O leitor José Cláudio Souza Alves, sociólogo e pró-reitor de Extensão da UFRRJ, contesta as avaliações que predominam sobre a onda de violência no Rio.
Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.
Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.
O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos.
De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.
Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.
Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.
Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.
Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.
Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadan Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?
Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas.
Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemônico.
Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.
A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.
Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemônicas e área pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos esquecemos que sua única finalidade é a hegemonia do mercado do crime no Rio de Janeiro?
Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade.
Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o Bope passarem.
* José Cláudio Souza Alves e sociólogo, Pró-reitor de Extensão da UFRRJ e autor do livro: Dos Barões ao Extermínio: Uma História da Violência na Baixada Fluminense.
Complementando meu questionamento anterior: por que não veemos um Tim Lopes “invadindo” um apartamento na Av. Atlântica ou no Jardins? Por que não leemos textos produzidos por sociólogos abordando o consumo de drogas nas festinhas patrocinadas por socialites – e seu impacto na economia do tráfico? Aposto que seriam matérias de capa! Mas isso nunca acontece. O círculo da droga nunca fecha. Curioso, não?
O texto é muito bom. Assim como vários que leio sobre o assunto. Todos os temas e reflexões sobre a articulação das cúpulas controladoras do tráfico de drogas são louváveis… Mas uma coisa eu “não” entendo no jornalismo investigativo e reflexivo: por que não vemos matérias falando dos consumidores de drogas? Não me refiro a “cracolândia” ou aos largados nos trilhos do trem… Mas aos engenheiros, médicos, jornalistas, atores, atrizes, advogados, banqueiros, socialites…? Por que damos enfoque opressivo aos traficantes armados, e amenizamos com os “bicheiros”, e até “perdoamos” quando atores da Globo (p.ex.)? A sociedade é tão culpada quanto os milicianos, governantes e traficantes. O contexto é o mesmo. Gostaria que algum jornalista desse ramo me explicasse. Obrigado.
[...] por su selectividad geográfica (prioriza las zonas más ricas de la ciudad), por su papel en la reorganización de la geopolítica del crimen (ha afectado sólo a una de las fracciones criminales) y por reproducir una lógica tutelar y [...]
Fantástico o artigo! Parabéns! Realmente o que há são políticas de gestão da ilegalidade, onde há muito capital envolvido e os verdadeiros investidores riem quando a massa é distraída… como eram antigamente o circo (atualmente Copa e Olimpídas) e as arenas (atualmente o confronto soldados da PM e soldados do tráfico).
Vivemos num estado de policia e JUDICIARIO FASCISTA.
Como vao entrar nos barracos desses miseraveis sem Mandato?
Sem nenhum representante, da comunidade, do dono do barraco, do JUDICIARIO.
NINGUEM.
E o q o ESTADO fez por essas pessoas, nesses 20 anos??!!
NADA.
E q o ESTADO vai fazer pra dar uma vida digna pra essas pessoas??!!
NADA.
Mas uma coisa é certa, a BURGUESIA quer ver sangue.
E o sangue é dos pobres miseraveis, aterrorrizados, pelo trafico, e agora pelo ESTADO FASCISTA.
Minha sugestão é a regulamentação do uso de TODAS as drogas. Taxar e colocar no mercado formal todas as drogas vai destruir por completo o modelo de narcotráfico atual. O dinheiro que circula no mundo no tráfico de drogas chega a casa de bilhões. É completamente ridículo colocar esses bilhões nas mãos de traficantes. Esse dinheiro têm que ir para os governos e serem completamente empregados para melhoria da educação para minimizar o máximo a quantidade de consumidores. Quem acha que com a regulamentação o consumo vai aumentar, acha baseado no achismo. Todos os países que chegaram perto da regulamentação tiveram um pico de consumo, mas em 3 anos o consumo voltou aos indices anteriores. Isso ocorreu na Holanda e Portugal (lembre-se que nenhum país do mundo regulamentou o uso das drogas). Vamo acabar com essa visão infantil de achar que as coisas podem ser resolvidas com violência! Isso têm de ser visto como um caso de saúde. A humanidade convive com o consumo de drogas desde que é humanidade, isso nunca vai acabar. O que se pode fazer é minimizar o maximo possível com a educação (que também não é capaz de acabar com o consumo, se têm médico que fuma cigarro…)e acabar de vez com o que alimenta o tráfico que é a própria denominação do que é e o que não é ilícito.
Impressionante, as pessoas realmente acham que está política de segurança pública é para pobre, morador da favela??!!Gente acorda, a copa e as olimpíadas estão ai!!Isso é para o estrangeiro…todos sabem que as UPPS serão controladas por milicianos.Só não enxerga quem não quer!!O pobre só precisa de segurança??AH, tá….Pra quê educação, saúde???Ah eles não precisam, isso é pra Zona Sul!
blá blá blá se houvesse a discriminalização da maconha não teria toda essa chatisse! falei.
O texto levanta pontos interessantes, concordo com a maioria, afinal a remoção do domínio territorial de facções do tráfico é seguida pela ocupação das mesmas áreas por outros criminosos. Ou seja, não basta prender ou matar os traficantes (como muitos querem), mas sim reintegrar essas áreas marginalizadas com políticas públicas efetivas. O pensamento superficial de que os problemas acabarão quando o cerco ao Alemão terminar é realmente muito pequeno.
Porém, ao mesmo tempo, o texto deixa claro sua posição de insatisfação com qualquer atitude feita pelo governo, até mesmo as consideradas “acertadas” como as UPPs (já falei com muita gente que vive em região de UPP e não é “farsa midiática” quando dizem que a maioria aprova), evidenciando uma utopia digna dos críticos “profissionais”.
Chega a ser muito ingênuo quando ele diz: “Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos.” Não é essa a função da UPP (pacificar = acabar com conflitos)? Por acaso, alguma grande cidade do mundo conseguiu acabar com o tráfico de drogas? Se o Sérgio Cabral conseguir isso é 8 anos, o cara é um gênio! É um dos negócios mais rentáveis, que conta com a ajuda de políticos, juízes, delegados… ou alguém acha que o marcinho vp controla esta complexa logística sozinho? A mudança teria que ser a nível federal, controlando as fronteiras, o tráfico de armas, enfim…
Obviamente, os problemas do Rio (e de qualquer lugar do mundo) não serão resolvidos apenas botando polícia na rua. Mas duvido que este professor prefira a cidade com os ônibus e carros queimados, ou outras “expressões simbólicas do desagrado da facção”. A reação de aprovação das pessoas a atual mobilização da polícia passa pelo sentimento de que este é um começo. Cabe agora a sociedade como um todo exigir que se faça a coisa certa.
Vcs todos estao conversando uma bela merda! Vcs todos tao chupando as bolas do saco de poderosos que servem aos interesses das 13 linhagens sanguineas illuminati (Bush, Obama, Rainha Elizabeth, Guilherme de Orange ……….etc). Querem saber a REAL VERDADE DESSE MUNDO INTEIRO???? NAO EXISTEM MOTIVOS PARA GUERRAS E QUAISQUER OUTROS CONFLITOS! NAO EXISTEM MOTIVOS PARA RIVALIZAÇAO ENTRE POBRE E RICO, BANDIDO E POLICIA, ESQUERDA E DIREITA, CONSUMISMO E VAIDADE! Nao existem motivos para vc “VENCER NA VIDA LUTANDO CONTRA A CONCORRENCIA, fazendo concurso, estudando”. SOMOS TODOS SERVOS DOS CAPRICHOS HEDONISTICOS DA MAÇONARIA E DOS ILLUMINATI ATRAVES DE MEGAEMPRESARIOS E DA NOSSAS AMADAS REDES DE COMUNICAÇÃO QUE NOS DOUTRINAM!( a internet ainda se salva) EU TIRO O CHAPEU PARA O REDATOR DA MATERIA ACIMA! TIRO O CHAPEU PARA O DIRETOR DO TROPA 2! Vcs condenadores deles, nem seres humanos deveriam ser, vao ser BURRO assim la na puta kel pariu! Essa porra dessa agua mineral que tu bebe e a pasta dental que tem fluor (fluorese mata! Ve a composiçao do chumbinho contra rato!), essa vacina que tu tomastes contra a gripe do porquinho contém MERCURIO (vê se uma porra de um amigo teu da area de saude tomou ela!), essa rotulação de kem mora na favela eh marginal e o BOPE EH o MESSIAS! A INDUSTRIA MUSICAL QUE APELA À SACANAGEM e DST, a conversa de que a população humana está demais com 6 bilhoes de pessoas (onde todos os humanos cabem no territorio da Australia para MORAR em um terreno confortavel e ainda sobra terra lá), essa merda que tu chama pacificação é o que inocentes chamam de guerra. Isso tudo denuncia o plano da NOVA ORDEM MUNDIAL, isso já está comprovado, PESQUISEM POR SI SÓ! Se nao querem enxergar, entao meu camarada, é melhor você nem existir mais na face da Terra seu DESUMANO ESCROTO FINGIDO! Vao pra puta kel pareu maçons e illuminati de merdas que fazem os “filhos de Deus” (so pra constar nao sou crente ou algo do tipo, entao comentarios retardados anticrente estao off) lutarem entre si. Apenas 500 milhoes de pessoas no mundo….NOVA ORDEM MUNDIAL. Trágico!
