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COP 17 em Durban

Nova reunião, velhos problemas

por Reinaldo Canto publicado 28/11/2011 16h07, última modificação 06/06/2015 18h27
Na conferência de 2009, em Copenhague, foi definida a necessidade de limitar em 2º C o aumento na temperatura do planeta. Desde então, palavras ao vento e um jogo de empurra-empurra tem tomado conta das discussões

A 17ª edição da Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas, tem início nesta segunda-feira 28, em Durban, na África do Sul, com os mesmíssimos desafios de suas mais recentes antecessoras: fazer frente ao crescente processo de emissão dos gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global.

E o que devemos esperar desse novo encontro? Apesar de já ser de conhecimento de praticamente todas as lideranças relevantes do planeta e até “do mundo mineral” plagiando Mino Carta, a urgência de se tomarem providências em relação ao agravamento do efeito estufa, impressiona a dificuldade e letargia de todos em implementarem ações concretas no combate às mudanças climáticas.

Durante a realização da COP 15 em Copenhague, no final de 2009, foi definida pelos países, a necessidade de limitar em 2º Celsius o aumento na temperatura do planeta. E, desde então, palavras ao vento e um jogo de empurra-empurra tem tomado conta das discussões. Hoje há quem diga, leia-se especialistas e cientistas, que o planeta caminha célere para um acréscimo de 4º celsius, em virtude do aumento descontrolado nas emissões.

Na Conferência da Dinamarca ainda havia alguma expectativa na tomada de decisões concretas, mas o impasse causado pela disputa para saber quem deve pagar a conta, principalmente, entre os chamados países desenvolvidos e os em desenvolvimento, levou a essa situação que podemos até mesmo chamar de ridícula e grotesca. Pois, essa demora em colocar a mão no bolso, fará essa conta ficar a cada dia, mais salgada e acompanhada de pitadas vigorosas de tragédias graves e persistentes.

Após a frustração no hemisfério norte, assistimos o desânimo geral em plagas americanas no ano passado durante a COP-16 em Cancún e esse estado de coisas parece prevalecer no encontro atual.

Mesmo diante de fatos pouco auspiciosos que cercam essa nova conferência, sempre deve prevalecer a esperança de que o bom senso prevaleça e decisões positivas sejam tomadas para que, num futuro não tão distante, possamos quem sabe evitar ou ao menos minimizar o sofrimento causado pelos fenômenos climáticos extremos, uma das mais temidas conseqüências do aquecimento global.

Após as próximas duas semanas poderemos avaliar se a alegria do povo sul-africano irá contagiar nossos poderosos líderes a tomar decisões calorosas, no sentido figurado e mais frias em seu sentido literal, contribuindo decisivamente para o combate às mudanças climáticas.