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Meio Ambiente

AIE apresenta propostas para dobrar energia hidrelétrica até 2050

por AFP — publicado 29/10/2012 13h36, última modificação 06/06/2015 18h26
Para a Agência Internacional de Energia (AIE), as hidrelétricas são a melhor opção para limitar as emissões de gases que provocam o efeito estufa e frear o aquecimento global
Itaipu

Vista da hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, em Foz do Iguaçu. Foto: ©AFP / Evaristo Sa

PARIS (AFP) - A Agência Internacional de Energia (AIE) apresentou nesta segunda-feira 29 uma série recomendações para dobrar a produção de energia hidrelétrica no mundo até 2050. O objetivo da AIE, ligada à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), é limitar as emissões de gases que provocam o efeito estufa e conter o aquecimento do planeta.

Em 2010, as fontes hídricas geraram 16,3% da energia consumida no mundo, quase 3.500 terawatts (TWh), recordou a AIE no congresso Hidro 2012, que acontece até quarta-feira em Bilbao, norte da Espanha.

A produção hidrelétrica supera a energia nuclear (12,8%), o que a torna a primeira fonte renovável de energia elétrica, muito à frente da eólica, solar, geotérmica e outras energias renováveis (3,6%). No entanto, a produção é relativamente baixa em comparação com as energias fósseis (petróleo, carvão e gás), que asseguram 67% da produção mundial de eletricidade. Com isso, visando duplicar a capacidade e a produção hidrelétrica até 2050, a agência pediu o fim dos obstáculos legais e que a energia seja melhor aceita.

A agência também defende a modernização e aumento da capacidade das usinas existentes com mais turbinas. A AIE sugere uma série de ações governamentais como a adoção de planos de desenvolvimento nacionais, maior cooperação entre as fronteiras ao redor das grandes baciais fluviais, simplificação dos processo administrativos, entre outros. Além disso, o órgão também faz recomendações em termos de aceitação ambiental e social, ponto fraco da energia hídrica.

As represas, que não emitem CO2 com exceção da construção, são geralmente rejeitadas pelas consequências para a fauna e a flora, assim como para as populações próximas. A AIE não oferece respostas milagrosas para o dilema e sugere "evitar tanto quanto possível os impactos negativos" e "quando for impossível evitá-los, que sejam minimizados, atenuados ou compensados".

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