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‘Não queremos o inclusivismo’, diz Milton Ribeiro sobre crianças com deficiência em escolas

‘Não queremos o inclusivismo’, diz Milton Ribeiro sobre crianças com deficiência em escolas

Para o ministro da Educação, as crianças não teriam condições de acompanhar o que está sendo ensinado pelos professores

O ministro da Educação Milton Ribeiro,no programa Sem Censura, na TV Brasil. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Educação Milton Ribeiro,no programa Sem Censura, na TV Brasil. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro não quer incluir crianças com deficiência nas escolas. Esta é a terceira vez em apenas duas semanas em que Ribeiro defende a segregação de crianças com deficiência, em outra ocasião o ministro chegou a dizer que elas ‘atrapalhavam’ as demais. A declaração foi dada em entrevista à rádio Jovem Pan na segunda-feira 23.

“Nós não queremos o inclusivismo, criticam essa minha terminologia, mas é essa mesmo que eu continuo a usar”, explicou o ministro ao defender a posição do governo sobre separar uma sala apenas para crianças com deficiência.

Segundo o ministro, o Brasil tem hoje 12% de crianças matriculadas em escolas públicas com algum tipo de deficiência que ‘impede dela ter o convívio’ com outras dentro de sala de aula. Para o ministro, essa parcela, em que estariam cegos, surdos e autistas, não tem condições de acompanhar o que está sendo ensinado pelos professores e ‘prejudicaria o progresso’ dos colegas.

“Não deixando de lado os deficientes, mas olhando também os outros 88% dos alunos que eventualmente podem ter também… Eu, quando usei a palavra atrapalhar eu fui infeliz, eu disse isso, mas usando com todo cuidado, vou fazer novamente, se usei a palavra atrapalhar, um atrapalha o outro. Nesse sentido de caminhar na educação. A palavra atrapalhar não é a melhor, a gente se equivoca, mas um prejudica o progresso do outro”, destacou.

De acordo com Ribeiro, os pais seguem com a palavra final entre matricular ou não o filho em uma sala especial, mas que, com o ‘não inclusivismo’, o governo quer oferecer um ‘cuidado especial’ para crianças com deficiência.

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