o texto não está defendendo bandidos coitadinhos e nem é de esquerda utópica. José Cláudio nos leva a reflexão sobre “qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?”. Acabam- se as drogas e surgirão outros crimes.há os que ainda tem a ilusão de se proteger em condomínios seguros.
Ontem no programa Roda Viva na TV cultura foi ao ar a entrevista do ex secretário de segurança do Rio de Janeiro, Antropólogo e doutor em ciências políticas quando declarou que o problema é a milícia dissidente da polícia carioca controlar as UPPs.
Engraçado, temos forças suficiente para acabar com o tráfico ( já que é um mal visto pela sociedade).
Tanques de guerra e armas tão potentes quanto a dos traficantes( vistos como malvados e que matam qualquer um, aliás, eles nem pediram para que a pessoa saisse de dentro do carro antes de atear fogo.). Gostaria de perguntar a vocês. Se o Rio de Janeiro fosse 100% pacificado, todas as pessoas pensassem no próximo e o tráfico não existisse, qual seria o papel do BOPE, CORE,POLICIA e afins? plantar flores?
“enxotaram” 300 traficantes e ninguém sabe para onde eles foram. Parabens, e os milicianos ? quando eles irão colocar eles para correr? Isso ninguém vê.. matar bandidod é fácil. O problema é pensar nos efeitos e não querer saber a razão da causa. Pensar em matar um bandido é pensar em si. Olha quantos já foram mortos? Esse efeito nunca se acabará e isso irá sobrar para nossos filhos.
Incrível! alguém ai lembras dos seguranças de um carro forte mortos com disparo de fuzil a queimaroupa por traficantes, alguma lembrança pelos policiais mortos a esmo, uma menção q seja as famílias destruídas de homens de farda q estavam no comprimento de seu dever, alguma ONG ou algum sociólogo relatou alguma coisa defendeu este ponto de vista, eu não lembro destes momentos, sabem porque?
porq a sociedade porta e manipuladora vive a margem dos DIREITOS HUMANOS (DITO), esta semana tive o privilégio de ler uma reportagem da veja com assassinos confessos e o q li não fujiu da realidade dos noticiários…. Nossa sociedade hipócrita deixa claro que POLICIAL BOM É POLICIAL MORTO, e QUE TRAFICANTE, AVIÃOZIHO, MATADOR, LADRÃO….. SÓ NÃO TEVE CHANCE NA VIDA, se o BOPE ou o cara…… entra e morre alguém é abuso de autoridade, matança indiscriminada, se um bandido mata qlqr um VCS SABEM COMO É… OU ERA EU OU ERA ELE… E FIM FOI ELE”! ANTES A MÃE DELE DO Q A MINHA….
Sou contra a violência, mas digo q se tiver q ser um suspeito a um policial… q seja a mãe do suspeito.!
[...] mais dura, o sociólogo José Cláudio Souza Alves, Pró-reitor de Extensão da UFRRJ, afirma, em artigo no site da revista “Carta Capital”, que os atuais incidentes no Rio são apenas mais um capítulo numa rearrumação da geopolítica [...]
Gostaria de complementar meu comentário com o link da Série Retecituras: guerras.
http://ht.ly/3hqLW
Pois é. Bem colocado! Acrescentaria que, entre os agregados à mídia estão: as ausências de memória e história. “Entre o bem e mal, a desterritorialização” e tantas meias palavras, ainda somos um povo da mestiçagem de Darcy Ribeiro, de séculos de escravidão, e de um passado recente obscuro, ainda no silêncio de quando o Estado torturador era legítimo.
Deixo dois momentos da escrita de Celso Athaíde (CUFA) que compartilho:
1. “impossivel prender 600 homens: medade desses homens são crianças ou adolescentes que desistiram da luta” E há uma patrulha que aponta à morte como única opção. Infanticídio? Pena de morte? O resultado da guerra do Iraque: EUA, mantenedor de duas guerras recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
2. “o crime fez o que se espera dele. o estado fez o que esperamos dele. E agora, o que nós esperamos de nós?”
um abraço,
Belo texto, para quem é traficante.
Ao invés de tacar pedras, dê uma solução Sr. Dr. Ms. Sociologo estudado.
Aquilo alí não é Iraque, até porque todos, incluindo o lado ruim e o lado pior (como você sugere) são brasileiros, não estamos sendo atacados por outro país e sim estamos (o lado pior, ainda segundo você) atacando para inibir, para diminuir essa festa que é dentro das favelas no Rio.
Essa Carta Capital me parece bem um antro de críticos que não lutam pelas idéias que escrevem, que não se candidatam e tentam formar leis que ajude nosso país. Falar bonito é bem fácil, é só ter tempo e dinheiro para estudar num país onde os menos favorecidos são a maioria e nme por isso todos usam rifles, vendem drogas e são acolhidos pelas direitos humanos.
Não há uma citação sobre a educação nesse texto, e acho que você, o ser estudado, sabe exatamente que esse é o real problema do país.
Meus queridos, acredito que a pergunta em pauta é QUAL O REAL MOTIVO DESTA INVASÃO??
Todos nós sabemos que os bandidos comandam morros, favelas, realizam trafico não apenas de drogas e isso não é e nunca foi novidade para ninguém, oq me pergunto é com quem eles mexeram para dar tamanha repercussão da parte ‘protetora’ de nosso país. Não é de hoje que os traficantes matam pessoas de bem, incendeiam carros, ônibus, roubam e colocam literalmente terror nos residentes do nosso Rio de Janeiro. Não sou contra a ação da policia, mas a pergunta que me vem a cabeça é pq apenas agora?? Nesta semana a policia junto com a fantasiosa mídia deixou claro quem manda na cidade do RJ e o recado que me foi passado é que o BOPE, EXERCITO, ETC invadem a favela e acabam com esta palhaçada a hora que lhes bem entender oq me leva a crer que isso não ocorrera antes pq não era conveniente. Não fazendo acusações até pq acredito que nenhum de nós tenha informações suficientes para isso mas isso tudo me leva a pensar que enquanto o morro interferia apenas nos direitos e interesses da sociedade a nossa polícia era precária, corrupta entre outras coisas, agora por um motivo desconhecido somos agraciados por verdadeiros heróis, estranho não?
Anteontem eu não conseguia explicar como me sentia em relação aos últimos acontecimentos. Fui chamada de irresponsável, de “esquerda romãntica” e outros adjetivos mais ou menos contundentes. Este texto conseguiu me resgatar. Estou me sentindo numa América do Norte, midiática, vendo meus conterrâneos sendo convencidos sobre quem são os mocinhos e quem são os bandidos. É isso, me localizei agora.
