Governo Bolsonaro pretende cortar verbas da Educação e de programas sociais, diz jornal

Rombo chegaria a 1,51 bilhão da Educação ainda esse ano e seria para custear obras de infraestrutura

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Economia

O governo federal pretende realizar um remanejamento de orçamento que pode cortar milhões de programas sociais e da Educação.

A informação, publicada nesta quinta-feira 17 pelo jornal O Estado de S. Paulo, informa que a tesourada surgiu da Junta de Execução Orçamentária (JEO) e tem como objetivo regar obras em infraestrutura do Ministério do Desenvolvimento Regional, chefiado por Rogério Marinho e centralizado no programa Pró-Brasil.

A pasta de Marinho e o Ministério da Infraestrutura receberiam 1,6 bilhão de reais para a continuidade de obras, e o Congresso ficaria com 3,3 bilhões para serem distribuídos entre os objetivos dos parlamentares.

Segundo o jornal, a pasta da Educação seria a mais desidratada e perderia 1,57 bilhão, o Ministério da Defesa perderia cerca de 430 milhões de reais, a pasta da Cidadania cerca de 474,2 milhões e a Agricultura, 250 milhões.

Ainda seriam atingidos o Turismo, em 155,4 milhões, e retirados 9,64 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O tamanho do rombo faria, somente na pasta da Cidadania, com que o programa Criança Feliz, que realiza visitas domiciliares a bebês com até 3 anos, fosse interrompido. Cerca de 1 milhão de crianças deixariam de ser acompanhadas e 26 mil profissionais seriam demitidos, disse o Ministério.

Na Educação, a publicação apurou que a ação de “desenvolvimento da educação básica” pode perder 80% dos recursos ainda disponíveis para esse ano.

CartaCapital entrou em contato com os Ministérios para questionar sobre posicionamentos. A reportagem será atualizada assim que as respostas forem recebidas.

 

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