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Destino do pedido de impeachment de Moraes é o arquivamento, dizem senadores; veja reações

Destino do pedido de impeachment de Moraes é o arquivamento, dizem senadores; veja reações

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O mundo político reagiu na noite desta sexta-feira 20 à decisão do presidente Jair Bolsonaro de entregar ao Senado um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O documento foi recebido pelo gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

 

 

Segundo o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, “nunca se viu nas democracias um desvario igual ao de Bolsonaro ao propor o impeachment do ministro Alexandre de Moraes”. Para Renan, “o ataque é a gota d’água para os democratas” e “não há diálogo com quem só ambiciona o confronto”. Ele ainda declarou, via redes sociais, que “o pedido não prosperará e tem meu voto antecipado: não”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, por sua vez, mandou Bolsonaro “procurar o que fazer”.

“Nós estamos com mais de 14 milhões de desempregados, 19 milhões de famintos, inflação descontrolada! Cuide dos problemas reais do País e não fique arranjando mais problemas do que o nosso povo já tem!”, escreveu Randolfe.

Outro membro da CPI a se pronunciar é o senador Humberto Costa (PT-PE). Ele classificou a atitude de Bolsonaro como uma “vergonha”.

“Um presidente da República que ameaça a independência entre os poderes, desrespeita a Constituição e atenta contra o Estado de Direito pedir o impeachment de um ministro do Supremo que está cumprindo seu dever e salvaguardando a democracia. Destino do pedido: arquivo”, disse o petista.
Embora o pedido tenha sido apresentado ao Senado, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), manifestou-se nas redes. Segundo ele, Bolsonaro “usa o pedido de impeachment como instrumento recursal para contestar as decisões do ministro, o que é absolutamente incabível”.

“A fragilidade técnica da peça do pedido de impeachment deixa claro que nessa atitude está apenas o desejo de criar uma nova bandeira mobilizadora para sua militância, após a derrota do voto impresso”, prosseguiu. “O melhor caminho é deixar a turma falando só sobre isso e colocar no centro da política o desemprego, a fome, a inflação e os juros. Afinal, é isso que importa pro País”.

 

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