e estava no Ministério da Economia desde 2016, quando foi convidado pelo ex-ministro Henrique Meirelles (governo Temer) para assumir o cargo de Secretário de Acompanhamento Econômico. Em abril de 2018, ainda na gestão de Temer, assumiu o Tesouro.

O nome do secretário também se popularizou no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, elaborado para sugerir medidas fiscais aos estados e municípios, como planos de privatização, a fim de conseguirem financiamento de dívidas proposto pela União.

Com a pandemia de coronavírus, o plano foi alterado para fornecer auxílio de emergência aos estados e municípios, que lidam com boa parte do ônus da crise.

Na entrevista ao Estadão, o secretário enfatizou que o planejamento do governo pós-pandemia continuará nos rumos propostos por Guedes, que incluem mais reformas, como a administrativa e a tributária, e a expansão de planos de privatização de estatais.

Ao comentar sobre possíveis problemas herdados pelo futuro secretário, Mansueto mencionou que continuam os mesmos do embate democrático: “temos de comunicar problemas, ajudar no convencimento e partir para o bom debate político.”

*Texto atualizado às 16h04

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