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Vereador que discursou contra trabalhadores escravizados fala em ‘lapso mental’

‘Minha mulher está pensando até em me deixar’, afirmou em gravação Sandro Fantinel, de Caxias do Sul (RS)

O vereador de Caxias do Sul Sandro Fantinel. Foto: Reprodução
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O vereador de Caxias do Sul (RS) Sandro Fantinel publicou um vídeo no qual tenta se explicar após proferir declarações xenofóbicas contra trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão em vinícolas de Bento Gonçalves (RS).

Na gravação, ele disse apresentar “sinceros pedidos de desculpa” e alegou ter “muito apreço ao povo baiano e a todos do Norte/Nordeste do País”.

“Em um momento de lapso mental, proferi palavras que não representam o que sinto pelo povo da Bahia e do Norte/Nordeste. Somos todos iguais e registro que estou profundamente arrependido”, afirmou. “Se as pessoas me atacassem, se eu pagasse pelo erro que cometi, a gente paga. Mas o que está acontecendo é que a minha esposa chora noite e dia, recebendo mensagens ofendendo ela com todos os piores nomes. Ela está pensando até em me deixar.”

Em discurso na Câmara de Vereadores em 28 de fevereiro, Fantinel afirmou que empresários do setor de uva e vinho não deveriam contratar mais “aquela gente lá de cima”, em referência aos trabalhadores da Bahia resgatados. O vereador defendeu a contratação de argentinos, que, segundo ele, seriam limpos, trabalhadores e corretos. Fantinel ainda declarou que a única cultura que os baianos têm é a de viver na praia tocando tambor e, que por isso, seria normal ter esse tipo de problema.

Na quinta-feira 2, o Ministério Público Federal solicitou à Justiça que o vereador seja obrigado a pagar, no mínimo, 250 mil reais em danos morais coletivos.

Fantinel também é alvo de investigação no Ministério Público estadual e na Polícia Civil, além de enfrentar um processo de cassação na Câmara de Vereadores. Após o pronunciamento, ele foi expulso de seu partido, o Patriota.

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