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Explicações nada claras

por Luiz Antonio Cintra — publicado 01/11/2012 10h40, última modificação 01/11/2012 10h40
O governo vê falha humana nos apagões e insinua sabotagem
apagão

Norte-Nordeste. No último blecaute, faltou luz da Bahia ao Tocantins. Foto: Vaner Casaes/Ag. BAPress/ Ag. O Globo

O setor elétrico anda tenso. Desde que o governo editou a Medida Provisória 579, em 11 de setembro, uma série de apagões colocou mais uma vez em dúvida a confiabilidade do sistema brasileiro. Às vésperas das eleições municipais, as quatro ocorrências registradas nas últimas semanas assustaram o governo, ciente do potencial político destruidor de um curto-circuito de grandes proporções.
Chamou atenção o fato de as interrupções terem se dado sempre às sextas-feiras e de resultarem de ocorrências aparentemente sem relação entre si, o que abriu margem para a suspeita de sabotagem. “Eventos como esses não são normais, e a coincidência é mais anormal ainda”, disse na ocasião Márcio Zimmermann, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. No lance mais recente, na madrugada da sexta-feira 26, os estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e parte do Pará e do Tocantins ficaram sem luz durante quatro horas ou mais.
Na terça-feira 30, durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para avaliar as causas dos incidentes, o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), relacionou os problemas ao marco regulatório proposto pela MP 579: “É estranho que seis raios estejam caindo no mesmo lugar no momento em que as regras para o setor estão sendo discutidas. Não estou dizendo que há uma relação direta, mas as coincidências indicam que precisamos esclarecer isso”.
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