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Crise

Popularidade de Dilma segue baixa

por Deutsche Welle publicado 30/09/2015 14h35, última modificação 02/10/2015 09h27
Governo é ruim ou péssimo para 69% dos entrevistados pelo Ibope, maior percentual já registrado nos 27 anos da pesquisa. Avaliação positiva vai de 9% para 10%

Nova pesquisa CNI-Ibope indica que a avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff se manteve estável de junho para setembro. O percentual dos entrevistados que considera o governo ótimo ou bom subiu de 9% para 10%. A parcela dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo também aumentou de 68% para 69%. A avaliação regular foi de 21%.

"A popularidade da presidente Dilma manteve-se inalterada entre junho e setembro", observam os responsáveis pela pesquisa, que foi divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Todos os indicadores do levantamento ficaram dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O percentual de pessoas que considera o governo ruim ou péssimo é o maior registrado nos 27 anos da pesquisa CNI-Ibope. A queda de popularidade enfrentada por Dilma neste início de segundo mandato é maior do que a registrada pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. "Perder popularidade no início do segundo mandato não é novidade. Mas a perda da presidente Dilma foi mais intensa", observa o levantamento.

Ainda segundo a pesquisa, 82% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar e 77% disseram não confiar na presidente. As ações do governo com as piores avaliações da população são em relação aos impostos (90%) e à elevação da taxa de juros (89%). As medidas do governo nas áreas de segurança pública, saúde, educação, combate à inflação e combate ao desemprego também são reprovadas por mais da metade dos brasileiros.

"As políticas melhor avaliadas são as relativas ao combate à fome e à pobreza, com 29% de aprovação, e ao meio ambiente, com 25% de aprovação", observa a pesquisa. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 140 municípios, entre 18 e 21 de setembro.

Deutsche Welle

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