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Fusão em rede

por Redação Carta Capital — publicado 10/04/2012 18h23, última modificação 12/04/2012 18h05
O jornal britânico The Guardian relembra o sucesso e o fracasso das aquisições milionárias das empresas da internet
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Facebook

Na segunda-feira 9, o Facebook comprou o Instagram por 1 bilhão de dólares (em uma operação que mistura dinheiro e ações) sem que as receitas do software adquirido aumentassem um centavo.

Segundo matéria publicada na edição de terça-feira 10 do jornal britânico The Guardian, o objetivo da compra é certificar que a atração gravitacional do Facebook para as redes sociais se torne cada vez maior, usando para isso o Instagram.

Mas será que o Instagram terá um destino melhor que o Myspace? Para tentar responder isso, o The Guardian relembra casos antigos - e atuais - de aquisições milionárias de redes sociais startups. Confira:

Março de 2005. O Yahoo compra o serviço de compartilhamento de fotos Flickr  por estimados 35 milhões de dólares. O Flickr cresceu rapidamente e se tornou um ponto de referência para fotografias online devido ao seu desejo em deixar que as fotos sejam compartilhadas. Mas em meio a problemas do Yahoo e do crescimento do Facebook e do MySpace, ele perdeu importância. Rumores sugerem Yahoo poderia vendê-lo. Ao contrário de muitas propriedades do Yahoo, o Flickr é rentável.

• Maio de 2005. O Google compra o Dodgeball, um incipiente serviço de localização "check-in", onde você poderia dizer onde você estava, se você estivesse on-line. “Nós não anunciamos nenhum plano para ele”, disse o Google naquele momento. Logo, o Google encerrou o Dodgeball e estabeleceu seu próprio "Google Latitude", serviço de rastreamento e check-in. O fundador do Dodgeball, Dennis Crowley, deixou a companhia e em 2009 desenvolveu o FourSquare – outro serviço de localização check-in que rapidamente se tornou maior que o Google Latitude.

• Julho de 2005. A News Corporation adquire o Myspace por 580 milhões de dólares. Anunciado como um movimento brilhante, na época (Facebook tinha apenas um ano de idade e tinha alcançado apenas algumas universidades americanas), a falta de investimento e a inconsistente aplicação da gestão condenou o Myspace, quando o foco do raio-laser de Mark Zuckerberg entrou em jogo. Em junho de 2008, o Facebook superou o Myspace em exposição na rede, e depois nunca olhou para trás. Em julho de 2011, a News Corp vendeu o Myspace para uma empresa de private equity (e Justin Timberlake) com uma perda enorme.

Dezembro de 2005. O Yahoo compra o serviço de bookmarks (compartilhamento de links favoritos) Delicious por algo em torno de 20 milhões de dólares. A idéia parecia ligar os sites a pessoas que marcaram e tagearam dentro dos resultados de busca, utilizando um olhar humano para tagear a web. Contudo, ele nunca ganhou massa crítica e foi vendido no final de 2010 para os fundadores do YouTube.

• Novembro de 2006. O Google compra o YouTube por 1,6 bilhão de dólares. Parecido com o Instagram hoje, o recém-nascido serviço de compartilhamento de vídeos tinha zero de receita, mas já era maior do que o Google Video do próprio Google (que deixou de existir). O YouTube estava no lugar certo na hora certa: a banda larga tinha acabado de entrar em jogo e vídeo poderia trabalhar em PCs de mesa. Agora, o YouTube ostenta um monte de propagandas - que o Google nunca revelou se é lucrativo por si só – e é o maior site de compartilhamento de vídeos on-line por uma margem gigantesca.

Março de 2008. A AOL adquire a rede social britânica para adolescentes Bebo por 850 milhões de dólares, a última das gigantes compras da AOL. Por um instante pareceu uma jogada esperta – mas o Facebook cresceu como o Sol, e conforme os usuários da Bebo cresciam, eles migravam a fidelidade. Bebo foi vendida por apenas 10 milhões de dólares para uma companhia de private equity.

Agosto de 2009. O Facebook compra o Friendfeed, o qual parecia com o rival Twitter, por 50 milhões de dólares.  Algumas das ideias do site foram inseridas na linha do tempo do Facebook, mas a compra foi feita essencialmente para desenvolver talentos dentro da companhia de Zuckerberg.

2009. A companhia de telefonia móvel finlandesa Nokia compra o Dopplr, uma rede social para viagens, por um valor estimado de 20 milhões de dólares.
A ideia não vingou: Nokia estava passando por uma convulsão provocada pelo iPhone da Apple eo Android do Google, e qualquer estratégia social se perdeu enquanto tentava recuperar o controle de sua existência.

Maio de 2011. A Microsoft compra o serviçod e telefonia pela internet Skype por 8,5 bilhões de dólares. Skype ainda está forte, mas é difícil ver como a Microsoft vai recuperar seu investimento, a não ser que ela carregue o Skype por mais 100 anos. Igualmente, o Skype é uma proteção útil contra todos os tipos de interrupção - e quanto maior fica, mais difícil será para os rivais o ignorarem. Anteriormente, o Skype tinha sido propriedade do eBay, que tinha pensado que as pessoas o usariam para conversar sobre os itens do leilão, o que não aconteceu.

Dezembro de 2011. O Facebook adquire o serviço de localização Gowalla por 3 milhões de dólares em ações, deixando o grande rival de “check-in”, FourSquare, ao vento. Facebook já teve o seu serviçod e check-in Locais Facebook, mas desejava a equipe Gowalla. O aplicativo Gowalla foi descontinuado.

• Março de 2012. O Twitter compra o simples site de blogging Posterous – o rival menor do Tumblr – por uma quantia não divulgada. Os dois vão ser mantidos separados, diz o Twitter. O benefício claro é que o Twitter terá mais espaço para vender anúncios.

• Março de 2012. A companhia de jogos para redes sociais Zynga (mais conhecida pelo Farmville) compra a também companhia de jogos OMGPOP e o seu jogo Draw Something, por 200 milhões de dólares. O resultado? Dentro de dias, o número de pessoas jogando Draw Something começou a cair vertiginosamente. Tudo agora articula sobre se OMGPOP pode desenhar algo novo e rentável.

• Abril de 2012. O Facebook compra o serviço de compartilhamento de fotos Instagram por 1 bilhão de dólares – cerca de 33 dólares por usuário. Quando você considera que ele será capaz de obter a localização, o compartilhamento, o tempo e os dados da câmera para essas pessoas (e mais) no futuro, provavelmente não é uma má aposta. Certamente mantém Google +, que vem crescendo em popularidade com os fotógrafos, na lona; Instagram foi inicialmente disponível apenas para o iPhone, mas agora está em celulares com Android também.

O padrão geral, segundo o Guardian, não é claro - exceto que o Yahoo e a Nokia não conseguiram fazer a melhor de suas aquisições, enquanto para o Facebook e o Twitter pode ser muito cedo para dizer.

 

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