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Touchscreen: mancha na segurança

por Felipe Marra Mendonça publicado 17/08/2010 16h59, última modificação 17/08/2010 16h59
A oleosidade deixada pelos dedos em telas sensíveis ao toque facilita a quebra de senhas de celulares, diz estudo

A oleosidade deixada pelos dedos em telas sensíveis ao toque facilita a quebra de senhas de celulares, diz estudo

Um dos principais problemas de quem usa qualquer um dos novos aparelhos com telas sensíveis ao toque é que as mesmas ficam realmente oleosas depois do uso contínuo. Um estudo da Universidade da Pensilvânia mostra que, além de ficar suja, a tela também cria uma possível brecha de segurança que pode ser facilmente explorada por alguém com más intenções.

O estudo teve como foco o sistema de segurança dos celulares munidos de sistema operacional Android. Nele o usuário estabelece uma senha que, na verdade, é uma sequência de linhas que unem os nove pontos presentes numa tela. Vale qualquer ordem, desde que se toque um mínimo de quatro dos nove pontos disponíveis. Em teoria, o sistema deveria ser bem mais seguro do que os que oferecem proteção por meio de sequências numéricas, mas os pesquisadores da universidade conseguiram quebrar as senhas rapidamente ao usar um computador, uma câmera digital e um software de edição de fotos. O truque foi fotografar a tela a partir de um ângulo específico, aumentar o contraste da imagem e estudar a direção das marcas deixadas na tela. Feito isso, o telefone foi destravado em 92% das vezes que a equipe testou o método.

Os pesquisadores também revelaram que o simples ato de colocar o celular no bolso, o que teoricamente deveria pelo menos retirar um pouco da oleosidade da tela com a fricção contra o tecido, não era o suficiente para limpar a tela por completo, e mesmo assim a sequência podia ser revelada. A equipe só não conseguia destravar o telefone quando o usuário antes limpava a tela com um pano ou passava um produto no telefone. Ou seja, ser um pouco obsessivo-compulsivo em relação à limpeza da tela do celular tem lá suas virtudes.

Resta saber se o resultado do estudo levará as companhias a repensarem o desenho industrial de seus produtos. As telas sensíveis ao toque tornaram-se um padrão e as principais companhias as incluíram em seus aparelhos celulares, mas é certo que uma senh-a alfanumérica inserida a partir de um teclado seria mais segura e deixaria menos rastros do que os detectados pelos pesquisadores da Pensilvânia.

Ainda no campo da segurança de dados, a revista inglesa PC Pro publicou os resultados de um estudo que mostra o verão como a pior época para os computadores e aparelhos eletrônicos, e que os pedidos de ajuda para extrair dados de PCs nesses meses aumentam, aproximadamente, 12% em relação a outras épocas do ano. “O estresse nos aparelhos elétricos aumenta quando a temperatura sobe”, disse à revista o engenheiro Robert Winter, da empresa Ontrack. Os mais afetados são usuários domésticos ou pequenas empresas que não dispõem de ar condicionado ou de um ambiente com umidade controlada. Outro erro cometido é deixar laptops ou drives externos expostos diretamente ao sol ou esquecidos dentro de carros estacionados. Para completar o cenário de horrores tecnológicos, a Ontrack também afirmou que oscilações na corrente elétrica, comuns no Brasil, também causam grandes danos a eletrônicos. Ou seja, a solução parece ser deixar o computador num lugar seco, frio, escuro e não plugar nada na tomada.