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Moro critica prisão de opositores nas eleições e é lembrado do que fez com Lula em 2018

Ex-juiz foi responsável por prender o petista durante campanha eleitoral que elegeu Bolsonaro; o processo foi anulado por suspeição

Em uma espécie de ‘discussão’ com Lula no Twitter no domingo 21, o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro criticou a prisão de opositores durante as eleições da Nicarágua.

“Antes, o PT elogiou as eleições na Nicarágua, onde os opositores foram presos. Agora, é o Lula quem minimiza a repressão contra protestos na ditadura cubana e critica os Estados Unidos, uma democracia. Não dá para flertar com o autoritarismo”, escreveu Moro ao compartilhar o título de uma reportagem que dizia “Lula ameniza críticas a Cuba e diz que Moro ‘sem toga’ é candidato como ele”.

O ex-magistrado, no entanto, omitiu que foi ele quem mandou prender o petista durante a campanha eleitoral em 2018, quando Lula era o principal adversário de Jair Bolsonaro, de quem Moro se tornou ministro.

O processo liderado por Moro foi anulado pelo Supremo Tribunal Federal por suspeição do ex-juiz.

Internautas apontaram a ‘hipocrisia’ do ex-juiz na publicação.

“No Brasil também teve um juiz que prendeu um candidato em troca de cargo no governo do adversário”, escreveu um internauta nos comentários.

“Olha só quem fala. O cara que burlou o sistema judiciário para condenar sem provas, cujo processo teve que ser anulado por parcialidade e investigação tendenciosa em conluio com certos membros do Ministério Público”, destacou outro perfil nas respostas da publicação.

Na postagem, Moro disse ainda não ser possível ‘flertar com autoritarismo’. A afirmação também chamou a atenção pela contradição, uma vez que Moro foi, por mais de um ano, ministro do autoritário governo Bolsonaro.

“Ué, então porque você foi virar ministro do governo Bolsonaro!? Exceto você e mais uns 2 gados pingados, o resto era todo militar e com atitudes antidemocráticas. Mas você tem memória curta e esqueceu até que disse que não entraria para a política. Como acreditar, hein?”, cobrou um internauta na publicação de Moro.

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