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Compartilhamento de recursos na informática é o foco da maior feira de tecnologia do mundo

por Deutsche Welle publicado 05/03/2013 10h48, última modificação 05/03/2013 10h48
Inovação, apoio a jovens empreendedores e compartilhamento de recursos e informação científica estão entre os temas da feira de tecnologia de informação de Hannover, a Cebit 2013

Após os eventos tecnológicos CES, em Las Vegas, e MWC, em Barcelona, as atenções da comunidade científica internacional se voltam para a cidade alemã de Hannover. Enquanto os dois eventos anteriores eram relacionados a tecnologia dos smartphones e tablets, a edição de 2013 da feira de informática Cebit irá tratar da economia digital e suas conexões com a indústria tradicional, e, acima de tudo, o que trazem as novas tecnologias para os consumidores.

Para o diretor da feira, Frank Pörschmann, a Cebit é um evento ímpar, tanto em sua forma quanto na estrutura. "Ela enfoca toda a palheta tecnológica: tecnologia da informação, telecomunicações, eletrônica, conteúdos, e tudo o que nasça a partir da articulação e interconexão entre esses campos."

Estarão presentes 4.100 empresas de 70 países diferentes, números que mantêm a feira como a maior do mundo em sua área. Mas acima de tudo, diz Pörschmann, "ela é a mais importante. Aqui se impulsionam as inovações e os negócios da indústria".

Participação e benefícios
O tema central da Cebit em 2013 é a chamada shareconomy, o compartilhamento e a utilização conjunta de produtos. Sobretudo para os jovens, hoje em dia é totalmente normal compartilhar tudo via internet: informações, experiências, músicas. Podem-se alugar carros ou bicicletas por hora. A Cebit visa facilitar a compreensão desse tema um tanto complicado.

O saber é o único recurso que se multiplica quando compartilhado. "No fundo, é o que se vê hoje nas redes sociais, na era do Twitter e do Facebook", afirma Pörschmann. "E isso que eu chamo de 'facebookização' se difunde cada vez mais na economia. Assim, o escasso recurso que é o saber se torna mais amplamente acessível, a economia pode crescer com mais rapidez e produzir inovações."

Os provedores de telefonia celular também desejam impulsionar e se beneficiar dessa dinâmica. Em face à diminuição dos preços na era das all net flatrates, as empresas têm que buscar novas formas para lucrar no futuro. O estande da Vodafone é um exemplo de possibilidades inéditas de conexão em rede. O porta-voz da empresa Kuzey Esener anuncia a apresentação na Cebit de um novo modelo de carsharing, o compartilhamento de automóveis. "A pessoa procura o carro, reserva e até o abre pelo smartphone", explica Esener.

 

Mas também é possível interconectar o moderno mundo do trabalho, já que os locais de trabalho se tornam crescentemente móveis. "Isso se estende a muitos setores. Nós estabelecemos redes de contato no campo de saúde e em diversas indústrias, que assim tornamos mais eficientes", afirma o funcionário da Vodafone.

Em 2012 Brasil foi parceiro
Além da shareconomy, outros temas da Cebit são aplicativos para celular e a "computação em nuvem", ou seja, o armazenamento de dados descentralizado. Desse modo, o tema segurança ganha destaque, como na edição anterior da feira, e muitas das soluções partem de jovens empresas de todo o mundo, mais de 200 das quaisestarão presentes em Hannover.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, abre o evento de tecnologia de informação na noite dessa segunda-feira 4. Na manhã seguinte, ela faz um giro acompanhada por Donald Tusk, premiê da Polônia, país-parceiro da Cebit 2013. Entre as estações visitadas, encontra-se o estande conjunto de jovens empresários do setor de alta tecnologia.

Na edição de 2012 da Cebit,o Brasil foi o país-parceiro, no âmbito do Ano Brasil-Alemanha da Ciência, Tecnologia e Inovação 2010/11. Na ocasião a presidente Dilma Rousseff visitou a feira em Hannover acompanhada pela chefe de governo alemã. Essa parceria resultou em diversas iniciativas de cooperação, além de aprofundar os contatos entre as instituições científicas dos dois países.