Negro Belchior

por Gabriel Bonis publicado 12/08/2013 16h15, última modificação 25/10/2013 16h28

Unicamp pune estudante negro por ativismo a favor de cotas raciais

24/04/2017 — Por Douglas Belchior

Unicamp persegue e impõe suspensão de dois semestres a estudante negro, ativista do movimento de luta por cotas raciais na universidade.   Por Douglas Belchior Em nota, o Diretório Central dos Estudantes da Unicamp detalha a perseguição racista que o estudante Guilherme Montenegro tem sofrido por parte da reitoria desta universidade. Montenegro tem sido alvo de insultos e até ameaças sem que, no entanto, a reitoria se manifeste sobre isso. Ou seja, a universidade pune um estudante negro por seu ativismo por cotas raciais e democratização da instituição e por outro, é conivente com práticas racistas em seu ambiente. Segue abaixo o relato de Guilherme.     Por Guilherme Montenegro Ao entrar na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) qualquer aluno se depara com a caracterização de uma universidade de ponta, grande polo científico e tecnológico brasileiro, mas ainda assim é impossível não notar a expressão da desigualdade. Ser um estudante negro em uma universidade majoritariamente branca me fez enxergar duas coisas: 1. o quanto é difícil estar em um ambiente onde nada do que se vê foi feito para você; 2. não conseguiria, enxergando essa realidade, me calar diante de tanta injustiça. Desde o meu ingresso na Unicamp participei do movimento estudantil e pouco tempo depois do […]

Temer não é padrinho das mulheres negras, de nossa luta e história!

17/04/2017 — Por Douglas Belchior

Após declaração de Luislinda Valois, ministra de direitos humanos, de que Michel Temer seria “padrinho das mulheres negras brasileiras” (Vídeo abaixo), Marcha de Mulheres de Negras de São Paulo emite forte Nota pública   Do Facebook do Núcleo Impulsor da M.M.N   No último dia 12 de abril a ministra dos direitos humanos Luislinda Valois falou em nome das mulheres negras brasileiras afirmando que Michel Temer seria “um padrinho das mulheres negras”. A Marcha de Mulheres Negras de São Paulo não reconhece essa posição. Ao afirmar que Michel Temer tem feito bem para nós negras deste país acaba demonstrando profundo desconhecimento de qual vem sendo a posição apresentada pelo nosso movimento nos últimos anos. A política do apadrinhamento remete aos tempos coronelistas. Era através dessa forma de lidar com as pessoas que a Casa Grande mostrava sua força junto a população local e negra. Reivindicar isso é reivindicar que as mulheres negras brasileiras são seres de segunda classe e que devem baixar a cabeça para “padrinhos” brancos para assim poderem estar nos espaços de poder e da política.   A ministra pode se sentir apadrinhada por Michel Temer, pode falar em seu próprio nome, mas não no nosso!   É inconcebível […]

Nós viemos para bagunçar os lugares da mesa

17/04/2017 — Por Douglas Belchior

Por Taina Aparecida Silva Santos* – Uma reflexão sobre a luta por cotas nas universidades estaduais paulistas, em particular na Unicamp   Falar sobre o atual panorama da luta por cotas nas universidades estaduais paulistas, em particular na Unicamp, me remete a pensar numa epígrafe contida no texto Racismo e sexismo na cultura brasileira, de Lélia Gonzáles. Ela diz o seguinte: “Foi então que uns brancos muito legais convidaram a gente prá uma festa deles, dizendo que era pra gente também. Negócio de livro sobre a gente, a gente foi muito bem recebido e tratado com toda a consideração. Chamaram até para sentar na mesa onde eles estavam sentados, fazendo discurso bonito, dizendo que a gente era oprimido, discriminado, explorado. Eram todos gente fina, educada e viajada por esse mundo de Deus. Sabiam das coisas. E a gente foi sentar lá na mesa. Só que tava cheia de gente que não deu prá sentar junto com eles. Mas a gente se arrumou muito bem, procurando umas cadeiras e sentando bem atrás deles. Eles tavam tão ocupados, ensinando um monte de coisa pro crioléu da platéia, que nem reparam que se apertasse um pouco até que dava para abrir um espaçozinho e […]

MORTE DE MANIFESTANTE PELA POLÍCIA CAUSA REVOLTA NO INTERIOR DE PERNAMBUCO

13/04/2017 — Por Douglas Belchior

Mais um atentado à liberdade de expressão, à liberdade de manifestação e à (cambaleante, ou mesmo inexistente) democracia brasileira: o jovem Edvaldo Alves, de 19 anos, morreu nesta terça-feira (11), após ser alvejado pela Polícia Militar durante protesto realizado no dia 17 de março em Itambé, Pernambuco. O jovem participava, junto com outros moradores, de um ato público contra a violência na cidade, quando foi baleado por um policial militar. Já no chão, e sangrando, foi ainda agredido no rosto com cassetete e arrastado pelos policiais até a viatura da Polícia, onde foi lançado em cima da carroceria. Não apenas em Pernambuco, mas em todo o Brasil, a força policial tem sido usada de maneira indiscriminada contra trabalhadores, estudantes, contra a população organizada. Não são poucos os casos de manifestantes abordados de forma truculenta e agredidos pela Polícia Militar durante manifestações. Vivemos, cotidianamente, cenas dignas de um Estado de exceção Edvaldo foi velado na última quarta-feira (12). Uma multidão esteve presente no velório e acompanhou o cortejo. Morreu porque estava lutando. Uma luta que, como tantas, custou uma vida.   Lutar não é crime! Crime é o que o Estado faz ao atentar contra os direitos humanos de reunião e […]

Cotas raciais aprovadas no Instituto de Economia da UNICAMP

11/04/2017 — Por Douglas Belchior

Sobre o processo de COTAS no Instituto de Economia (IE) da Unicamp: O processo de Cotas no IE começa a ganhar força ainda no primeiro semestre de 2016. O cenário de recente aprovação de Cotas no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e o debate avançado que estava ocorrendo na Faculdade de Educação (FE) foram inspirações para que pessoas conseguissem levar adiante a discussão em seus institutos, foi o caso do IE, do Instituto de Geociências, do Instituto de Artes dentre outros. No IE, bem como nos outros espaços, foram promovidas atividades (tanto por parte do centro acadêmico, quanto da Frente Pró Cotas) com o fim de inteirar as pessoas sobre o debate de Cotas em âmbito nacional e internacional, bem como repensar as relações raciais no e a História do negro no Brasil. Estas atividades tinham como público alvo os estudantes, ainda que fossem abertos para professores. Neste primeiro momento, importante salientar, os professores estavam ausentes das discussões em curso no instituto. Com a chegada da greve no meio do ano (onde os alunos do IE estavam bastante presentes) as discussões tomaram uma nova proporção e os professores se inseriram de diferentes formas em meio à discussão. Nesse […]

Mbira – o instrumento-símbolo de um povo

10/04/2017 — Por Douglas Belchior

Por Luiza Gannibal Entre junho e agosto de 2016, estivemos no ventre do mundo: Zimbábue – África profunda. DZIMBA DZEMABWE. Casa de Pedras. Fortaleza espiritual. Nosso propósito era investigar as especificidades deste solo semi-árido donde brotou a riquíssima cultura do povo shona que, agora, podemos definir numa só palavra: Mbira. Na bagagem, trouxemos um material vasto, projetos mil, e a vontade de partilhar essa história. Mas… o que é Mbira? Mbira é o nome em língua shona para o instrumento tradicional do POVO SHONA (comunidade pertencente à família etnolinguística BANTU, difusa por grande parte da África subsaariana), que vive, em sua maioria, na região do ZIMBÁBUE, país que faz fronteira com a Zâmbia, África do Sul, Moçambique e Botswana. A mbira pertence à família dos lamelofones. Lamelofones são populares por toda África, e, via de regra, eles variam em número de teclas, disposição das notas, e se possuem (ou não) um ressonador (uma cabaça ou caixa de madeira que repercute o som). Kalimba, sanza, likembe, kisanji e gongoma são alguns dos nomes dados a lamelofones africanos de acordo com suas características particulares e região/povo a que pertencem. Além de ser o mais sofisticado dos lamelofones africanos, a MBIRA foi o primeiro […]

