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The Observer

Os animais são essenciais na pesquisa médica

por The Observer — publicado 31/10/2013 05h47, última modificação 31/10/2013 10h27
The Observer: a ciência animal tem um papel vital no desenvolvimento de tratamentos que salvam vidas
Radek Mica / AFP
Chimpanzé

O uso de animais em pesquisa é alvo de polêmica em diversos países

É incorreto implicar, como faz a Animal Aid em sua carta ("Usem pessoas e não animais na pesquisa de tratamentos"), que os medicamentos para mal de Parkinson foram desenvolvidos somente com testes em seres humanos. As três drogas citadas envolveram pesquisas que usaram animais em seu desenvolvimento.

O Levodopa foi desenvolvido depois de trabalhos premiados com o Nobel em coelhos para se compreender a dopamina, substância química que se perde gradualmente no cérebro com a doença de Parkinson e tornou-se disponível como medicamento na década de 1960. Ela ainda é o tratamento mais eficaz para Parkinson até hoje e transformou a vida de milhões de pessoas.

Todos nos esforçamos para minimizar a necessidade de usar animais em pesquisas, e estamos comprometidos com melhorar seu bem-estar, mas a ciência animal tem um papel vital no desenvolvimento de tratamentos que salvam vidas. Não teríamos descoberto os antibióticos, a quimioterapia ou procedimentos médicos que incluem o uso de estimulação profunda do cérebro para o tratamento de Parkinson sem utilizar animais.

 

Professor Sir John Tooke

Presidente da Academia de Ciências Médicas

Dr. Mark Downs

Executivo-chefe da Sociedade de Biologia

Dr. Kieran Breen

Diretor de pesquisa e desenvolvimento da Parkinson's UK

Sharmila Nebhrajani

Executiva-chefe da Associação de Instituições de Pesquisa Médica