Internauta Priscila:
“Ai meu pai eterno! O povo é alienado mesmo…não sabem nem apreciar a verdade nua e crua. Ótimo texto!
E vocês que não gostaram, vão estudar para desvendar a realidade..e não com seu falso ideial de paz…”
O texto pode ser ótimo, conciso nas ideias e expor o ponto de vista do autor. Concordo. E se você concorda, parabéns pela sua colocação. Mas a verdade, minha cara, assume várias formas.
O que me incomodou é você dizer que quem não concorda deve “estudar para desvendar a realidade”; esse comentário é algo assim típico de que não gosta de debate, quer impor seus conceitos e preconceitos goela abaixo.
Argumente como eu argumentei. E aposto que o autor do texto teria o maior prazer do debate, ainda que nossas ideias sejam, a princípio, antagônicas. O escopo é o mesmo: o melhor para o país. Um país se faz também com ideias.
E antes que você me mande estudar, digo, meio constrangido pois isso é chato pr´pa caramba, que sou professor de Geografia, especializado em Geopolítica e também advogado. Nada disso é relevante nisso tudo, mas é para você entender que nada tem a ver “estudo” o direito de opinar. Ou o cidadão sem diploma não tem direito de conceder sua opinião?
Qual tipo de democracia e “realidade” você defende? Um país plural ou “alienado”?…
É a visão de um sociólogo, o FHC também pensa assim.
Não me tomem como advogado do diabo. A situação pela qual a cidade do Rio passou ou está passando é pra lá de calamitosa e/ou periclitante. No entanto como mero observador ou espectador, já que me encontro distante, e um leigo analista, percebo na ação tomada um mero paliativo. Evidentemente que de imediato alguma atitude por parte das autoridades teria de ser tomada. Porém, sabemos que a solução para dar início a uma “paz permanente” com o status quo ao qual vivenciamos dificilmente se efetivará
desse modo. A desestrutura social vem de longe. E tristemente constatamos que nada de concreto em termos de mudança se realiza. Não vou entrar em minúcias, pois seria perda de tempo. Talvez numa outra oportunidade entrarei com minúcias.
Querer achar que só a invasão das favelas vai acabar com o crime organizado no Rio, é esquecer que políticos e policiais estão envolvidos no esquema lucrativo do tráfico e das milícias. Sairam os traficantes, mas se a política de segurança pública do Rio não cortar o mal pela raíz afastando os má policiais e políticos corruptos, só fez com essa ação toda limpar o caminho para as milícias. Esse texto é bastanto válido para chamar atenção para esse outro lado.
Entrar numa comunidade sentando o dedo pode!
E as pessoas que ficam em meio ao fogo cruzado?!?
Nossa sociedade eh doente e ninguem fala disso.vc vale oque tem, se nao tem, se eh favelado, paciencia.
Pra quem essa “seguranca”?!?
Se fosse um bando de marginal que tivesse invadido um predio de bacanas,sera que o bope ia mete bala sem considerar os moradores?!?!
SOCIEDADE DOENTE!FALTA ESPIRITUALIDADE!FALTA SENTIDO PRA VIDA!FALTA OLHAR TODO E QUALQUER SER HUMANO COMO IRMAO!
Muitos falam que o sociólogo teoriza, que justifica a ação de criminosos, etc.. Em primeiro lugar, quem acredita na luta entre o bem e o mal e tem mais de 12 anos é, no mínimo, ingênuo. Em segundo lugar, todos sabemos que só há tráfico armado por que a polícia vende armas e é cúmplice. Então qual foi???
Sou a favor da invasão e acho que ela tem que ser extendida para o Jacaré e, principalmente, para comunidades controladas pelas milícias. Lamento tudo isso, mas não vejo outra maneira agora. Mas, uma vez invadido o terrítório, a ocupação deve ser feita com creches, escolas, serviços do Estado. Só dar porrada não adianta absolutamente de nada.
E sobre o tal filme, acho muito conveniente vc adotar o discurso de “intelectualzinho de esquerda” quando ele lhe convém. Sistema pra cá, sistema pra lá… Que tal dar nome aos bois??? Que tal falar grosso??? Sobrevôo em Brasília no final pra agradar a classe média apavorada é DEMAGOGIA PURA!!!! Serve só pra ganhar dinheiro, não acrescenta nada para a discussão do problema. Deu certo, não é mesmo?
nasci e moro até hoje na na periferia da zona sul de são paulo,uma das regiões mais complicadas do estado ,ja presenciei tiroteios ,ja vi tantos corpos estirados no chão que perdi a conta ,ja tive irmão honesto assassinado por nada ,desde muito cedo percebi que a base do crime sempre foi o lucro ,alguns querem fazer crer que é o estado que empurra o cidadão para o crime ,não neguemos que ele tem uma parcela de culpa nisso tudo ,mas o barsileiro tem que entender uma coisa muito simples a democracia é economica ,liberdade é um estado ilusorio ,o papel do estado é proporcionar educação e informação para a população entender a realidade que vive ,entendendo essa realidade ele se conscientizara que tem direitos e deveres ,partindo dai é sua responsabilidade escolher o caminho que quer seguir ,se sua escolha for o trabalho e a consequente prosperidade ótimo é seu direito ,agora ae for o caminho inverso e causar danos ao proximo e seu ambiente de convivio tem que responder por isso ,é seu dever ,esta equação é até simples .
Esse Milton Xavier só fala BESTEIRA vai estudar seu ignorante.O favelado agora tem que ser abatido igual a animal caçado? O direito de ser julgado por seus crimes é só privilégio da elite que aliás rouba e mata indiretamente como fez Arruda desviando 93% das verbas da saúde no DF e assassinando indiretamente centenas de pessoas por falta de atendimento,mas está solto e curtido o dinheiro roubado na Costa do Sauípe.
Só subir o morro com polícia não vai resolver, pois durante décadas o Estado virou as costas para o morro a cidadania só existia do pé do morro para baixo, pois do pé do morro para cima a lei foi feita pelo tráfico. O espaço da favela tem que ser integrado ao Estado com a urbanização e presença de escolas,postos de saúde,áreas de lazer,correios e etc. O favelado tem que se sentir pertencido a cidade e não só com a presença da polícia,mas com a presença do Estado em todas as suas formas.
Eu entendi o que foi escrito de forma diferente do que alguns leitores que aqui postaram. Não creio que o José Cláudio esteja aqui defendendo os traficantes em questão. Mas apenas expondo um falso antagonismo difundido na mídia entre bons e maus, defendendo que há na verdade uma disputa de poder que, indiferentemente dos casos envolvidos, traz prejuízos para os que não participam desta disputa e estão à mercê dela.
A mídia está colocando a polícia como os grandes heróis da questão. Não vou dizer aqui que cada policial que está se expondo no confronto tenha interesses ilícitos, mas não podemos afastar a hipótese de interesses ilegítimos na organização de tais operações, e menos ainda podemos afastar a hipótese de a mídia estar ocultando informações que possam nos fazer questionar esse caráter “heróico”.
Eu não dou meu apoio à grupos de traficantes que exercem, de alguma forma, influência e/ou domínio em favelas. Mas temos que nos questionar: por que eles tiveram tal chance de exercer esse domínio e influência? Não me parece muito absurdo pensar na possibilidade de a polícia entrar no complexo, “matar tudo” e simplesmente ir embora depois, deixando novamente aquela população à mercê de quem quer que atue buscando um domínio e controle territorial, carente não só da tal “segurança” mas de toda uma estrutura de políticas sociais às quais eles parecem não terem até o momento o devido direito.
A exposição do José Cláudio vai além disso: busca acusar uma disputa que vem acontecendo e que seguirá acontecendo, talvez conseguindo maior legitimidade para tanto. Quando ele coloca que o “inimigo é outro”, não creio que ele esteja apenas invertendo as posições dentro da visão antagonista que vem sendo difundida, entre polícia-traficante. Mas sim, que tal “inimigo” tem outra forma, outra composição.
Enfim, coloco uma opinião, mas confesso que é difícil pensar sobre as favelas do RJ sem mesmo tê-las visitado.
