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Irmãos Brazão deixam Papuda e são transferidos para outros presídios federais

Chiquinho Brazão deve ser levado para Campo Grande, enquanto Domingos pode ocupar uma cela em Porto Velho; o Ministério da Justiça e Segurança Pública, porém, não confirma os locais ‘por questões de segurança’

Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco. Fotos: Reprodução
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Os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão deixaram o presídio federal de Brasília, a Papuda, na manhã desta quarta-feira 27, rumo a outras duas prisões federais de segurança máxima. A iniciativa é separar a dupla, acusada de ser mandante da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, e dar seguimento ao plano da Polícia Federal de evitar a montagem de um novo ‘escritório do crime’, conforme mostrou CartaCapital no final de semana.

Chiquinho e Domingos estavam em Brasília desde a tarde de domingo 24, após serem presos preventivamente na operação Murder Inc., da Polícia Federal. Na segunda, o Supremo Tribunal Federal confirmou, por unanimidade, a ordem de prisão. Chiquinho ainda aguarda o processo ser validado na Câmara Federal, mas seguirá preso até segunda ordem.

Nesta quarta, os dois foram levados da capital federal e passarão a ocupar celas em outras duas penitenciarias federais. Segundo apurou o site UOL, o deputado deve ser detento de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, enquanto o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio pode ocupar uma cela em Porto Velho, no estado de Rondônia. Os locais, porém, não foram confirmados pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que alega ‘questão de segurança’.

A ideia, conforme mostrou CartaCapital no dia da prisão, é tirar a dupla de locais em que eles possam, a partir de sua alta influência política, seguir ditando regras do lado de fora da cadeia. A recomendação foi feita pela PF e acatada por Alexandre de Moraes, que optou por prender os irmãos longe do Rio de Janeiro como forma de evitar a montagem de um novo ‘escritório do crime’.

No domingo, além da dupla, a PF prendeu também o delegado Rivaldo Barbosa, apontado como ‘planejador meticuloso’ do assassinato. Ele seguirá preso em Brasília.

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