Passagem de Lula por Minas Gerais deve envolver conversas com Alexandre Kalil

Conversas do PT com o partido do prefeito de Belo Horizonte avançaram pouco desde o início do ano

Foto: Reprodução

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Depois de duas semanas viajando pelo Nordeste, onde se aproximou de ex-aliados, partidos do Centrão, e até de tucanos como o senador Tasso Jereissati, o ex-presidente Lula deve desembarcar em Minas Gerais.

Lula chega ao estado no dia 15 e deve ficar até o dia 18. Ele começa a viagem por Juiz de Fora, que tem como prefeita a petista Margarida Salomão, passando por Contagem (também gerida pela petista Marília Campos), Belo Horizonte e Montes Claros.

A ex-presidenta Dilma Rousseff e o ex-governador  Fernando Pimentel também devem participar da agenda.

PT mineiro x PSD, PSB e PV

Além dos partidos aliados do campo de centro-esquerda, petistas têm mantido diálogo com o Solidariedade e com o PV. Há também conversas com uma ala do PSB. A ideia, diz reservadamente um interlocutor do partido, é repercutir em Minas Gerais a filiação de Marcelo Freixo ao PSB, que dará palanque no Rio de Janeiro à campanha presidencial de Lula.

Com o PSD de Alexandre Kalil, entretanto, as tratativas estão emperradas. A ideia é convidar o Kalil para uma agenda mais formal com Lula na Assembleia Legislativa da capital mineira.

Em fevereiro, a Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad chegaram a se encontrar com o prefeito de Belo Horizonte, mas as conversas não avançaram. Na ocasião, Kalil rejeitou uma aliança, mas admitiu que existe um alinhamento “programático” com o PT. Já Lula esteve com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab em Brasília no início de maio.

Uma eventual aliança no primeiro turno com entre o PT e o PSD esbarra nos planos do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (hoje no DEM), cujo nome vem sendo surgindo na bolsa da apostas do PSD para 2022. A indicação de Pacheco ao cargo, vale lembrar, passou por uma articulação envolvendo o partido de Kalil e Kassab.

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Repórter da revista CartaCapital

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