CartaExpressa,Saúde

Ao antecipar dose da AstraZeneca, Brasil pode atrasar vacinação de 3 milhões de pessoas

Ao antecipar dose da AstraZeneca, Brasil pode atrasar vacinação de 3 milhões de pessoas

O Ministério da Saúde anunciou a redução do prazo de reaplicação da vacina de 12 para 8 semanas, mas estoques são menores que a demanda

Foto: Jens Schlueter/AFP

Foto: Jens Schlueter/AFP

Ao decidir antecipar a segunda doses da AstraZeneca, diminuindo o intervalo entre as doses, o Ministério da Saúde corre o risco de atrasar a vacinação de segunda dose para 3 milhões de brasileiros em setembro. As informações são do UOL.

A medida foi anunciada pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga como forma de frear a disseminação da variante Delta. A partir de 15 de setembro, afirmou Queiroga, o tempo de aplicação entre as doses da vacina seria reduzido de 12 para 8 semanas. A redução tem o apoio de pesquisadores e já está em curso em outros países, como no Reino Unido.

Com isso, 4,4 milhões de brasileiros que aguardam a segunda dose da AstraZeneca para outubro poderiam requerê-la em setembro. O problema é: outros 17,8 milhões de brasileiros completam o ciclo das 12 semanas no mesmo mês, e também teriam que receber a segunda dose.

As 22,2 milhões de vacinas necessárias, no entanto, são bem mais do que a Fiocruz tem a previsão de entregar ao governo, de 18 milhões. A reportagem ainda mostrou que os estados estão com estoque baixo do imunizante, de 1,1 milhão. Com isso, ficariam faltando cerca de 3,2 milhões de doses, demandando envios extras que ainda não estão confirmados.

Ainda de acordo com a apuração, o governo diz esperar receber da Fiocruz este mês não mais do que 12 milhões de doses, 6 milhões a menos do que o previsto, o que elevaria a falta de vacinas para 9 milhões de doses.

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem