CartaExpressa

‘Errar faz parte’: a justificativa dos deputados que votaram contra a suspensão da dívida do RS

A Câmara aprovou o texto com 404 votos na noite da terça-feira 14

Os deputados federais Eros Biondini (PL-MG) e Stélio Dener (Republicanos-RR), respectivamente - Najara Araujo/Mario Agra / Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

Dois deputados federais que votaram contra a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul com a União por três anos foram às redes sociais nesta quarta-feira 15 pedir desculpas e afirmaram ter se tratado de um “erro”.

O texto foi aprovado com 404 votos na noite da terça 14 e segue para apreciação no Senado. Stélio Dener (Republicanos-RR) e Eros Biondini (PL-MG) também afirmaram ter solicitado a correção de seus votos à Mesa Diretora da Câmara.

A proposta, enviada pelo governo Lula (PT) como parte das ações para mitigar os estragos provocados pelas chuvas no estado, oferece um alívio imediato de 11 bilhões de reais aos cofres gaúchos. Desde o início dos temporais, 149 pessoas morreram e quase 540 mil estão desalojadas.

Segundo a proposta, o valor economizado com a suspensão da dívida deve “ser direcionado integralmente a plano de investimentos em ações de enfrentamento e mitigação dos danos decorrentes da calamidade pública ou suas consequências sociais e econômicas”.

Biondini alegou ter errado ao computar o voto. Segundo o parlamentar mineiro, depois de apertar o botão que indicava o voto “não”, ele percebeu o erro e tentou corrigi-lo, mas não conseguiu. “Me desculpo publicamente, já que jamais qualquer um de nós votaria contra o nosso estado do Rio Grande”, justificou.

Stélio Dener, por sua vez, declarou ter feito uma confusão sobre a orientação do partido no momento da votação. O deputado explicou que, como o Republicanos havia fechado questão em uma votação anterior, acreditou que a recomendação também valia para o projeto a respeito da dívida do RS.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar