CartaExpressa

Quaest: 72% dos deputados concordam com proposta para limitar decisões monocráticas do STF

A atuação dos ministros é melhor avaliada entre os governistas e reprovada pela maioria dos membros da oposição

Foto oficial do STF, com a composição atual completa. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Apoie Siga-nos no

A maioria dos deputados da atual legislatura concorda com um projeto de lei para limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF). A conclusão consta em uma pesquisa realizada pela consultoria Quaest entre os parlamentares. Os resultados foram divulgados neste domingo 26.

De acordo com o levantamento, 72% dos deputados entrevistados concordam com a imposição de um limite para decisões monocráticas na Corte. Só 15% discordaram. Há, ainda, outros 7% que não possuem opinião formada sobre a proposta. 6% não souberam ou optaram por não responder.

A pesquisa divulgada neste domingo pela Quaest também pediu para que os deputados fizessem uma avaliação da atuação do Supremo. Os resultados mostram uma divisão.

Para 34% dos entrevistados, o trabalho do STF é positivo. Há 40% de deputados que apontam a avaliação negativa e outros 21% dizem ver o momento da Corte como regular. 5% optaram por não responder ou não souberam avaliar o tema.

Governistas, segundo a Quaest, são os que melhor avaliam o tribunal, com 69% de marcações positivas. Membros da oposição, por sua vez, são os que dão a pior avaliação ao trabalho dos ministros do Supremo, com 74% de avaliações negativas.

Veja abaixo a íntegra da pesquisa, que tem margem de erro de estimada em 4,8 pontos percentuais:

genial-quaest-congresso-stf-mai2024

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar