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China, Índia e Brasil sustentarão mercado high-tech em 2013

por AFP — publicado 27/02/2013 10h54, última modificação 06/06/2015 18h26
Com um crescimento esperado acima de 8%, os três países emergentes sustentarão o mercado de alta tecnologia enquanto a Europa amarga as consequências da crise econômica

BERLIM (AFP) - A China, o segundo mercado mundial, à frente do Japão, Índia e Brasil sustentarão grande parte do crescimento do mercado mundial de alta tecnologia em 2013. A afirmação é da federação alemã do setor, que ressalta que a Europa perderá espaço devido a sua situação econômica.

"O setor da high-tech é um importante motor do crescimento no mundo", afirma a federação Bitkom em um comunicado, poucos dias antes do início do grande salão de high-tech Cebit, em Hannover (norte).

Para 2013, esta federação profissional prevê um crescimento de 5,1% do volume de negócios do setor para alcançar 2,7 bilhões de euros no mundo.

O maior crescimento é esperado na Índia (+13,9%), Brasil (+9,6%) e China (+8,9%), afirma a Bitkom, que se baseia em dados de seu próprio instituto de pesquisa. Na Europa, o setor crescerá muito menos (+0,9%), assim como no Japão (+1,4%), que cedeu à China a vaga de segundo mercado de high-tech, atrás dos Estados Unidos, cujo crescimento se situará neste ano em 6,5%.

"Na situação atual, um crescimento de 1% na Europa é alentador", afirmou o presidente do Bitkom, Dieter Kempf, nesta quarta-feira 27. Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado de high-tech, com 26,8%, muito à frente da China (9,5%), que supera pela primeira vez o Japão (8,3%).

Em seu conjunto, a União Europeia ocupa 26,8% do mercado mundial de high-tech, do qual a Alemanha responde por 4,5%, o que lhe situa na quinta posição, atrás do Brasil (5%). O Salão da Tecnologia da Informação e da Comunicação (Cebit), o maior do setor, será realizado de 5 a 9 de março.