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Mais um na disputa

por Felipe Marra Mendonça publicado 31/10/2010 17h55, última modificação 31/10/2010 17h55
Líder no mercado de software para PCs, a Microsoft lança novo sistema para smartphones

Líder no mercado de software para PCs, a Microsoft lança novo sistema para smartphones

O windows phone 7 (WP7), nova geração do sistema operacional da Microsoft para celulares, foi lançado simultaneamente em Nova York e Londres na segunda-feira 11. Com ele a Microsoft volta com força na batalha pela fidelidade dos consumidores de smartphones, hoje dominado pelo iPhone da Apple, pelo Blackberry da RIM e pelo sistema Android do Google e suas várias parceiras, entre as principais Motorola e HTC. O interessante da abordagem tomada pela Microsoft é que agora ela se posiciona entre o Google e a Apple em termos do controle que exerce sobre a produção dos telefones que utilizam seu sistema. A Apple controla todo o processo ao assegurar que as duas partes sejam feitas uma para a outra, ou seja, telefone e sistema são pensados um para o outro. O Google, na outra ponta, cria um sistema que pode ser modificado livremente por operadoras e as empresas que criam celulares, o que provoca uma experiência desigual de consumidor para consumidor. Um celular com Android, por exemplo, pode oferecer uma experiência diferente a um aparelho de outra empresa ou de outra operadora.

A Microsoft tem uma série de critérios a serem seguidos pelas empresas que querem colocar o WP7 em seus aparelhos. Um deles é que todos os aparelhos tenham em comum os três botões básicos que os usuários utilizam para usar o sistema (como mostrado nos aparelhos do Prazer de Ponta, abaixo). Além disso, o sistema vai ser o mesmo em todos os aparelhos, sem modificações. A escolha final vai ficar por conta de atributos do celular em si, como mais memória, mais capacidade de processamento, tela sensível ao toque, a presença de um teclado ou até a preferência por uma marca sobre a outra. Isso não acontece com os vários aparelhos munidos de sistema Android. Um pode ter a versão mais nova, outro uma versão ultrapassada, mas o Google prefere não forçar suas parceiras a usar o sistema mais novo.
Outro ponto a favor do WP7 é o sistema em si, a experiência que ele proporciona ao usuário. Ele é radicalmente diferente e por isso mais atraente do que é oferecido tanto pela Apple quanto pelo Google em seus telefones. Quem usa um iPhone consegue fazer uma transição relativamente tranquila para um aparelho Android, e isso se dá pela aparência geral dos dois sistemas, ou seja, aplicativos mostrados como ícones sobre um fundo de tela panorâmico. Um toque no ícone abre o aplicativo etc. O WP7 usa grandes caixas coloridas para denotar cada parte do sistema, com fontes em tamanhos agradáveis e layout muito pensado. Se a Microsoft acertar a junção entre hardware e software, utilizar o WP7 pode se tornar uma experiência muito agradável.
O paralelo entre o mundo dos celulares e o início da era dos PCs talvez não seja correto, mas a Apple obteve grande sucesso quando lançou o Macintosh em janeiro de 1984. A Microsoft lançou o Windows mais de um ano depois, em novembro de 1985. Era essencialmente uma cópia do sistema Macintosh, janelas sobre um fundo de tela. Hoje, a Microsoft é líder no mercado de sistemas operacionais para PCs.