Isso mesmo povo brasileiro, deem legitimidade para a policia matar a vontade.. Depois não me venham reclamar que alvejaram um carro seu ou de um parente proximo por engano
ROGER,
Pergunte ao prof. walter oque ele acha a respeito? mas quando vc ouvir a resposta vc tambem vai chamalo de “intelectuolóide” tambem??????????
OS EUA , SAO O PAIS QUE MAIS GASTAM COM COMBATE AS DROGAS, ISSO SIGNIFICA MENOS CONSUMO? R. NAO , E O PAIS QUE MAIS CONSOME DROGAS NO MUNDO.
ENQUANTO NINGUEM PERCEBER QUE O REAL CAMINHO PASSA PELA PREVENCAO AS DROGAS, A GENTE VAI VER ESSE “TEATRO DOS VAMPIROS”.
“serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.”
Melhor impossivel, parabens professor, como ja escrevi , o futuro do rio e: uma boca de fuma a cada esquina , mas sem os traficantes enpunhando fuzis, pensar que isso vai acabar com o trafico e ser muito, muito, muito ingenuo.
PESSOAL VOU REFAZER O CONVITE,
VA ATE O CAPAO REDONDO, JD ANGELA GUAINAZES, SAO MIGUEL, OU SIMPLISMENTE NA AV AGUA ESPRAIADA, FAVELA CEAGESP,
LA VC NAO VAI NINGUEM SEGURANDO ARMAS MAS C VC QUISER MACONHA, CRACK, COCAINA, TE AGARANTO QUE EM 10 MINUTOS VC CONSEGUE!
Ai meu pai eterno! O povo é alienado mesmo…não sabem nem apreciar a verdade nua e crua. Ótimo texto!
E vocês que não gostaram, vão estudar para desvendar a realidade..e não com seu falso ideial de paz…
Me desculpe, mas discordo do comentário. Tenho um familiar que usa drogas. O senhor não tem idéia do transtorno que isso traz à família. Óbvio que se meu parente não tivesse se viciado, não existiria tráfico. Mas por outro lado, se o Sr. acha que esse pessoal (que usa a pobreza de justificativa para se manter a custa da desgraça dos outros), que manda no mundo a ponto de sair incendiando carros, atirando em que anda no morro sem piedade alguma, não merece combate, então o Sr. é um Poliana.
É claro que o que assistimos é o reflexo de décadas de descaso com a educação e bem estar social. É claro que vimos vários governos omissos nesse sentido. E hoje pagamos o preço. Mas por outro lado, não podemos deixar que simplesmente se instaure aqui uma terra de ninguém, pois isso não ajuda quem merece, o brasileiro trabalhador e de bem. Se pode existir uso político desse fato, talvez seja algo inevitável. Mas antes uma ação como essa do que a covardia e tentar “negociar” com traficante. Sei que a violência se combate, com educação, oportunidades. Mas penso tbm que aqueles que não respeitam os outros e as leis devem ser enquadrados. Afinal o Estado de Direito não deve ser respeitado? Não é isso uma Democracia? Não foi por isso que lutamos por 30 anos?
O povo do Brasil está ficando cansado disso, dessas imagens de violência marginal, de ausência do Estado. Se aplaudem a ação não é por causa desses três dias, mas por anos de espera de uma atitude. Votei no Lula duas vezes e na Dilma porque acreditei enfim num governo que atendeu carências antigas de distribuição de renda. É hora de mudar e buscarmos a cidadania, com dignidade, educação e saúde. Isso leva tempo e talvez demore décadas para chegarmos ao ideal. Mas devemos lutar por isso e cobrar sempre. E apoiar ações como essa faz parte sim de um novo começo: zelar pelo cidadão, seja ele rico ou pobre, para que possa andar em paz. Os erros do passado não podem ser desculpar para que o Estado se afrouxe. Que o começo seja agora.
Não sou facista, sou contra a pena de morte, sei que a mídia espetaculariza tudo, reconheço e muito que o que vimos hoje é fruto de décadas perdidas.
Mas isso não é desculpa para nãpo combater centenas de bandidos que saem atirando pela cidade, que lucram com o sofrimento alheio, que zombam das autoridades e por tabela do povo, como se aqui a lei fosse delegada por eles.
Sou a favor e muito dessa ação. Parabéns aos policiais.
• Posso não poder fazer o que quero, mas quero fazer o que quero, independente das normas a que estou sujeito ou fui preparada para seguir. A minha percepção e interpretação dessas normas guiarão as minhas forma de agir. Sou o agente da própria ação e por ela serei influenciada. Atuo e sou atuada por ela…
É uma pena ver a dita intelectuolóide ir sempre contra o cidadão de bem. Parabéns pra polícia, que está fazendo um ótimo trabalho e não sentado atrás de um computador divagando falácias pra ser perfazer no âmbito acadêmico.
Não resta a menor dúvida de que o povo( em especial aquele ) que vive nas comunidades carentes ou nas proximidades delas estão prá lá de cansados de ver as atrocidades praticadas pelos bandidos, traficantes e milicianos da região. A que questão é que não existe espaço vazio. Onde o poder público não atua haverá sempre um ” espertinho”, para atuar em ” paralelo”. Isto já está comprovado. As forças armadas passaram, pela população pobre e oprimida pela bandidadagem , como Heróis e foram ovacionados pelo povo como tais. Eu me pergunto: Se o poder público ( os governantes) já estivesse lá dentro oferecendo à população, o básico, necessário, para sobreviverem como cidadãos, essa história não seria diferente? Por que será que tais jovens são aliciados pelo tráfico com tanta facilidade? Seria só porque acham bonito fazer coisas “feias”? E a maconha, como é que chega até lá? Tem nas ” favelas ” refinarias de coca para tanta distribuição? Como chegam até lá? Estes miseráveis, analfabetos sabem falar ingles, frances ou até espanhol para negociarem com a importação do tráfico? E as armas poderosas, como chegam lá? Não teria ” certas” pessoas influentes por tras disso tudo? Quem desceu a Vila Cruzeiro em retirada, foram colarinhos branco ou bagrinhos? Se são aliciados só pode ser por quem paga muito e quem paga muito não pode ganhar pouco, concorda? Então, por que não pegar lá na raíze do problema e cortá-la? Ahhhhh…..entendi!!!!! Como ficarão os BIG BOSS que fornecem todo tipo de droga para os personagens nobres do país que , também, são usuários de droga?. Como vai ficar aquele parlamentar, aquele governador, prefeito, doutor, professor ( de alto escalão), artista globável e outras nem tanto que pagam bem ? Que servir nas festinhas dels? Então não pode acbar com tudo e todos querem um pouco até os pobres. O mais importante é as pessoas terem opções para fazer suas escolhas e, só o terão se tiverem oportunidades iguais para todos. Aí, poderão dizer se querem o caminho do bem ou do mal, e assim arcar com a escolha. Mas isso, só o Estado pode oferecer!!!! Abraços
Putz! Parei de ler os comentários quando vi que um dos missivistas fala em bobagens sobre fóro de São Paulo. O cara deve estar achano que aqui é o blog retardado do coturno noturno!
eu adoro sociologo,gente que nunca teve contato com a realidade de nossa sociedade ,nunca perambulou por uma periferia ,tiroteio então nem pensar ,pergunte para a maioria se ele sabe o nome dos empregados domesticos de sua casa ?,essa situação no rio de janeiro é muito complicada é fato que a situação chegou a esse estado por puro descaso de nosso poder publico ,basicamente gente de ideologia de esquerda teórica cheio de culpa pelo berço que nasceu ,é fato o preconceito no brasil é estritamente economico ,branco ,preto ou qualquer cor que seja tem dinheiro ? é gente ,não tem dinheiro ? é lixo ,dito isso nada justifica esse dominio do crime no rio de janeiro ,o brasil precisa perder esse ranço e abrir os olhos para a certeza de que um estado presente nada tem a ver totalitarismo o crime tem sim que ser severamente punido ,a camada mais pobre de nossa nação ja sofre muito em sua luta diaria pelo sustento .
