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USP de São Carlos quer ser referência em robótica

por Redação Carta Capital — publicado 21/06/2011 17h25, última modificação 22/06/2011 10h12
Campus da USP na cidade cria o primeiro centro de pesquisa do País. Objetivo é criar condições para o intercâmbio de pesquisadores e focar esforços nas necessidades da economia brasileira

São Carlos, cidade no interior paulista que alberga um dos campos da Universidade de São Paulo (USP), receberá o primeiro centro de robótica no País. A área, considerada fundamental para o desenvolvimento tecnológico nos Estados Unidos, Japão, e Europa, é pouco expressiva no Brasil. “Existem vários laboratórios brasileiros que fazem pesquisa em robótica, mas falta um instituto nacional, uma referência”, explica o coordenador do futuro centro, professor Marco Henrique Terra.

A sede do centro deverá ficar pronta em 2013 e a verba inicial para o projeto é de 900 mil reais. A ideia é juntar em um mesmo espaço pesquisadores e estudantes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), num total de 10 profissionais. Entretanto, ressalta Terra, assim como nos países referência no campo, a contratação de profissionais pela indústria deve ser um objetivo central. Até que a sede do centro fique pronta, os esforços se centrarão na unificação das pesquisas que já ocorrem nos laboratórios da universidade, principalmente para que os pesquisadores promovam o intercâmbio de resultados.

Utilizada em atividades-chave da economia, como em linhas de montagem de automóveis, o Brasil não domina a área e é dependente da tecnologia estrangeira. O coordenador do centro defende que não há condições de o País tentar competir com os centros de pesquisa nos EUA, Europa e Japão. “Porém, será um enorme avanço se conseguirmos criar condições apropriadas para o intercâmbio de pesquisadores com esses centros e se atuarmos para desenvolver nichos específicos que se ajustem às nossas necessidades, como a agricultura e a exploração do pré-sal”.

O novo centro também agregará esforços em campos que já estão sendo desenvolvidos pelos laboratórios da universidade, como o de reabilitação médica.

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