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Antivirus no celular e nos tablets

por Gabriel Bonis publicado 15/09/2011 10h03, última modificação 06/06/2015 18h27
Falhas nos sistemas operacionais permitem roubos de informações, como ocorreu com as fotos nuas da atriz Scarlett Johansson. Foto: Istockphoto

Cada vez mais populares e baratos, os smartphones e tablets agora despertam a preocupação dos usuários em outro aspecto: a segurança dos dados pessoais armazenados.

Uma pesquisa da consultoria KPMG mostra que 79% dos entrevistados temem que as informações confidenciais nos equipamentos sejam acessadas por estranhos. O levantamento, realizado com mais de 5,6 mil pessoas em todo o mundo - 300 delas no Brasil –, apresenta um aumento de 6% neste aspecto em relação a 2008.

Um exemplo recente de roubo de dados foi o vazamento de fotos da atriz Scarlett Johansson, de 26 anos, hackeadas de seu celular e nas quais aparece nua. O caso será investigado pelo FBI e as imagens já foram retiradas dos principais portais após o pedido do advogado da artista.

Indivíduos não autorizados, geralmente, conseguem acessar dados de tablets e celulares por meio de falhas nos sistemas operacionais dos aparelhos, aproveitadas por aplicativos contendo vírus e códigos capazes de roubar e transmitir informações confidenciais. “Grandes empresas, como Nokia e Apple, liberam a codificação de seus sistemas ao público para estimular a criação de aplicativos, mas isso também permite que criminosos trabalhem neles”, diz o doutor em Engenharia Elétrica e Computação e professor da Universidade de Brasília (UnB), Leonardo Guerra de Rezende Guedes.

A iniciativa das gigantes da tecnologia tem dois objetivos principais, reduzir seus gastos e inundar o mercado com aplicativos, o que ajuda a popularizar os sistemas operacionais e, consequentemente, atrair usuários para um aparelho.

Por um lado, isso provoca uma democratização do mercado, afirma o professor, pois mais pessoas podem criar aplicativos. Porém, as empresas saem ganhando novamente ao lucrarem com a venda de licenças de programas enviados a elas e analisados para verificar se não possuem irregularidades.

Por isso, os usuários de tablets e smartphones devem checar os sites nos quais compram ou baixam aplicativos. “No Brasil, as pessoas têm a tendência de não querer pagar e acabam usando sites piratas”, aponta Guedes. Opinião corroborada pelo diretor-técnico da Sourcefire, empresa especializada em soluções em cibersegurança, Arturo Barquin. “É recomendável confiar nos programas validados pelos fabricantes ou em portais recomendados pelos mesmos."

Porém, instalar um programa corrompido não é a única forma de comprometer a segurança das informações nestes aparelhos. Há também a possibilidade de interceptação de dados por meio de uma conexão não segura com a internet. “É preciso configurar os aparelhos para encriptar a rede ou usar navegadores mais modernos que fazem isso automaticamente”, aponta Barquin.

Mesmo assim, destaca o especialista, uma conexão com a internet nunca é totalmente protegida. De acordo com ele, o nível de segurança é medido em variáveis, como verificar a validação de um site e checar se há encriptação e certificados, assim como em um computador. Quanto mais destes mecanismos o usuário identificar e conferir, mais garantido estará.

Outro recurso é a instalação de antivírus específicos para smartphones e tablets, disponíveis nos aparelhos mais avançados (e caros) com sistemas operacionais populares, como Windows Mobile, Symbian, Android e Mac OS X, mais semelhantes funcionalmente aos utilizados em computadores.

O antivírus, alerta o professor da UnB, é a maneira mais eficiente de identificar se há algum aplicativo roubando dados. “O aparelho, principalmente os que utilizam o sistema operacional Windows Mobile, podem disparar vírus para outras pessoas, assim como nos computadores.”. Tudo isso, sem você saber.