Cansei desse discurso paranóico e pessimista. isso que está acontecendo pode ser um começo,sim.
Há muitas coisas a serem mudadas, desde a favela aos políticos do país. Sempre ver o pior e nunca apontar uma soluçaõ é muito fácil Fica na academia, escrevendo teses tristes e que ninguém lê.
Há algo de podre no ar.
uma coisa a ser pensada é: Por que as facções, que supostamente queriam causar dano à imagem da UPP, não se uniram durante o processo eleitoral?
E a PEC 300 não tem nada há ver com tudo isso?
Outra pergunta: será que o conflito não foi administrado com gasolina para que a PM do rio pudesse sair como líder desse embate pela pec 300?
Nesse caso, se essa atuação da PM teve como pano de fundo a PEC 300, o Rio foi refém não só dos traficates, mas também dos policiais.
“É impressionante como esses sociólogos sempre se levantam tentando justificar os atos de terrorismo que vem acontecendo no Rio de Janeiro. É o típico discurso de esquerda, desqualificando as ações do Estado ao exercer a sua missão constitucional de manter a paz e a segurança. [...] não me venha dizer que aquele bando de homens armados portando armas de guerras são pessoas que querem o bem da comunidade [...] Tudo se resume em busca por poder e por dinheiro, e para isso eles se utilizam da política do medo, da intimadação, do terror, praticando atos de barbárie diariamente.”
Isso é uma crítica ao artigo? O autor deixou claro que os criminosos querem poder e dinheiro. Ele não tentou justificar nenhum ato de terrorismo (muito pelo contrário!). Ele não falou que o “bando de homens armados” quer o bem da comunidade. E nada disso é um “discurso de esquerda”. Valha-me Nossa Senhora, vamos ler o texto! O que o autor disse é que a política de segurança atual está maquiando o crime, não acabando com ele, e que as “velhas e relevantes perguntas” (quem fatura alto com o crime, quem está na mídia dando suporte à situação, etc. etc.) ainda não foram feitas. E isso é verdade. Mas essa verdade está omitida pela mídia, que se ocupa em fazer os policiais passarem por heróis de filme de Hollywood. Bom artigo.
A pobreza foi e ainda é a maior violência que vivemos no Brasil, o Rio de Janeiro não está fora do país. Não é a pobreza que gera a violência, apesar de muita gente ainda pensar assim. É o senso comum feito de substância ideológica que enraiza tais idéias e as mesmas são ditas pelas bocas de muitos famintos de alimentos, empregos e sobretudo de alternativas reflexivas, seja por meio de programas de t.v., rádio, redes sociais, livros, programas escolares, missas e cultos críticos…A violência no Rio, deveria ser tratada com maiores detalhamentos, li o texto acima e achei-o confuso, evasivo e até medroso pois não apresenta nomes, ocorrendo ainda certa confusão com as indicações de lugares e o mesmo ocorre com certas analogias históricas…é compreensivel e lamentável o que passamos considerando nossa história de escravidão que nos educou ao silêncio,e,em boa pela surdez ao que dizia Zumbi, ” só é escraevo quem tem medo de morrer…”, parece que a sociedade ainda ignora e usa cera nos ouvidos para essa voz que vem do passado, trazendo a contradição, apontando o conflito social, o medo social e também o caminho da luta contra a violência, contra a fome, contra a opressão social em que milhares de brasileiros ainda se encontram. Ainda escuto a voz que me convida para uma luta sem medo, com maiores enfrentamentos. No mais, o pior texto, é o texto da omissão, do silêncio, e o autor em questão, mesmo omitindo nomes e maiores detalhamentos, está promovendo esse debate, convocando à reflexão. Por isso também escrevo, e espero que a sociedade, que faço parte, caminhe de maneira diferente e melhore sobretudo as condições sociais, que se depender dos capitalista e do estado, como já dizia-nos com sua sabedoria o Geógrafo Milton Santos. A solução para construção de outra sociedade está nas mãos da sociedade, e não devemos esperar dos capitalistas nem dos governantes. A sociedade capitalista está em cheque!!!
Concordo com texto. Mas, acredito que tudo isso começará a mudar quando o povo deixar de ser massa de manobra. Não percebemos que a realidade exposta para a população é só uma ponta de todo iceberg de podridão que existe nas relações políticas. Não basta o povo bater palmas ao militarismo demonstrado nesse últimos dias. Mudemos nossa forma de agir frente aos nossos dirigentes..
Ou continuem alienados, sendo manipulados.
Que saiam então, os “soldadinhos vestidos de guerreiros” para que o tráfico tenha “paz” para continuar acabando com nossa juventude. Continuarem a queimar carros. Assassinar trabalhadores (proletariados e burgueses, já que vocês adoram esse discurso fossilizado). Mais ‘JOÃO HÉLIO’s” terão que morrer para tomarmos uma atitude? Antropólogos,cientistas sociais,filósofos… Todos vocês tem um discurso “patético” que só serve na Suíça, Áustria, Dinamarca, etc…. Nosso país precisa de um revolução nas leis!
Chega de “bandidos, assassinos e estupradores” terem tantos direitos. São mais cidadãos do que eu (proletariado mesmo). Estou de olho em você, caso seja candidato a algum cargo eletivo…
ué? o “estado”, não é todo “socialista”, “esquerdista” e “PTista”? não foram eles que ganharam as eleições? não seus “coleguinhas” de luta que estão à frente dessas operações, ao contrário da “direita” opressora? e o povo “oprimido” não está apoiando efusivamente as ações?
não estou entendendo a sua revolta – ou seria “chilique”?
Alguma coisa precisava ser feita e está acontecendo. O balaio de gatos precisava ser chacoalhado para se ter ideia quantitativa. É verdade que o mal é bem maior do que a imaginação possa aalcançar, entretanto, esse mal, precisa ser atacado na sua origem. Mas aonde é a origem? Serviço de Inteligência nela! Que no morro não tem água para peixes graúdos, sabemos, alí resistem piranhas miúdas que intimidam a manada. Então que se desça o morro para pescar os tubarões porque é lá embaixo que está a origem da guerra que acontece no morro. Esses tubarões podem podem estar na Baía de Guanabara e no lago Paranoá… A operação não está errada, é preciso eliminar os “soldados” do tráfico, mas logo após enfraquecer o contingente do éxercito do mal, desçam para apanhar os enfraquecidos generais, porque sem soldados eles não fazem a guerra. É meio metafórico, mas é bem por aí.
Caro Sr. Jose Carlos
Acho que a forma de entendimento da questão da violência, apresenta em tese algumas questões verdadeiras, entretanto comete um equivoco absurdo de que a midia é capaz de criar o traficante de drogas e as milicias.A midia simplesmente atenta para a forma de “onde e como” se pode vender seus “produtos” para seus “compradores” ansiosos por eles. Da forma que vejo, que mesmo acreditando verdadeiras algumas questões levantadas, cabe a nós interpretar o que se tem de melhor na atualidade e apartir daí, como podemos aperfeiçoar o ora iniciado. Tenho a certeza que muitas das medidas integratórias entre os poderes executivo e legislativo, vão servir de agora em diante como base sólida para avançarmos no desenvolvimento da nossa sociedade. Hoje foram tomadas medidas realmente efetivas para tal. A invasão dos complexos da Penha e do Alemão pelo BOPE e as formas armadas são importantes sim neste momento, mas talvez mais importantes sejam a tomada dos bens dos traficantes e “laranjas” e a perfeita noção de que quando o ESTADO QUER , tudo é possível. Hoje aqui no RJ existem vários lideres de milicias presos inclusive alguns que até tinham foro previlegiado, portanto não é real o quadro pintado de que temos mocinhos que viram bandidos para depois virarem mocinhos de novo. As UPPs foram interessantes porque provam que o Poder Publico quando quer faz. A grande questão é que não existem recursos nem tropa para se ocupar todas as favelas onde o “trafico ou milicia habitam”,mas que com a vontade da sociedade o disque-denuncia pode ser um instrumento importante principalmente para a população mais pobre. Talvez as proximas gerações possam construir uma sociedade mais educada e culta de forma que a “segurança” venha ser um direito adquirido consolidado e iniciado em 2010. Manisfestações como a sua desprezam as teorias evolutivas do desenvolvimento. ” SE VOCÊ NÃO TEM O QUE CALÇAR, PORQUE RECUSAR AS SIMPLES SANDALIAS DE BORRACHA, PORQUE SÓ TE INTERESSA MOCACINS ITALIANOS ” Desculpe minha sinceridade.
