Governo indica Weintraub para mais dois anos no Banco Mundial

Ex-ministro da Educação cumpre 'mandato-tampão' até outubro; Ministério da Economia quer mantê-lo no cargo até 2022

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Economia

O governo de Jair Bolsonaro indicou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub para um novo mandato à frente da diretoria-executiva do Banco Mundial. Em agosto, ele assumiu o cargo para um mandato provisório, com validade até 31 de outubro.

 

Agora, o Ministério da Economia indica Weintraub para exercer o posto por mais dois anos.

Nascido em 1944, o Banco Mundial é uma instituição financeira ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que atua como uma cooperativa de países voltada para o desenvolvimento de nações mais necessitadas e para a redução da pobreza.

A instituição conta com 187 países-membros, que tomam decisões por meio de votações em uma “Assembleia de Governadores”, composta geralmente por ministros ligados à economia.

Um grupo menor, com 25 cadeiras, forma o Conselho da Diretoria Executiva do Banco Mundial, delegado para representar todos os outros países e executar planos estabelecidos pelas votações. É em uma dessas vagas que atua Weintraub.

A diretoria-executiva ocupada pelo Brasil representa também Colômbia, Equador, Filipinas, Guiana, Haiti, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

Foi com a autorização desse time de países que Weintraub iniciou o “mandato-tampão” até outubro. Para se manter no cargo, o ex-ministro precisará novamente da aprovação dessas nações.

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Repórter do site de CartaCapital

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