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Haddad diz que Ciro deveria selar paz definitiva e não pedir apenas uma trégua

Haddad diz que Ciro deveria selar paz definitiva e não pedir apenas uma trégua

'É muito chato você ver uma pessoa que estava com você até outro dia no governo te agredir', afirmou o petista

Ciro Gomes e Fernando Haddad. Fotos: Mauro Pimentel/AFP e Nelson Almeida/AFP

Ciro Gomes e Fernando Haddad. Fotos: Mauro Pimentel/AFP e Nelson Almeida/AFP

O ex-prefeito de São Paulo e presidenciável em 2018 pelo PT, Fernando Haddad, lamentou os ataques sofridos por Ciro Gomes (PDT) durante as manifestações contra Jair Bolsonaro no último sábado 2.

Após ser vaiado e ter o carro atingido por pedaços de madeira, Ciro garantiu que fará uma ‘trégua de Natal’ nos ataques a Lula e ao PT para focar na luta pelo impeachment do atual presidente.

Em entrevista ao UOL nesta segunda-feira 4, o petista pediu que Ciro não promova apenas um ‘cessar-fogo’ momentâneo, mas sim um ‘tratado de paz definitivo’.

“Espero que não seja até o final desse ano. Essa trégua tem que selar uma paz definitiva. É muito chato você ver uma pessoa que estava com você até outro dia no governo te agredir. Eu fui ministro com Ciro Gomes. Quase compusemos uma chapa em 2018”, afirmou.

Sobre os ataques sofridos por Ciro, Haddad comentou que o pedetista está há três anos em uma cruzada de ofensas contra ele e seus aliados.

“O Ciro Gomes vem agredido verbalmente a mim, a presidenta [do PT] Gleisi [Hoffmann] e ao presidente Lula há três anos, e você nunca ouviu da minha parte uma menção desabonadora à figura dele”, disse.

“Respondo em termos civilizados, reestabelecendo a verdade, quando acho que ele faltou com a verdade, mas nunca revidei uma agressão verbal. E foram muitas. Infelizmente nunca recebi solidariedade de ninguém pelas agressões verbais que sofri, a não ser do PT e da militância progressista”, completou.

Nos últimos meses, não foram poucos os embates entre Ciro e o PT. O pré-candidato tem feito uma cruzada na chamada terceira via, tentando se distanciar de Lula, de quem foi ministro, ao mesmo tempo em que se coloca como oposição a Bolsonaro.

No ‘último capítulo’ da disputa, Lula disse que Ciro teria se ‘perdido’ e estaria ‘isolado’. Ciro respondeu chamando o ex-presidente de ‘negacionista da política’.

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