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Revolução?

Apple TV, o retorno

por Felipe Marra Mendonça publicado 08/09/2010 11h04, última modificação 08/09/2010 11h04
Steve Jobs anuncia novas funções do produto e lança rede social com foco específico em música

Steve Jobs anuncia novas funções do produto e lança rede social com foco específico em música

Steve jobs anunciou dois produtos importantes durante uma apresentação em Yerba Buena, na Califórnia, nesta quarta 1º de setembro. Um era o relançamento do Apple TV, um produto deixado de lado pela empresa desde o seu lançamento, e o segundo era uma atualização do iTunes que trouxe uma rede “social-musical” chamada Ping, descrita por Jobs como uma espécie de união do Twitter com o Facebook com foco específico em músicas.

A primeira versão do Apple TV foi lançada em 2006 e era pouco mais do que um disco rígido preparado para ser plugado em uma televisão e a partir daí mostrar a conteúdo do usuário na tela grande. Ao longo do tempo ele foi esquecido e, embora recebesse atualizações, tornou-se uma espécie de “hobby” dentro da corporação. Jobs reconheceu isso ao mostrar a nova versão e garantiu que a partir de agora o Apple TV se torna um produto central entre a gama de aparelhos já oferecidos pela empresa atualmente.

A razão é simples. O Apple TV agora permite que usuários americanos aluguem programas de tevê por 99 centavos de dólar. Com isso, a Apple coloca as operadoras de TV a cabo do país na mira. Um usuário que tem como principal interesse manter a assinatura para assistir aos seriados preferidos logo vai perceber que o preço da locação oferecida pela Apple é, ao longo de toda uma temporada, muito mais vantajoso do que pagar a conta de TV a cabo pelo mesmo período. As companhias de TV a cabo cobram preços extorsivos, tanto no exterior quanto no Brasil, porque os pacotes oferecidos por elas contêm uma programação que o consumidor não quer assistir e provavelmente não vai consumir. Elas ganham dinheiro tanto desse consumidor, obrigado a pagar por mais do que quer, quanto dos canais individuais, que pagam para entrar no pacote e por sua vez vendem mais anúncios, já que a audiência está garantida no número de assinantes. É um círculo vicioso que faz com que a oferta da Apple seja enormemente atraente.

Até agora, só Fox e ABC entraram em acordo com a Apple, mas é de se esperar que outras grandes redes se juntem a elas caso o Apple TV faça o sucesso esperado.

Além da programação de tevê, a Apple também conseguiu baixar o preço dos filmes. Os consumidores poderão alugar filmes por 5 dólares assim que forem lançados em outra mídia, como DVD ou Blu-ray. Anteriormente, a espera entre o lançamento “físico” e o lançamento no iTunes era de algumas semanas. O aparelho em si é uma caixinha pequena, do tamanho de uma caixa de CDs, mas um pouco mais grossa, com uma saída HDMI, uma entrada para Ethernet e Wi-Fi embutido. “É silenciosa, pequena e muito legal”, disse Job-s durante a apresentação.

Outro destaque da apresentação foi o lançamento do Ping, descrito pela empresa como uma rede social-musical. Como no Twitter, o Ping permite que o usuá-rio siga o que os amigos estão escutando e mostre o que está ouvindo para seus seguidores, além de postar vídeos, fotos, comentários e músicas, e discutir sobre tudo isso nas páginas de amigos. É também possível “seguir” artistas famosos. O exemplo usado por Jobs durante a palestra foi Lady Gaga, e na página dela era possível ver de que músicas ela gosta e quais seriam seus próximos shows. O executivo citou 160 milhões de usuários em potencial (o mesmo número de pessoas que usam o iTunes), mas a adesão à rede é opcional.