“Milhões já estão sentindo como é viver na Venezuela”, diz Bolsonaro sobre Maranhão

O presidente classificou como ditadura o lockdown decretado no estado

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: EVARISTO SA / AFP

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: EVARISTO SA / AFP

CartaCapital,Política

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o isolamento social como forma de combate ao coronavírus. Neste domingo 10, o capitão compartilhou em suas redes sociais um vídeo de um policial no estado do Maranhão em um procedimento de revista dentro de um ônibus. O profissional pergunta quem está se deslocando para uma atividade essencial. Em seguida, o PM pede às pessoas sem documento e/ou “declaração de que vai trabalhar” que desçam do coletivo.

“Assim o povo está sendo tratado no Maranhão, governado pelo PCdoB e situações semelhantes em outros estados do país”, disse o presidente. Logo em seguida ele comparou a situação do estado com a Venezuela, país comandando por seu opositor político, Nicolás Maduro. “Assim o povo está sendo tratado no Maranhão, governado pelo PCdoB e situações semelhantes em outros estados do país”, disse Bolsonaro.


O lockdown, que representa o bloqueio total das atividades, foi imposto no Maranhão pela Justiça no fim de abril e, até o momento, tem um prazo fixado em dez dias. O governo estado, Flávio Dino (PCdoB), aderiu à determinação, que está em vigor desde 5 de maio.

 

A medida abrange quatro municípios da Ilha de São Luís, a região metropolitana da capital maranhense. Além das atividades consideradas essenciais, como profissionais da segurança pública, da saúde, jornalistas, entre outras categorias, não estão submetidos ao lockdown trabalhadores do setor de alimentação, farmácias, portos e indústrias com turnos de 24 horas. O uso de máscara é obrigatório.

Logo em seguida, Dino respondeu Bolsonaro.

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