Realmente, se era tão fácil sitiar os bandido numa única favela com o apoio das Forças Armadas, por que não foi feito antes? Quem teve a idéia brilhante de só AGORA prender mulheres e advogados dos chefes do tráfico? Onde estava a ação enérgica do Estado esses anos todos em que nós, cariocas, vivemos com o fantasma da violência nos assombrando diariamente? Cabral era presidente da Alerj, já está entrando no segundo mandato como governador, e justo agora que uns pé rapados botaram fogo em ônibus é que resolveu agir? São muitas perguntas e a resposta é que só chegamos a esse ponto porque houve conivência do Estado o tempo todo, agora são heróis na tv porque vão pra guerra contra os traficantes. Eu agradeço aos Céus que estejam reagindo, mas será definitivo? Vão acabar com a entrada de armas e drogas na cidade? Vão aplicar uma política de segurança séria e viável? Que pena que não existe terceiro mandato, pois aí Cabral se empenharia muito em desfazer a imagem de Príncipe das Milícias nesses quatro anos. Rezo muito para que a paz que eles dizem que vão construir seja sólida e duradoura.
A
Vitor Padua,
Esquerda no poder? Por favor, informe-se antes de vir aqui e escrever um monte de firulas.
Pelo menos vc sabe de q forma se deu a constituição das favelas, em especial, no Rio de Janeiro? ou vc quer uma explicação bastante sintética do assunto, quem sabe assim vc entende.
Segurança pública? Anualmente, milhões mais milhões são investidos nessa área, ao contrário do q ocorre na EDUCAÇÃO e na SAÚDE!
Violência … ora, por favor! MILHARES de pessoas morrem, anualmente, de fome no Brasil! Quer violência maior do q esta, proporcionada pleo total descaso do Estado.
Qual o sistema operando no Brasil atualmente? Tenho q lembra-lo q é o capitalismo?
Como assim, “eles querem poder” … e blá blá blá … com certeza vc á de ser um BURGUESINHO mediocre q, senão ascendeu socialmente dentro do sistema, decerto tem isso desde o berço. Independente da maneira como isso lhe foi proporcionado – ou não -, fato é q seus argumentos são proselististas!
Olá…
Realmente esta é uma farsa,principalmente porque a copa do mundo e os jogos olímpicos se aproximam,o governo na verdade esta tentando maquiar/manipular a situação através da mídia para que os brasileiros acreditem que algo esta sendo feito para que que a situação caótica do rio melhore.
Porém,esta é uma situação imutavel,pois quem controla o trafico e quem fatura bilhões com a venda não são as”mulas”,os “laranjas” e muito menos o povo das favelas(inoscentes pobres e em desgraça).Hoje existe uma grande sujeira por trás de tudo isso com responsáveis sem rosto.Esta é a figura de um país que nunca teve lei,onde os governantes de PT a PSDB querem apenas que o povo continue sendo manipulado/enganado,enquanto nossos jovens crescem sem educação e cultura ,tornam-se na melhor da hipóteses trabalhadores de baixa renda frustrados,viciados,ou ladrões em busca do sustento do vício.
Eu queria ressaltar uma parcela dos comentários, se me for permitido, que se utiliza de um jargão lógico analítico pastichoso, eu diria quase fanfarrão, por ser evidentemente uma cópia e não se valer de fatos, e sim, interpretações infundadas, proto-fascistas. Talvez por esse pseudo-discurso ser direcionado aos incautos, utilizam um recorte de ignorância para, sob uma estrutura argumentativa formal, embustar alguma reflexão plausível segundo qualquer pessoa sensata. Devo dizer que o nível está baixo demais.
Essas políticas apenas eliminam “a ponta da corda”. Enquanto o traficante for apenas um “funcionário”, sempre vai ser substituído, não importa quantos morram. Afinal, os grandes senhores do tráfico tem muitos bilhões ainda para seduzir gente abandonada por todos os lados. A nossa conivência com pedófilos, tiranos e fanáticos tende a dar muito errado. Espero que não ocorra um acordo entre governo estadual e bandidos…. isso seria terrível, e me lembra uma história recente.
Acredito de fato em seu discurso, acho qus tem bastante fundamento. Pena que seu texto não tenha espaço na mídia que abarca à grande massa.
E é impressionante que o pró-reitor consiga num texto sobre drogas citar o Iraque e os americanos (estaduniedense é um jargão patético) e não tenha uma palavra sobre os produtores de cocaína: a Bolívia, a Colômbia das farcs e a Venezuela (que não produz, mas facilta a exportação). Um fenômeno de clareza, entendimento e honestidade.
O texto é uma coleção de sandices dignas de um pró-reitor de universidade pública, um exemplo da qualidade de ensino que ministram. Um trecho, no entanto, se destaca: “Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.” Desde quando “carros queimados” são “expressões simbólicas”? E o que ele quer dizer com “pouquíssimoas vítimas”? Que os criminosos foram cuidadosos em suas ações e por isso até poderiam ensinar às autoridades como agir? O que pretende o pro-reitor, realizar algum seminário ou curso de extensão na universidade pública onde os criminosos ensinem a queimar carros produzindo “pouquissimas vítimas”? Afinal, como ele próprio parece admitir em seu texto enviesado dirigido a um “nós” não-identificado, os criminosos nao são o mal e nem a polícia o bem.
O Pro-reitor, sociólogo, usa a geopolitica para afirmar que tudo não passa de conquistas de território e diversificação de negócios. Grupos maiores subjugando menores com objetivo hegemonico. Até chegar ao final colocando que o mercado financeiro, grupos imobiliarios,empreiteiras, usando o estado, estão tomando o território para satisfazer seus interesses. O dever do estado no combate a criminalidade não é reconhecido, más posto em dúvida quando a serviço de quem ? E finaliza, a classe média + os não instruidos aplaudirão os herois da guerra, seus algozes. Afinal, o estado existe para legitimar e dar proteção a grupos economicos, legais ou ilegais, desde que sejam egemonicos ? Só a classe média e os mal instruidos ainda acreditam no estado? Praque voto ? A classe alta bem instruida propicia essa ilusão democratica ? Só existe mercado e guerra pela egemonia ? É melhor mudar a constiuição no item deveres do estado.
EM MOMENTOS COMO ESTE EU REFLITO E CHEGO A SEGUINTE CONCLUSÃO: SEMPRE
HAVERÁ AQUELES QUE POSSUEM FORMAÇÃO ESPECÍFICA E “AUTORIDADE LEGAL” PARA
FAZEREM DIAGNÓSTICOS E DISCURSOS QUE ALÉM DE CONFUNDIREM OS
“DESAVISADOS”, NÃO NOS LEVA A SOLUÇÃO CONCRETA. O QUE EU SINTO MESMO, É
QUE 99% DA POPULAÇÃO, NÃO DIGO SÓ NO RIO, DIGO NO BRASIL INTEIRO, SE
SENTE ACUADA NÃO SÓ NAS RUAS MAS EM SUAS PRÓPRIAS CASAS. CIDADÃOS COMO
EU, DO BEM, QUE SÃO POBRES, LUTAM E TRABALHAM HONESTAMENTE EM PROL DE UM
BRASIL MELHOR, SEJA NA EDUCAÇÃO, SAÚDE, ADMINISTRAÇÃO OU OUTRA ÁREA
QUALQUER. PESSOAS QUE NUNCA FIZERAM MAL A NINGUEM: ENTÃO EU PENSO: SE
VOCE TIROU 01 VIDA SE QUER, POR QUE NÃO PAGAR COM A SUA PRÓPRIA VIDA
(SEM ENTRAR NO MÉRITO DA RECUPERAÇÃO, QUE DARIA PROLONGADO DISCURSO).
