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Durban

Depois de impasse, COP-17 chega a acordo

por Redação Carta Capital — publicado 11/12/2011 09h15, última modificação 12/12/2011 16h03
Os 194 países participantes concordaram em renovar o Protocolo de Kyoto até 2017 e iniciar um processo para que um novo pacto sobre o clima seja travado até 202
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A diretora executiva da COP 17, Christiana Figueras (C), conversa com delegados no último dia de negociações. Foto: ©AFP / Rajesh Jantilal

Depois do quase colapso, a conferência da ONU sobre o clima (COP-17) finalmente chegou a um acordo por volta das 5h da manhã do domingo 11. Os 194 países participantes concordaram em renovar o Protocolo de Kyoto até 2017 e iniciar um processo para que um novo pacto sobre o clima seja travado até 2020.
Além disso, foi estabelecido o Fundo Verde do Clima para financiar ações contra as nmudanças climáticas.A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira classificou como um desfecho histórico para a Conferência. Ambientalistas, no entanto, ainda acham as conquista modestas. Segundo eles, as mudanças no clima levarão a um aumento entre 3,5ºC e 5ºC acima dos níveis pré-industriais.

Durante a madrugada, o encontro, que fora prorrogado no sábado 10, esteve a beira do fracasso. Índia e União Europeia divergiam do termo “resultado legal” no texto final que definirá o novo pacto. O consenso foi adquirido com a expressão "resultado com valor legal". É a primeira vez que EUA e China concordam em criar acordo que se compromete a reduzir as emisssões dos gases do efeito estufa.Mesmo assim, O documento chama atenção para a diferença entre aes atuais emissões de gases e o ideal para evitar o aumento da temperatur do planeta.
Um ponto polêmico, e que ficou de fora do texto final, é a diferenciação de responsabilidade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, o princípio das "responsabilidades comuns, mas diferenciadas, de acordo com as respectivas capacidades", que divide o encontro entre esse dois grupos.
A ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite Nkoana-Mashabane, que presidiu a conferência, admitiu, desde o início da sessão plenária, à noite, que o pacote de decisões sobre a mesa "não era perfeito", mas defendeu que era necessário "não deixar que a perfeição seja inimiga do bom".
A conferência de Durban, que terminou com 36 horas de atraso, entrará para a história das reuniões sobre o clima por ter batido o recorde das prorrogações nas negociações.
O próximo encontro sobre o clima acontecerá no Qatar, o maior emissor de gás carbônico per capita do mundo.
*Com informações da AFP