Negras e negros tomam ruas de SP contra reformas de Temer

03/04/2017 — Por Douglas Belchior

Marcha Negra reuniu uma multidão de negras e negros pelas ruas do centro de São Paulo, em protesto contra as reformas racistas e genocidas de Michel Temer.   Por Douglas Belchior, (com fotos de Jornalistas Livres, Mídia Ninja e Ponte Jornalismo)   Neste último sábado, dia 1 de Abril, diversos grupos e organizações do movimento negro de São Paulo convocaram a Marcha Negra Contra as Reformas Genocidas de Temer. A Uneafro Brasil, rede de Cursinhos comunitários para jovens negros e pobres, mobilizou seus estudantes após uma aula-pública na faculdade de direito da USP, local de concentração do ato. Em parceria com MTST, onde mantém unidades de cursinhos em acampamentos da cidade de São Paulo, mobilizaram estudantes e moradores Sem Teto. Ativistas negras de diversos grupos participaram, entre eles representações da Frente Alternativa Preta, Negras e Negros Sem Medo, Núcleo de Consciência Negra na USP, MNU -Movimento Negro Unificado, APN’s – Agentes de Pastoral Negras e Negros, Conen – Coordenação Nacional de Entidades Negras de SP, Kilombagem, Associação Amparar, Núcleo Impulsor da Marcha das Mulheres Negras SP, Cooperifa, Coletivo Rosa Zumbi, além de ativistas e grupos autônomos.     A principal motivação para a Marcha são os possíveis efeitos nas condições já […]

Faculdade de Direito da Usp é ocupada por negras e negros em luta

03/04/2017 — Por Douglas Belchior

Depois da histórica aprovação da adoção de 30% de Cotas para negro/as, indígenas e estudantes de escolas públicas, a Faculdade de Direito da USP, de onde surgiram nada mais nada menos que os golpistas Michel Temer e Alexandre de Moraes, é ocupada por estudantes dos Cursinhos Comunitários da Uneafro Brasil.   Por Douglas Belchior   Neste último sábado, dia 1 de Abril, cerca de 800 estudantes dos Cursinhos da Uneafro-Brasil, das unidades da região metropolitana de São Paulo, participaram do primeiro Aulão deste ano de 2017. O Local escolhido foi a Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, centro de SP.   Trabalho de base permanente, ação direta e comunitária com prática da Educação Popular.Acreditamos nessa fórmula como alternativa de luta política antissistêmica.Emocione-se com o resultado. تم نشره بواسطة ‏‎UNEafro Brasil‎‏ في 2 أبريل، 2017   Estudantes, em sua maioria jovens negros e mulheres lotaram o pátio das arcadas e a sala dos etudantes para ouvir professores convidados em uma maratona de cidadania e conscientização. Tamara Naiz, presidente da ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos tratou do tema “O que é Ciência e Tecnologia?”, e provocou nos estudantes mais curiosidade sobre um assunto que pouco aparece em escolas […]

Faculdade de Direito da USP aprova cotas raciais

30/03/2017 — Por Douglas Belchior

Uneafro promete celebração da aprovação das Cotas em ato com centenas de estudantes negras e periféricas, neste sábado, a partir das 09h00, na SanFran.   Por Douglas Belchior e Suzy Pistache   A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP, aprovou nesta quinta-feira, 30, pela primeira vez em sua história, uma política de acesso com recorte explicitamente racial. A partir de 2018, o vestibular vai obedecer a seguinte distribuição de suas vagas: 20% para Pretos, Pardos, e Indígenas vindos de Escola Pública, via Enem; 10% para estudantes oriundos de Escola Pública, via Enem; 70% de vagas pelo caminho tradicional, via FUVEST. Luta histórica do movimento negro brasileiro, o acesso à universidade continua sendo um grande desafio para a população preta e pobre. A Universidade de São Paulo, bem como a Unicamp, duas estaduais que se mantém sob o rígido comando do governo tucano há décadas, mantém suas características de Casa Grande: portas fechadas para essa população. Nos últimos anos, porém, graças à pressão incansável do movimento negro, movimento de cursinhos comunitários e de diversos grupos de estudantes sensíveis às pautas, a universidade tem sido obrigada a responder. E tem feito por meio de medidas ineficazes, como nos casos do […]

“Reformas de Temer são racistas e genocidas”, diz movimento negro ao convocar protesto

30/03/2017 — Por Douglas Belchior

Por Douglas Belchior   O ataque covarde de Temer e sua rataria aos direitos fundamentais do povo brasileiro ameaça arrancar o pão de nossas mesas e colocar ainda mais armas em nossas cabeças. Não podemos fingir que não é com a gente. A população negra será, sem nenhuma dúvida, a parcela mais afetada com o fim das aposentadorias, com o desmonte dos direitos trabalhistas, com o congelamento de investimentos sociais e com o aumento da repressão, alvo naturalizado que somos, das leis punitivas e da ação violenta das polícias. É preciso reagir! Daí a importância em se somar aos esforços da unidade no campo progressista, que tem promovido crescentes manifestações em defesa dos direitos. Esta semana teremos paralisação nacional nesta sexta, 31 de Março em todo o país. E em São Paulo, as mobilizações acontecem também no sábado, dia 1 de abril. O Movimento negro está convocando uma grande marcha “Contra as Reformas Racistas e Genocidas de Temer” (Goo.gl/npvSVi), com concentração às 13h00 no Largo São Francisco, centro da capital. Esta marcha seguirá até a Avenida Paulista, onde se encontra com o já tradicional Cordão da Mentira, que se concentra em frente do MASP, a partir das 16h (https://goo.gl/cqjDaa). Abaixo o forte manifesto do […]

Como foi que perdemos tudo?