DIREITOS HUMANOS PARA QUEM É HUMANO E TRATA O OUTRO COMO SEU SEMELHANTE!
CLAUDIA
A gente pode questionar afirmações dos outros com base em argumentos. O que me impressiona são as críticas boçais e o desdém em relação a uma reflexão baseada em anos de pesquisa – para quem não sabe, pesquisa também é trabalho e mestrado + doutorado levam no mínimo 6 anos.
Impressionante quantos não se preocupam sequer em ver em que pontos o articulista poderia ter razão. Preferem se agarrar à sua opinião baseada no senso comum e se condenam à imbecilidade. Assim como os traficantes (de quem desejam a morte), essas pessoas sustentam a ditadura da burrice – assunto do artigo.
Pode parecer delírio- e talvez seja-mas esse ódio social funciona para os dois lados: assim como há cobradores sociais nas favelas, há cobradores sociais no asfalto, que exigem posições extremadas como a que vimos nos últimos dias e, inclusive, nos comentários dos leitores da carta.Violência em ação e reação.( sobre o tema ler o magistral e sempre atual conto ” O COBRADOR”, de Rubem Fonseca.)
Do que li na Carta- texto e opiniões dos leitores- as minhas próprias se assemelham mais às dos leitores Aroldo e Charles Roger:o solução do problema não é uma simples questão maniqueísta de mocinho-bandido.Nem do simplório ” bandido bom é bandido morto” pois bem sabemos que isso seria tapar o sol com sangue.Claro que não são aqueles seres que vimos na tv em fuga os grandes cérebros que fazem armas e drogas chegarem nas favelas e serem distribuídas até o consumidor final.Se esse povo se arma e tem mercadoria pra vender, certamente é com colaboração da corrupção.Esse lado todo, visto em tropa de elite 2, nem vou abordar muito pois todo mundo já deveria, a esta altura, estar careca de saber.
Meu ponto é: pq a complacência do cidadão médio, que não é traficante, nem político, nem miliciano, nem policial com nossas pequenas e grandes ilegalidades do dia a dia? Pq tantos brasileiros, de todas as classes sociais, criam vias tortuosas e ilegais para conseguirem o que querem? Pq as pessoas, e não apenas nos morros, tem gatonet? Pq se faz o desbloqueio de celulares roubados, para moradores das favelas mas tb do asfalto?Pq gente de todas as classes usa drogas tidas como ilegais, que patrocinam o tráfico de armas e a violência? Pq as pessoas compram de camelôs mercadorias sem nota fiscal e de procedentes talvez até de roubo? Pq os camelôs conseguem vender falsificações de Ray-Ban e Louis Vuitton não apenas dentro mas fora de favelas, até em calçadões da zona sul?
Muita gente lava as próprias mãos mas seus atos cotidianos levam à uma mentalidade de complacência com a ilegalidade.Quem não usa droga é ” careta”, e quem usa? Um grande esperto?!Um grande esperto que ajuda a patrocinar toda uma industria criminosa de roubos, armas e violência?
Acho que deveríamos pensar mais sobre os nossos atos: quem suborna guarda no trânsito por ex, e usa a corrupção em benefício próprio qdo lhe convém, pode reclamar que os policiais são corruptos, que tem corrupção nos altos escalões políticos?!
Provavelmente ele nunca vivenciou a realidade de uma comunidade!!!
Não estou dizendo que ele está errado, mas ele me parece só mais um acadêmico de frases bonitas que só enxerga os efeitos colaterias de tal atitude.
Sr. José! Todo esse teu texto não vale um milésimo do sorriso de uma criança que eu vi, moradora da Vila Cruzeiro, sentindo proteção ao sair de casa, mesmo com aquele cenário de destruição!!!
Estou farto de apontadores de problemas!!! Eu aprendi que quando apontamos um problema, deve-se apresentar uma solução em anexo!!!
Sem mais.
E o que o Sr. José Claudio sugere? Que se deixe circular livremente os traficantes que empunham AR15 e AK47 em prol do combate às milicias?
Esse artigo realmente é muito interessante traz a tona o que a maioria da elite social se recusa em enxergar, não interessa para eles se são políticos e policiais que se beneficiam com o tráfico, ou se os autores de chacinas nas periferias são policiais.
Não há empatia somente hipocrisia, muitos não deram a menor importância para o que aconteceu na baixada fluminense em 2005, uma chacina executada em menos de duas horas numa extensão de apenas 15 km, deixando um total de 30 mortos, criança, estudante, comerciante, desempregado, funcionário público, marceneiro, pintor, garçom e desses 30 apenas dois tinham antecedentes criminais, tiveram suas vidas ceifadas cruelmente por quem deveria protegê-los, a sociedade assiste pela televisão como se fosse apenas mais um reality show, enquanto os familiares das vítimas, também se tornaram vitimas indiretamente, pois suas vidas nunca mais serão as mesmas.
Não estou aqui para defender bandidos, pois eu sei que quem escolhe essa vida, ta ciente que é pra matar ou morrer, e as pessoas inocentes é que acabam sendo as maiores prejudicadas por não participarem dessa guerra, só me resta algumas perguntas:
Como entra tanta droga nas favelas do Rio de Janeiro? E como essas drogas são vendidas tão rapidamente? Quem são as pessoas que consomem tanta droga? Quem se beneficia com este ciclo vicioso?
Obs.. Enquanto o assunto não for tratado imparcialmente, com força de vontade e estratégia, não mudará nada, pois sempre haverá a inveja, e sempre quem tiver no poder será derrubado para que entre o próximo.
Eu fico imaginando se nessa guerra, as pessoas que articulam e comandam as ações que foram executadas deixando quase 100 veículos queimados, dessem a ordem para queimar ônibus e veículos com as vítimas dentro, aceitem ou não mais existe um acordo entre as facções, aonde não se pode matar sem um propósito, na última situação que bandidos queimaram um ônibus com pessoas dentro, outros bandidos caçaram os autores e deixaram no porta-malas de um carro abandonado.
Na historia da humanidade que de alguma forma ligadas a palavra proibição, a violencia tem sido sempre a consequencia mais certa, com lucros vultuosos para poucos, como banqueiros, armeiros e etc… e com prejuizos devastadores para a maioria produtiva e contribuinte. Vale notar que na maioria das vezes, as motivações ideologicas que nos levaram a tais proibições terminaram por cumprir-se quase que inevitavelmente as avessas de seus propositos ou objetivos.Durante a lei seca Americana de 1920 a 1933, o povo americano não bebeu menos, apenas bebeu mal e pagou muito mais caro, contudo os armeiros e seus acionista lucraram muito mais para equipar uma super policia, como é o nosso caso atual.
Teoricamente as drogas são proibidas porque, fazem mal para a saude e até matam pessoas, então, se olharmos apenas para números, recursos gastos, digo vidas humanas e mais dinheiro, questiono o seguinte: Quanto custa a manutenção da escalante guerra armada contra as drogas? Quanto custaria a luta contra o vício se fosse trazida para hospitais e centro de recuperação psicologica. Com certeza aqueles poucos que atualmente ganham muito não ganhassem todavia quem sabe a maioria fosse beneficiada.
