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Impacto de Fukushima

Pesquisa mostra que brasileiros são contra a energia nuclear

por Redação Carta Capital — publicado 19/04/2011 16h33, última modificação 19/04/2011 16h33
Levantamento da Global WIN aponta que 57% da população não aprova uso dessa matriz energética no país, um aumento de cinco pontos percentuais após o acidente no Japão

Uma pesquisa internacional sobre o uso de energia nuclear, realizada pela Global WIN, aponta que 54% dos brasileiros são contrários à utilização dessa matriz energética no país. A porcentagem aumentou cinco pontos após o acidente na usina de Fukushima, no Japão. Agora, sete em cada dez entrevistados são “totalmente contra” e o restante “parcialmente contra”. O levantamento também mostra que 98% dos brasileiros ficaram sabendo do terremoto em solo japonês e 93% do vazamento de radiação, acima da média mundial, de acordo com o estudo divulgado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda segundo a sondagem, 57% dos brasileiros estão preocupados com a possibilidade de um acidente semelhante ocorrer no Brasil, superior a média global de 49%. Além disso, 40% da população relatou não saber se o governo controla de forma correta suas três usinas nucleares, todas na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

O Brasil tem planos para construir outras quatro centrais nucleares, mas a decisão vai depender das consequências do acidente japonês, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Mundo. A desconfiança em relação ao uso da energia nuclear também atingiu outros países, sendo o Japão o que mais apresentou aumento nas posições contrárias: 28% para 47%. No entanto, 40% da população local ainda acredita na eficiência deste sistema. Na média mundial – o estudo foi feito em 42 países -, a porcentagem com opinião negativa subiu 11%, de 32% para 43%.

Outros dados indicam que 14% dos brasileiros não souberam responder, 12% foram totalmente favoráveis ao uso da energia nuclear, 20% parcialmente a favor, 15% parcialmente contra e 39% totalmente contra.

No Brasil, o levantamento foi feito pelo Ibope – instituto que representa a Global WIN no país – com mil pessoas, entre 21 de março e 10 de abril. No mundo foram entrevistadas 34 mil pessoas, com margem de erro entre três e cinco pontos, para mais ou para menos, de acordo com o tamanho da amostra local.