23/03/2017 — Por Douglas Belchior

  Por Douglas Belchior   Uma jovem estudante me perguntou, “Como foi professor Douglas, que os trabalhadores perderam todos os direitos que tinham conquistados com tanta luta?”. Fiquei em silencio por um instante. Depois disse à ela que os motivos foram muitos. E muito complicados. Que não dava pra explicar em pouco tempo o contexto que havia nos levado àquele dia… e então ela quis saber: “Você se lembra daquele dia? Como foi?” Então me lembrei de 2017… Era 18h55 de uma quarta-feira, 22 de Março de 2017, dia útil, horário de pico. Em Brasília, capital federal do Brasil, 513 deputados votavam (e aprovavam horas depois) um projeto de lei ressuscitado de 1998, que autorizou a terceirização irrestrita no regime do trabalho formal no Brasil. Eu estava num ônibus lotado de trabalhadores voltando pra casa depois de duro um dia de trabalho. Os trens estavam lotados, o metrô estava lotado, e, em desespero, outros cerca de 12 milhões aguardavam o dia seguinte para sair cedo de casa em busca de um emprego. As feições cansadas não pareciam estar preocupadas com o que os canalhas estavam a fazer em Brasília. Os mais jovens, belos e sorridentes, não pareciam ter ideia da importância […]

TERCEIRIZAM-ME

23/03/2017 — Por Douglas Belchior

** POR: LUARA COLPA. “Laçam-me. À mim e os meus Botam-me novamente no tronco Alugam-me e definem sobre mim todas as regras Sou escravo alugado Meu aluguel é simples: Trabalho temporário estendido a nove meses e depois me descartam Contratam outro um tal de “exército de reserva” se estabelece nesse rodízio Estamos todos à disposição. Somos mais de 60 milhões precarizados ¹ Recebemos 40% a menos pelo mesmo serviço que empresas matizes ofereciam Trabalhamos 3 horas por semana a mais A cada 10 acidentes com sequela, 8 nos afetam A cada 5 acidentes com morte, 4 somos nós Não temos alimentação, nem vale transporte Empurram-me à informalidade (enquanto as grandes empresas não precisam passar por taxação de grandes impostos e dividendos. E os latifúndios seguem basicamente sem taxação tributária ou limitação de propriedade e exploração). Alguns Órgãos Internacionais já cobram explicações sobre os trabalhadores escravos do meu país, mas o país nada faz. Terceirizaram-me. Sou escravo alugado. Alugam não só a minha força de trabalho, mas o meu futuro. (Por que motivo irei discutir minha Previdência se sequer carteira assinada tenho direito?) Com todos os recortes que quiserem me colocar: Mulher, homem, negro, trans, cis, vegetariano, “coxinha”, “mortadela”, “petralha”, “pós moderno”, “anarco”… […]

Chapa com 80% de mulheres negras busca vitória inédita em DCE da UFABC

23/03/2017 — Por Douglas Belchior

  Como no cinema, candidatura denuncia a ingrata tarefa de mulheres que trabalham duro nos bastidores para alçar os homens às maiores alturas   Por Jorge Américo*   Dias desses todo mundo correu em alvoroço para assistir nos cinemas aquela história encantadora das três mulheres negras que ajudaram a colocar um homem branco na Lua. A narrativa hollywoodiana inspirada em fatos reais provocou uma bagunça emocional nas mentes e corações dos brasileiros porque é verossímil e se repete cotidianamente na vida doméstica, no trabalho, na universidade ou na militância política. Contra essa lógica, um grupo de estudantes formado por oito jovens negras e dois negros lançou uma candidatura para representar 10.809 estudantes na Universidade Federal do ABC (UFABC).   A chapa “Universal” tenta, pela primeira vez, assumir a direção do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Tarefa difícil, ainda mais agora que a UFABC aparece como a 5ª melhor universidade brasileira no Índice Geral de Cursos do Ministério da Educação (MEC), tornando acirrada qualquer disputa por posições de visibilidade.   Aos 21 anos de idade Laurielen Rodrigues foi indicada para a presidência. A estudante de Ciências e Humanidades acredita que as chances são reais, mas demandam muito trabalho e organização. “A […]

Samba e Negritude: uma roda de historias e boa música na zona leste de SP

23/03/2017 — Por Douglas Belchior

“Samba & Negritude” – Uma conversa sobre as comunidades negras do samba, carnaval, indústria fonográfica e para discutir o papel do samba como organizador da população negra no combate ao racismo, acontece no próximo dia 25 de Março, na Zona Leste de SP   Por Negrume   A indústria Cultural se mostra ao longo dos anos tão racista quanto tantas outras indústrias. Esvaziamento de significados e símbolos, deslocamento de protagonismos e desrespeito a bases culturais, dentre outros crimes.   Atualmente a discussão sobre Apropriação Cultural está acontecendo graças as denúncias constantes da população NEGRA que não tolera mais ser roubada e enganada.   Nesse contexto é cada vez mais relevante e importante estudar e questionar o avanço da branquitude nos sambas através dos tempos. A entrada de empresários, carnavalescos e pessoas BRANCAS de fora das comunidades do samba, fez com que através dos tempos a manifestação cultural se distanciasse de suas origens, impediu um maior avanço anti-capitalista e anti-racista e em alguns locais descaracterizou o samba como estética musical e voz negra da cultura brasileira.   Convidamos a todxs para bater um papo sobre o racismo no samba, carnaval e indústria cultural.   Esta edição da roda do NEGRUME surgiu […]

André Sturm e o racismo insticucional de sempre

23/03/2017 — Por Douglas Belchior

Por Douglas Belchior Replico abaixo, um grito de desespero do irmão e artista popular Aloysio Letra que, em nome da luta pela cultura popular em São Paulo, entrega sua vida e é afrontado com a postura arrogante e incompreensiva daqueles que detém o poder. Sua voz representa um seguimento que tem sido alvo do ataque conservador da gestão do Prefeito Dória em São Paulo. E não por acaso, afinal, daí surgiram parte das principais lutas por direitos nos últimos anos em São Paulo. Leia e compartilhe. É importante. Por ALOYSIO LETRA Oprê ! Sou NEGRO, moro em Guaianases e não tenho relação com partidos políticos! Estou frisando isso porque faz parte de todo um contexto do que vem acontecendo comigo e daí já vou dizendo: Não sou do PT ! Nem vem com essa ! Já não bastassem todas as arbitrariedades criminosas dessa prefeitura, ontem, 21 de Março, dia Mundial de Luta contra o racismo, eu sofri discriminação e fui praticamente expulso de uma reunião pública. Os responsáveis pelo crime: André Sturm, secretário de “cultura” municipal e sua assessora Lara. Neste dia 21 de Março, aproximadamente às 17h teríamos uma reunião do Fomento a Dança, um dos fomentos ameaçados pela gestão Dória/Sturm. […]

De Moonlight à Negro Drama

De Moonlight à Negro Drama

09/03/2017 — Por Douglas Belchior

A história de cada garoto negro no mundo  daria um filme. E deu. Por Igor Gomes, no blog do Negro Belchior

Seminário descentraliza discussão sobre cultura e política na cidade de São Paulo

08/03/2017 — Por Douglas Belchior

Organizado pelo Movimento Cultural das Periferias, o seminário “Insurgências Periféricas: A cidade que queremos”, tem o objetivo de expandir o debate sobre as desigualdades sociais na cidade de São Paulo e na América Latina.   Por Movimento Cultural das Periferias O Movimento Cultural das Periferias, formado por coletivos culturais de toda a cidade, coloca em pauta uma discussão sobre a cidade de São Paulo suas múltiplas desigualdades e resistências, com a realização do seu seminário nos dias 11 e 12 de março, no Sacolão das Artes, espaço de resistência cultural, localizado no Parque Santo Antônio, zona sul de São Paulo. O diálogo “Lutas Políticas e Libertárias no Brasil” abre o seminário no sábado às 10h, com Dennis de Oliveira e Rosane Borges. No decorrer do dia, após o almoço, acontece a segunda mesa com o debate “Olhares de luta pela América Latina, com o diálogo entre Renata Eleutério, Sandro Oliveira e a Coletiva Fala Guerreira, com início previsto para às 15h. Para encerrar o primeiro dia da programação, a organização do evento abre espaço para artistas apresentarem seu trabalho ao público presente. No domingo, a programação no período da manhã será dedicada a discutir as “A cidade que temos – […]

