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Skype: o próximo alvo

por Felipe Marra Mendonça publicado 31/08/2010 12h23, última modificação 31/08/2010 12h23
O Google anuncia serviço de telefonia acessível pelo próprio Gmail e inicia mais um duelo na Web

O Google anuncia serviço de telefonia acessível pelo próprio Gmail e inicia mais um duelo na Web

O google parece se especializar em comprar brigas com diferentes companhias e a nova vítima é a Skype. A empresa ficou conhecida por seu software homônimo e gratuito, usado para comunicação de voz e vídeo sem custo entre usuários e também para chamadas pagas a telefones por preços muito mais baixos que os das operadoras fixas. O problema que a competição do Google apresenta é que a solução encontrada pelos engenheiros da empresa facilitou a vida de quem quer usar o serviço, tanto que nem é preciso instalar um software específico para isso.

O único passo que é preciso tomar para utilizar o Google Voice é abrir uma conta no Gmail, serviço de e-mails da companhia, embora seja importante esclarecer que o atrativo, por enquanto, só esteja disponível para usuários dentro dos Estados Unidos. Conta criada, as chamadas podem ser originadas de dentro de qualquer navegador, por meio da própria página do Gmail, utilizando a caixa de som e microfones embutidos no computador.

Além disso, a companhia oferece ligações gratuitas para linhas fixas ou celulares nos Estados Unidos e no Canadá até, pelo menos, o fim do ano. O Google também oferece ligações para outros países a preços competitivos ou melhores do que a “líder em telefonia por internet”, ou seja, a Skype.

Um ponto curioso é o modo como o Google pretende mostrar o serviço aos consumidores. A companhia quer espalhar cabines telefônicas, semelhantes às caixas vermelhas que são parte do cenário urbano de qualquer cidade inglesa, em aeroportos e faculdades americanos. As cabines devem oferecer ligações grátis tanto domésticas quanto internacionais e é de se imaginar que o número de estudantes brasileiros nos EUA a fazer uso delas não será pequeno.

A competição entre a Skype e o Google na telefonia on-line promete ser ferrenha. A Skype possui cerca de 521 milhões de contas abertas, mas não necessariamente ativas, enquanto o Gmail chega à disputa com cerca de 200 milhões de usuários em potencial para o Google Voice. Quanto mais competição, melhor.

Leitores digitais

Um artigo escrito por Ron Adner e William Vincent no The Wall Street Journal levantou uma questão interessante que pode surgir com a proliferação de leitores de livros eletrônicos como o Kindle, da Amazon e o iPad, da Apple: a inserção de propagandas em meio às páginas dos livros. À primeira vista parece um conceito esdrúxulo, mas faz algum sentido se for levada em consideração a situação de todos os outros segmentos do mercado de entretenimento. Consumidores pagam o preço cheio, mas precisam assistir a comerciais antes de um filme no cinema, leem anúncios em páginas da internet, as emissoras (abertas ou pagas) colocam anúncios em meio à programação, mas não existe nada semelhante nos livros.

Parte do problema é que, ao contrário das mídias citadas acima, o livro não permitia mudanças em seu conteúdo. Não seria possível inserir anúncios novos num livro já impresso, mas é isso que os livros eletrônicos oferecem. Principalmente se estiverem dentro de aparelhos, como o Kindle ou o iPad, com conexão à internet. É um triste conceito que pode se tornar realidade num futuro muito próximo.