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Aldo Rebelo propõe vale-tudo premiando desmatadores

por Reinaldo Canto publicado 16/02/2011 09h28, última modificação 16/02/2011 10h15
O colunista Reinaldo Canto comenta entrevista do deputado ao site Sul 21 republicada em CartaCapital

O colunista Reinaldo Canto comenta entrevista do deputado ao site Sul 21 republicada em CartaCapital

Na entrevista intitulada “, do site Sul 21, republicada aqui na CartaCapital, o deputado Aldo Rebelo, apenas insiste em bater na mesma tecla que tem causado tanto mal estar, desde que seu projeto foi aprovado em Comissão em julho do ano passado. Não é por outra razão que o próprio Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, está elaborando um projeto alternativo que modernize o Código Florestal, mas sem jogar por terra pontos importantes de preservação ambiental, que integram a lei vigente.

Entre eles, a revogação da anistia a produtores rurais que desmataram até 2008 e a reintrodução das áreas acima de 1.800 metros e topos de morros como sendo de preservação permanente.

Quando se fala da necessidade de modernização da lei e a adaptação à nova realidade, pouca gente discorda. O que não é concebível é que se destrua a lei vigente e se coloque no lugar um vale-tudo premiando os desmatadores e comprometendo o futuro de todos os brasileiros.

E os desafios para a modernização da lei também devem levar em conta a dramática expansão da ocupação humana desde a entrada em vigor do atual Código Florestal no já distante ano de 1965.  Hoje quando se afirma que as águas de um rio invadiram casas e cidades, raramente ouvimos dizer que essas casas e cidades é que invadiram o espaço destinado ao escoamento das águas dos rios. Os cuidados, portanto, devem ser redobrados.

Diante desses fatos e se levarmos em conta que a nova lei proposta pelo deputado Aldo só agrada a um lado, obviamente deveria passar por novas discussões e revisões. Pois caso entrasse em vigor como está, certamente, não atenderia aos interesses da sociedade brasileira.