Por um 8 de março de mulheres pretas, pobres e periféricas

08/03/2017 — Por Douglas Belchior

  Por Rosângela Martins*   Nós militantes feministas negras, estamos com nossas bandeiras empunhadas, nossas faixas, nossos batuques, para que nossas vozes possam ecoar pelas ruas das cidades.   O 8 de março é uma data de extrema importância para o movimento de mulheres, e este ano, em especial, corresponde a um chamado de paralisação internacional ou greve geral das mulheres. Por óbvio, não podemos perder de vista o fato de que no Brasil, vivenciamos um golpe político com a clara intenção de promover uma deliberada retirada de direitos conquistados a duras penas. O mais triste é ver o quanto isso reflete na vida das mulheres negras. Motivo que nos leva a parar.   As mães negras, que choram a perda de seus filhos por conta da violência policial, verdadeiro genocídio da juventude preta, estão em luta.   É notável que a mulher negra será o principal alvo a ser atingido com a prometida reforma da previdência social. Já no campo da educação, setor composto por uma maioria de mulheres, o enorme impacto implicará na desqualificação do já sofrível ensino público, sucateado há muito tempo. Mas será que todas nós conseguiremos parar? Imagine um dia totalmente paralisado pelas mulheres. Um dia em […]

Por um 08 de março de mulheres pretas, pobres e periféricas

08/03/2017 — Por Douglas Belchior

  Por Rosângela Martins*   Nós militantes feministas negras, estamos com nossas bandeiras empunhadas, nossas faixas, nossos batuques, para que nossas vozes possam ecoar pelas ruas das cidades.   O 8 de março é uma data de extrema importância para o movimento de mulheres, e este ano, em especial, corresponde a um chamado de paralização internacional ou greve geral das mulheres. Por óbvio, não podemos perder de vista o fato de que no Brasil, vivenciamos um golpe político com a clara intenção de promover uma deliberada retirada de direitos conquistados a duras penas. O mais triste é ver o quanto isso reflete na vida das mulheres negras. Motivo que nos leva a parar. As mães negras, que choram a perda de seus filhos por conta da violência policial, verdadeiro genocídio da juventude preta estão em luta. É notável que a mulher negra será principal a alvo atingido com a suposta reforma da previdência social. Na educação brasileira que é composta por um corpo docente em grande número de mulheres, terá um impacto que implicará na contribuição de um ensino público que já vem sendo sucateado há muito tempo. Mas será que todas nós conseguiremos parar? Imagine, um dia totalmente paralisado […]

Em cartaz: ‘Cartas à Madame Satã’ reflete afetividade de negros e negras

27/02/2017 — Por Douglas Belchior

Peça ‘Cartas à Madame Satã, ou Me Desespero Sem Notícias Suas’, estará em cartaz no Sesc Belenzinho, Zona Leste de SP, dias 2 e 3 de Março, às 21h30   Com Cia. Os Crespos Em seu quarto, um homem negro se corresponde com a figura mítica de Madame Satã. Fragmentos de histórias revelam, através das cartas, trajetórias e casos de amor numa cidade-país carregada de doenças, que mantém sob cárcere privado um jovem apaixonado. A personagem, em tom confessional, mescla a força do gesto com a delicadeza no discurso, buscando a cumplicidade do espectador para tornar público uma afetividade cercada de tabus. Trata-se do terceiro espetáculo de uma trilogia da Cia. Os Crespos, ‘Cartas à Madame Satã, ou Me Desespero Sem Notícias Suas’. A montagem do texto contou com a colaboração de diversas pessoas que enviaram cartas ao grupo contando sobre suas experiências de vida. Na peça, o ator Sidney Santiago Kuanza utiliza dessas cartas para se comunicar com Madame Satã, transformista emblemático do início do século XX. Com direção de Lucelia Sergio, direção musical e operação de Dani Nega e colaboração dos atores Luis Navarro e Vitor Bassi, as apresentações estão confirmadas para essa próxima quinta e sexta, 02 e 03/03, às 21h30,  na Sala […]

