CartaExpressa

Após o debate, Lula critica postura de Bolsonaro: ‘É um samba de uma nota só. Não tem argumento’

O petista defendeu sua decisão de se referir a Michel Temer como ‘golpista’ no encontro

O ex-presidente Lula. Foto: Mauro Pimentel/AFP
Apoie Siga-nos no

O ex-presidente Lula, candidato do PT ao Palácio do Planalto, afirmou no início da madrugada deste sábado 29, após o debate na TV Globo, que o encontro com Jair Bolsonaro (PL) não permitiu uma discussão sobre programa de governo, “porque o cidadão oponente é um samba de uma nota só, não tem argumento”.

“Ele não quer discutir, às vezes não tem conhecimento para discutir. O debate é uma conquista da democracia brasileira, então fico feliz de estar aqui. Esperava que a gente pudesse debater mais programa, mais coisa séria, não ficar naquele ramerrame que ele faz em todo debate. É difícil. Espero que o povo nos perdoe.”

Em entrevista à Globo, Lula afirmou que o povo” tem uma responsabilidade muito grande” neste domingo 30 e “tem de votar pensando no Brasil, avaliando o que ele quer”. Ainda fez um apelo contra a abstenção, “porque o País precisa muito destas eleições”.

Questionado sobre sua decisão de se referir ao ex-presidente Michel Temer (MDB) como “golpista” ao longo do debate, Lula declarou que isso não cria “embaraço” com Simone Tebet (MDB), terceira colocada no primeiro turno e sua aliada no segundo.

“O apoio da Simone a mim é um apoio pessoal dela, da candidatura dela. Tenho em mente que o que aconteceu contra a Dilma foi um golpe”, respondeu o petista.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar