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Guedes culpa o Congresso e o isolamento social pelo corte de verbas para o Censo

Horas antes, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, mandou o governo Bolsonaro garantir a realização da pesquisa

O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Alan Santos/PR A proposta, atribuída a Paulo Guedes e sua equipe, de vender reservas internacionais para abater a dívida pública bruta é abusurdo (Foto: Alan Santos/PR)
O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Alan Santos/PR A proposta, atribuída a Paulo Guedes e sua equipe, de vender reservas internacionais para abater a dívida pública bruta é abusurdo (Foto: Alan Santos/PR)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, responsabilizou nesta quarta-feira 28 o Congresso Nacional pelo corte de verbas que inviabilizou a realização do Censo 2021.

Horas antes, o ministro Marco Aurélio Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, determinou que o governo de Jair Bolsonaro adote medidas para garantir a execução da pesquisa.

“Não fomos nós que cortamos o Censo. Quando houve corte no Congresso, a explicação que nos deram é que o isolamento social impediria que as pessoas fossem de casa em casa transmitir o vírus”, declarou Guedes, citado pelo jornal Folha de S.Paulo.

“Porque é físico, os pesquisadores vão de casa em casa fazendo perguntas e preenchem os relatórios. Então, me pareceu que essa era a explicação, vou me informar a respeito”, acrescentou.

O valor previsto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para a realização do Censo era de 2 bilhões de reais. Em março, o Congresso Nacional reduziu drasticamente o montante, para apenas 71 milhões. Ao sancionar com vetos o texto aprovado pelos parlamentares, entretanto, o presidente Jair Bolsonaro cortou ainda mais a verba para o Censo: de 71 milhões para 53 milhões de reais.

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