Abram alas pro rap

24/02/2017 — Por Douglas Belchior

  O rapper Rincon Sapiência evoca Carnaval e afrodescendência no videoclipe do single “Meu Bloco” De Boia Fria Produções   Não foi por acaso que o rapper Rincon Sapiência escolheu o carnaval para lançar o videoclipe e o single “Meu Bloco” nas suas redes sociais e principais plataformas de streaming. O lançamento promete surpreender o público ao misturar trap, rap e samba com rimas inspiradas em referências da maior manifestação da cultura popular brasileira. Em meio ao atual movimento de retomada do Carnaval de rua em todo o país, que este ano contará pela primeira vez com blocos específicos dedicados ao rap, “Meu Bloco” traz versos repletos de alusões às tradicionais figuras da festa, que tem como protagonistas em sua gênese os afrodescendentes brasileiros tanto no aspecto rítmico-musical quanto na dança. Assim, Rincon Sapiência deslancha o seu já tão aclamado flow num som que ele mesmo define como afrorap e que exalta o empoderamento através da cultura preta com metáforas contundentes, uma das marcas registradas de seu discurso, que se somam aos sons de tamborins e de uma bateria, ambientando o ouvinte à atmosfera de Carnaval que dita o tom da música e do videoclipe. Produzida pelo próprio Rincon, a faixa […]

Porque você deve assistir “Eu Não Sou Seu Negro”

Porque você deve assistir “Eu Não Sou Seu Negro”

10/02/2017 — Por Douglas Belchior

Branco é uma metáfora do poder. Por Negro Belchior

Introduction Section Of A Research Paper Power Essays

29/01/2017 — Por clarice

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Negritude e religião é tema de debate na Zona Leste de SP

26/01/2017 — Por Douglas Belchior

Por Aluísio Letra Uma investigação sobre racismo religioso e o papel da comunidade negra no catolicismo, protestantismo e nas religiões de matriz africana. Janeiro é mês de negritude e religião. Em Janeiro de 1835 os malês (muçulmanos) organizaram a “Revolta dos malês” na Bahia, uma mobilização de escravizados negros de origem islâmica contra os senhores BRANCOS. Em São Paulo este mês marca a fundação da Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, organização negra da Igreja católica, ou ao menos uma organização utilizada para se ter negros convertidos a essa religião. Também neste mês, dia 21 de Janeiro comemora-se o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que foi oficializada em 2007 para rememorar o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana. O NEGRUME convida todxs para a roda “Negritude e religião”. É muito importante a discussão porque muitas pessoas ignoram a violência que os povos de Axé sofrem, não sabem que o cristianismo tem ligações profundas com a África, ou mesmo sabem que Jesus Cristo foi um homem NEGRO. O racismo contra pessoas negras toma as mais variadas formas em nossa sociedade […]

Religiões africanas promovem Ato contra intolerância e racismo em SP

20/01/2017 — Por Douglas Belchior

O Dia Nacional de Combate à Intolerência Religiosa será marcado por Marcha. Concentração de religiosos e simpatizantes será neste sábado, 21/01, a partir das 15h, no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista – SP Por Olhar de um Cipó   No próximo dia 21, o povo de terreiro, movimentos sociais, coletivos artísticos e culturais, marcharão contra a violência que historicamente agride adeptos do candomblé, umbanda, e de outros cultos de raízes negras. Sob o manto do estado democrático e de direito, a intolerância demonstrada das mais diversas formas não poupa ninguém. Aquele que pratica a injúria não tem um objetivo maior, senão o de dizer onde aquele que foi injuriado deve estar: no campo da invisibilidade. Combater a intolerância religiosa significa rejeitar o racismo como sistema de opressão e dar corpo e voz a uma parcela da população que vem sendo sistematicamente agredida em sua dignidade pelo cerceamento de direito de liberdade de culto. A questão da liberdade de religião e de culto amplamente requerida pela população negra e pelos religiosos de matriz africana deve ser vista sob a ótica da afirmação e reiteração da identidade negra e de toda a sua ancestralidade. Negar esse direito, compactuar com esta lógica […]

Taís Araújo e Lázaro Ramos estreiam “O topo da montanha” no Rio

Taís Araújo e Lázaro Ramos estreiam “O topo da montanha” no Rio

17/01/2017 — Por Douglas Belchior

Você é negra? Você é negro? Então deve assistir. Por Douglas Belchior

Novo edital abre brechas para superfaturamentos no Metrô de SP. Metroviários convocam Ato

11/01/2017 — Por Douglas Belchior

Ato simbólico às 13h30 desta quinta-feira (12) homenageia vítimas do acidente na estação Pinheiros do Metrô – que completa uma década – e cobra revisão do edital de expansão das novas linhas, que abre brechas para superfaturamentos nas obras e prejuízos aos usuários e aos cofres públicos. Por Metroviários   Nesta quinta-feira (12) completam-se 10 anos do acidente na estação Pinheiros do Metrô, que matou sete pessoas e destruiu dezenas de imóveis. Apesar do laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica do Estado ter concluído que a queda das paredes do túnel da estação foi provocada por problemas na execução da obra, ninguém foi condenado. Processos criminais movidos pelas famílias das vítimas ainda estão em andamento no Judiciário paulista. Em memória às vítimas e para que novas tragédias não se repitam, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo realizará um ato simbólico às 13h30 na estação. Nas primeiras horas da manhã será distribuída uma carta aberta à população. A manifestação também cobrará restrições à participação de empreiteiras envolvidas na construção da Linha 4 no processo de expansão. São elas: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Todas são citadas em investigações de corrupção. Além disso, a direção […]

