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‘Sei o que é ser ameaçado pelo PCC’, diz Moraes em voto contra a cassação de Moro

O TSE rejeitou por 7 votos a 0 os recursos pela perda do mandato do senador

O ministro Alexandre de Moraes, do STF e do TSE. Foto: Evaristo Sá/AFP
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, afirmou saber o que é ser ameaçado pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital, durante o julgamento em que a Corte rejeitou, por unanimidade, a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR).

Em 2023, a Polícia Federal lançou uma investigação sobre um suposto plano do PCC de atentar contra a vida de Moro.

“Eu sei o que é ser ameaçado pelo PCC. Eu sei o que é ser ameaçado, você e a sua família, de morte”, disse Moraes na sessão da terça-feira 21. Segundo ele, não é possível dizer que gastos com a segurança de Moro – a exemplo de carro blindado – sejam efetivamente despesas de campanha.

O ministro acrescentou que esses gastos não dariam tranquilidade ao então candidato, “mas à família, aos filhos”.

Por 7 votos a 0, o TSE rejeitou a tentativa de PT e PL de reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que negou as ações contra Moro.

Os partidos pediam a cassação do mandato sob o argumento de que houve um desequilíbrio na disputa eleitoral por supostas irregularidades em gastos na pré-campanha, a partir da filiação do ex-juiz ao Podemos. Questionavam, por exemplo, o fato de ele ter se lançado pré-candidato à Presidência e depois ter migrado para o União Brasil a fim de concorrer ao Senado.

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