Bolsa opera em queda próxima de 15%; dólar vai a R$ 5,19

A Bovespa teve mais uma grande queda nesta quarta-feira e voltou a paralisar as negociações para conter as perdas

(Foto: Agência Brasil)

(Foto: Agência Brasil)

Economia

*Atualizada às 15h30

A Bolsa retomou os negócios após a sexta paralisação temporária em 10 dias, nesta quarta-feira 18. Às 15h20, operava em queda de 14,69% e chegava muito próximo de mais um circuit breaker. Para suspender os negócios uma segunda vez, a queda tem que chegar a 15%. Já o dólar atingia patamares históricos, negociado por R$ 5,19 no mesmo horário.

A Bolsa de Valores teve mais uma grande queda nesta quarta-feira 18 e voltou a paralisar as negociações para conter as perdas. Chamado de circuit breaker, o mecanismo é acionado quando os resultados negativos ultrapassam 10%. A primeira parada é de meia hora. Às 13h22, a queda batia na casa dos 10,26%.

Essa é a sexta paralisação em duas semanas, desde que o mercado brasileiro começou a sentir os efeitos da crise mundial causada pela novo coronavírus.  Esse resultado nunca tinha acontecido na história do país.

O dólar também está sentindo a crise e os valores batem recordes históricos a cada dia. Nesta quarta-feira, a moeda americana começou o dia a R$ 5,20, maior valor, sem contar a inflação, desde o Plano Real.

A moeda americana fechou dois dias consecutivos acima dos R$ 5,00 e, ao que tudo indica, continuará nesse patamar nesta quarta. Até o momento, o dólar apresentou uma valorização de cerca de 20% somente em 2020, já que abriu o ano na faixa dos R$ 4,01 – valor distante dos constantes recordes batidos nas últimas semanas.

Mesmo com o anuncio do governo de medidas para conter a crise causada pela pandemia do coronavírus, as Bolsas ao redor do mundo continuaram em queda. Londres perdia 3,5%, Frankfurt recuava 4%, Paris 2,15% , Madri 2,13% e EUA 5,9%.

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Repórter do site de CartaCapital

Compartilhar postagem