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Laboratório europeu quer recriar primeiros sites em celebração dos 20 anos da web

por AFP — publicado 01/05/2013 12h40, última modificação 01/05/2013 12h48
O laboratório europeu de pesquisa nuclear (CERN) pretende recuperar o primeiro site da internet, destinado à troca de informações entre cientistas, em comemoração os 20 anos da web
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Iranianos navegam na internet no primeiro cyber café de Teerã, em dezembro de 1998. Foto: ©afp.com / Atta Kenare

GENEBRA (AFP) – O CERN, laboratório europeu de pesquisa nuclear, anunciou na terça-feira 30 o lançamento de um projeto destinado a restabelecer o primeiro site da internet para comemorar os 20 anos da web.

Esta tecnologia, inventada pelo cientista britânico Tim Berners-Lee, foi concebida e desenvolvida inicialmente para a troca de informações entre físicos e cientistas que trabalham nas universidades e institutos do mundo inteiro.

O site, o primeiro no CERN e no mundo, descrevia as principais características da web, a forma de acessar documentos de outras pessoas e de configurar o próprio servidor.

Denominado “World Wide Web”, W3 ou simplesmente a Web (rede), este site foi alojado no computador NeXT de Berners-Lee.

“A invenção da web em um laboratório de Física revolucionou todos os setores da sociedade”, declarou o diretor-geral do CERN, citado em um comunicado. ”A web é um excelente exemplo da forma como a sociedade colhe os frutos do investimento fundamental”, acrescentou.

Embora esta tecnologia tenha sido inventada em 1989 por Berners-Lee em 30 de janeiro de 1993, o CERN publicou uma declaração neste site, autorizando seu uso gratuito. ”É uma das principais datas na histórica da web”, disse à AFP o atual encarregado da internet no CERN, Dan Noyes.

Outros sistemas de pesquisa documental que usam a internet, como WAIS e Gopher, já existiam na época. No entanto, a simplicidade da web e o fato de sua tecnologia ser acessível gratuitamente permitiram que este instrumento fosse adotado pela sociedade e desenvolvido rapidamente. A máquina NeXT – servidor web inicial – ainda está no CERN, cuja sede está na fronteira franco-suíça, próximo de Genebra.

Liberdade e gratuidade. Noyes afirmou que outros sistemas para compartilhar informações que quisessem cobrar regalias, como o Gopher da Universidade de Minnesota, “desapareceram da História”.

Ao tornar o nascimento da web visível novamente, a equipe do CERN quer destacar a ideia da liberdade e a abertura com que foi concebida, explicou Noyes. ”Nos primeiros dias, você simplesmente podia entrar, pegar o código e se apropriar dele, melhorando-o. Todos nós nos beneficiamos disto”, afirmou.

O primeiro navegador “era muito moderno, com imagens e características que já não existem, como poder editar páginas na web e lê-las”, disse. ”Gostaria de poder de alguma forma permitir que as pessoas pudessem tentar isso”.

Noyes, contudo, reconheceu que não está clara a forma como isto pode ser posto em prática e disse que está estudando uma forma de criar um tipo de imitação ou talvez filmar o processo para mostrar o que parecia.

A equipe do CERN restaurou os arquivos usando uma cópia de 1992 do primeiro site na internet, mas tem a esperança de encontrar cópias anteriores. ”Sabemos que desapareceu um disco que tem uma cópia de 1990 do primeiro site na internet em alguma parte”, informou Noyes, destacando que o projeto de restauração está aberto e pedindo ao público que participe.

“Alguém poderia saber onde está (o disco) e realmente gostaria de ter alguma ajuda e colaboração nesta busca”, destacou. Qualquer informação sobre o assunto pode ser acessada neste site.

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