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Um ano depois, o que pensam os brasileiros sobre o 8 de Janeiro, segundo a Atlas

A maioria dos entrevistados discorda da atuação dos manifestantes que ocuparam o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal no ano passado

Registro dos atos golpistas de 8 de Janeiro. Foto: Joedson Alves/Agência Brasil
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Uma pesquisa da Atlas Intel, divulgada na segunda-feira, 8, avaliou a opinião pública um ano após a tentativa de golpe do 8 de Janeiro, que culminou na invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília.

De acordo com a pesquisa, 74,2% dos brasileiros discordam da atuação dos manifestantes que ocuparam o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, 14,6% concordam com as ações dos manifestantes, enquanto 11,2% não souberam ou preferiram não responder.

Para 59%, a atitude dos manifestantes é completamente injustificada; para 15%, é parcialmente justificada; 13,6% dos respondentes julgam a tentativa de golpe como completamente justificada. 12,4% não souberam responder.

56,8% acreditam que Lula venceu as eleições contra Jair Bolsonaro tendo, portanto, obtido o maior número de votos nas urnas. Já para 38,2% Lula não teria ganho as eleições.

Para 52,1% o ex-presidente Jair Bolsonaro é responsável pela invasão às sedes dos três poderes, o que é contestado por 43,6% que não responsabilizam o ex-capitão.

A maioria (42,8%) julgou que as punições aos manifestantes pelo 8 de janeiro foram exageradas; 36,1% a entenderam como adequadas; e 14,2% como insuficientes. 6,9% não soube responder.

Também é de entendimento da maioria (52,8%) a necessidade de Bolsonaro sofrer alguma punição legal em decorrência da tentativa dos atos golpistas; a possibilidade é rechaçada por 43,3%.

A maior parcela dos consultados (53,4%) acredita que o ex-presidente deveria ser preso; 53,1% assinalou a perda de poderes políticos e a possibilidade de se candidatar; 14,2% mencionaram a possibilidade de uma multa.

Para 34,2% dos respondentes, o 8 de janeiro foi movido a fanatismo e polarização; 20,8% por fraude eleitoral; 18,8% por uma tentativa de golpe de estado; 12,2% mencionaram uma suposta manipulação de terceiros.

A pesquisa também identificou que, para a maioria (43,3%), a democracia correu riscos diante o 8 de janeiro; 27,7% negaram a relação; 15,9% manifestaram que correu algum risco, mas não tão alto. 13,1% não souberam responder.

80% disseram ser apoiadores da democracia como solução para governar o País; 12,7% mencionaram outros sistema político; e 7,3% não souberam responder.

A pesquisa em questão entrevistou 1.200 adultos em todo o território nacional, entre os dias 7 e 8 de janeiro. O estudo apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%.

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