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Presidente da Chevron no Brasil pode deixar o País

por Redação Carta Capital — publicado 07/09/2012 12h37, última modificação 07/09/2012 12h37
Executivo, que pode ser condenado a 31 anos de prisão por vazamento de petróleo no Rio de Janeiro, precisará pagar 500 mil reais pela autorização
Chevron

Processo. O executivo pode ser condenado a 31 anos de prisão. Foto: Antonio Scorza/AFP

O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, poderá sair do País quando deixar o cargo de chefe da unidade brasileira, no fim de setembro. A Justiça autorizou a saída do executivo mediante o pagamento de fiança de 500 mil reais. O valor visa garantir a participação do réu na continuação do processo judicial relacionado ao megavazamento de petróleo no campo do Frade, no litoral fluminense. Denunciado pelo Ministério Público Federal em março por crime ambiental, dano ao patrimônio da União e falsidade ideológica, ele pode ser condenado a 31 anos de prisão.

Além de Buck, outros 16 executivos e funcionários da Chevron e da Transocean foram incluídos na denúncia. De acordo com o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, há provas e evidências de que o vazamento foi motivado pelo descumprimento de regras de segurança. Os acusados estavam impedidos por determinação judicial de sair do País e tiveram de entregar seus passaportes às autoridades brasileiras.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu manter a suspensão das operações da Chevron e da Transocean. A liminar é válida enquanto as empresas responderem ao processo pelo vazamento de 2011.