A necessidade de a Esquerda resistir e reexistir

08/01/2017 — Por Douglas Belchior

Por Douglas Belchior   Amigas e amigos leitores deste Blog, peço licença para apresentar-lhes uma fraterna contribuição do Coletivo Rosa Zumbi, agrupamento político ao qual me filio, ajudo a construir e os convido a conhecer. Trata-se de uma densa análise da conjuntura política nacional e dos desafios que se apresentam ao campo progressista ante o avanço das forças conservadoras nesse próximo período. Os negritos no texto são meus. Sintam-se a vontade para debater, comentar, complementar ou mesmo discordar, caso se sintam provocados.     Por Coletivo Rosa Zumbi   O golpe abre um novo ciclo político e histórico no Brasil. O povo brasileiro sofreu uma derrota de dimensão estratégica. A opção do Lulismo pela conciliação de classes sem reformas estruturais de interesse popular se esgotou e foi incapaz de evitar a reação e a vitória das forças conservadoras, com destaque para o empresariado, a mídia corporativa, os partidos de direita e largas parcelas do judiciário e do ministério público. Neste novo ciclo, a ofensiva é da direita, que ataca com um conjunto de medidas que retira direitos e visa desmontar as conquistas havidas nas últimas décadas e o que resta de progressista na constituição de 1988. As lutas populares agora, […]

Sergio Vaz, o Poeta da Periferia, lança clipe “Novos Dias”

08/01/2017 — Por Douglas Belchior

Por Douglas Belchior   O Poeta da periferia, fundador da Cooperifa e agitador cultural Sergio Vaz lançou, poucos dias antes do Natal, um novo clipe com uma de suas mais famosas poesias, “Novos Dias”. Com direção do cineasta João Wainer e arte de Rita Wainer, o clipe traz uma bonita montagem com trechos da poesia recitado por diversas personalidades da cena periférica, artística e política do país. A campanha de captação das imagens foi promovida pelo próprio poeta Sergio Vaz, que entre outros, convidou Emicida, MV Bill, Sueli Carneiro, Roberta Estrela Dalva e muitas outras figuras importantes da resistência periférica brasileira. Com muita honra, também participo do clipe. Assista e inspire-se para 2017, afinal, bem como diz o poema, “O Ano Novo tem cara de gente boa, mas não acredite nele. Acredite em você. Feliz todo dia!”   Novos Dias Sergio Vaz Este ano vai ser pior… Pior para quem estiver no nosso caminho. Então que venham os dias. Um sorriso no rosto e os punhos cerrados que a luta não para. Um brilho nos olhos que é para rastrear os inimigos (mesmo com medo, enfrente-os!). É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos. Acenda fogueiras. Não aceite nada de graça, nada. Até o beijo só é […]

Rincon Sapiência: O resgate do Mestre de Cerimônia

08/01/2017 — Por Douglas Belchior

    Por  Boia Fria Produções Sapiência destaca a figura do Mc com irreverência em seu novo clipe   Em “Ponta de Lança (verso livre)”, Rincon Sapiência lança uma provocação interessante aos admiradores do rap nacional. Inspirado pela cena atual no país, onde os fãs parecem amar mais os rappers que as rimas, o rapper busca resgatar a cultura do Mc, na qual, segundo ele, deve se destacar a magia das palavras, o encaixe das rimas e as histórias contadas através das letras. Em várias barras soltas sem refrão, Rincon se diverte com as palavras cantadas sobre uma batida de funk nas cenas do videoclipe, dirigido por Jonah Emilião, idealizador do estúdio Rasputines art, de Curitiba. Filmado na Cohab 1, na Zona Leste de SP, lugar de origem do Mc, o clipe foi gravado com uma câmera Sony vx2000, trazendo naturalmente a textura dos vídeos antigos, ou seja, da época em que o Mc ocupava lugar de destaque no rap brasileiro. Após finalizar o disco Galanga Livre, que tem seu lançamento previsto pro início de 2017, o Mc passou por uma fase de relaxamento, reduzindo seu ritmo de criação e iniciando um momento de ócio, processo que foi frutífero para […]