É impressionante como esses sociólogos sempre se levantam tentando justificar os atos de terrorismo que vem acontecendo no Rio de Janeiro. É o típico discurso de esquerda, desqualificando as ações do Estado ao exercer a sua missão constitucional de manter a paz e a segurança. Para eles, qualquer resposta estatal é vista como um embate contra a população pobre, sempre vitimada nas trocas de tiro. É fato que todas aquelas pessoas que vivem em favelas são pobres, porque realmente esquecidas pelo Estado, seja quando a direita a esquerda está no poder. Agora, não me venha dizer que aquele bando de homens armados portando armas de guerras são pessoas que querem o bem da comunidade, que são vítimas do sistema, sendo o crime a única opção para gritar contar a força opressora do poder público. Não! Muitos se bandiam porque querem poder, dinheiro e respeito aos olhos das comunidades as quais subjulgam aos seus caprichos e aos da própria sociedade como um todo. Tudo se resume em busca por poder e por dinheiro, e para isso eles se utilizam da política do medo, da intimadação, do terror, praticando atos de barbárie diariamente.
O Estado do Rio de Janeiro está determinado a pagar uma dívida de mais de trinta anos de descaso com a segurança pública. A política de pacificação não é perfeita, tem suas falhas, mas pode ser aprimorada. Em que pese isso, com certeza, essa política é uma das mais sérias e bem sucedidas depois anos de completo abandono.(2)
………………
Até que enfim algo esta sendo feito, a sociedade esta cansada de ser a culpada por atos bárbaros de criminosos, esses sociólogos são um bando de hipócritas que desejam uma sociedade utópica que nunca vai existir, bandido bom é bandido morto ou preso como em CINGAPURA, JAPÂO, USA, INGLATERRA e todo pais desenvolvido que não tolera o crime. Pobreza jamais vai ser argumento para a defesa da criminalidade, se assim o fosse Brasília só teria gente honesta, Sociólogos deveriam ter seus filhos abusados por pedofilos, filhas extupradas ou internadas em clinicas para drogados, certamente esse conversa fiada seria outra.
Caro José Cláudio
Procura outra profissão, esta sua de professor de esquerda com esse discursozinho de direitos humanos já era.
Pelo jeito vc não convive e nunca conviveu com a bandidagem.
Eu convivo e sei que a única saída é matando esses infelizes mesmo. Não há recuperação para estes tipos.
Maravilhoso o texto! é muito bom poder exercer o senso critico em meio á uma mídia alarmista e tendensiosa, ao me deparar com as imagens mostradas pelos telejornais,me perguntava? O que está por trás dessa guerra? Que interesses estão em pauta? É claro que algo deve ser feito, não tiro o mérito das ações da secretaria de segurança pública,mas acreditar sem questionar e aceitar sem ao menos ter a oportunidade de exercer o pensamento reflexivo é ter a liberdade violada!
Pelo que vi, a comunidade continua sendo massa de manobra de interesses ocultos, a pobreza e a ignorância ainda serão a moeda de uma nação que vende valores de aparência e alienação!obrigada pela oportunidade de poder ler um texto desse nível.
OLHA EU ACHO QUE ESSA “GUERRA” MUITO ESTRANHA….GRUPO DE CRIMINOSOS QUE INCENDEIM CARROS E NAO FAZEM VITIMAS?
ISSO TA ME PARECENDO INTIMIDAÇAO….SEJA PARA O GOVERNO CARIOCA,SEJA PARA AS MILICIANOS OU UM TENTATIVA MAL AJAMBRADA DE TERRIFICAR A POPULAÇAO
O QUE ME ASSUSTA É QUE QUANDO HOUVER VITMAS CIVIS ESSA OPERAÇAO SE MINIMIZE…
AFINAL DE CONTAS SE FOR PAR QUEBRAR O NARCOTRAFICO…OU ESSE BRAÇO DELE….NAO IMPORTA…A OPERAÇAO DEVE SER FINALIZADA!…DEPOIS NOS DISCUTIMOS CONTRA QUEM FOI FEITA!
O QUE NAO PODE E DEIXAR TUDO PELA METADE!
Cada vez mais prefiro uma direita inteligente à senilidade da esquerda.
Realmente, eles só mudam de nome. O Senhor não acha que a população pedindo o BOPE mostra a insatisfação com relação ao poder paralelo, seja ele exercido pelo tráfico ou milícia? O que seria correto fazer então? Ah, já sei. Pegar o megafone e gritar: “Senhor bandido, favor descer do morro desarmado, com as mãos para o alto. O Senhor está preso. Não será algemado para manter sua dignidade e poderá contactar seu advogado. Caso não tenha, será posto a sua disposição um Defensor Público para lhe assistir. O Senhor também tem direito a resistir à prisão e, até mesmo a fugir, pois estará defendendo seu direito fundamental à liberdade e não agravará sua eventual condenação”. Ops, “eventual condenação”? Hummm, pré-julgamento. Cerceamento de defesa. HC para anular o processo! É, talvez isso funcione… Ahhh! Dê uma resposta. O problema todo mundo conhece.
Parabéns!!!!!! Bato palmas de pé para o senhor, obrigada pelo texto, estou divulgando para que as pessoas vejam que existem outras faces dessa guerra sem fim. E não vai acabar dessa vez mesmo! Que esperança é essa que faz as pessoas quererem outros seres humanos mortos? Inacreditável…
Excelente texto!
finalmente alguém com uma escrita forte que traz à luz o que todo o escarcéu publicitário e midiático martela insistentemente como verdade única de terror e pânico com um “inimigo” definido.
Parabéns!
Engracado como muita gente que critica os intelectuais, teoricos ou coisas parecidas acabam dando uma de teoricos tambem. Nao me incomoda o rotulo. Colocar de um lado intelectuais que “defendem os criminosos” e os “pais e maes de familia que sofrem com a violencia” me parece tao estupido quanto colocar policiais de uma lado e traficantes do outro. A gente tem a tendencia de se esconder atras das instituicoes (familia, academia, policia, CV) quando o que se esta em jogo e que o nosso projeto de viver em sociedade nao esta funcionando. E assustador desejar a morte como resposta. Se a morte e a esperanca da paz, facamos a morte com as armas da policia e continuemos nossas vidinhas pequeno-burguesas em que um sonho e ter o carro do ano. Essa logica da culpabilidade e sempre mais facil, e moralista e crista. Vamos nos chamar a responsabilidade e isso nao significa pegar em armas nem fundar Ongs falaciosas, significa mudar nossos pensamentos e atitudes. E dificil para alguns fazer um esforco cognitivo (palavras de intelectuais ne?) de olhar pra sua vida e ver como voce tambem contribui para a reproducao de diversas formas de dominacao, seja de classe social, de genero, de geracao, de raca, ou qualquer outra coisa que sirva de rotulo. Se a bomba estoura hoje, a culpa nao e so do estado, nao e so dos traficantes e uma responsabilidade generalizada. “Ah, mas Eu nunca fiz nada, sempre estudei e trabalhei, tenho minha familia”. Num pais fundado na desigualdade social, um simples “fazer nada” ja e uma culpa.
Acho tão triste quando venho aos comentários e percebo que quase todos foram péssimos alunos nas aulas de compreensão textual. Alvejam o senhor José Cláudio com essa de que “bandido com é bandido morto”, ou “desumanos não merecem direitos humanos” e outras extremíces, sem nem perceber ou tentar refletir sobre o que ele está falando. Não tem nada a ver com “bandido também é gente”, mas sim com a “expressão padilhesca” do “inimigo é outro”. Esses policiais, favelados armados, seguranças milicianos são apenas peões de um jogo muito maior e muito mais perigoso que muitos insistem em evitar, mesmo depois do sucesso de Tropa de Elite 2. Não que o filme seja um documentário, mas traz uma reflexão que, pelo menos eu achava, havia, enfim, entrado na cabeças dos milhões de expectadores. Mas acho que os senhores que comentaram aqui não estão muito afim de raciocinar, só querem eliminar a escória bandoleira que impede que vocês caminhem calmos no calçadão.
Por outro lado é muito bom existir este espaço na Carta, onde qualquer um pode dizer praticamente o que quiser, sejam críticas ou elogios.
Enfim, “shame on you” leitores.
Engraçado, enquanto tem gente correndo risco de vida tentando expurgar essa praga que assola o RJ desde que aquele demagogo maldito do Brizola (que o capeta o tenha) e o Darcy Ribeiro afirmaram que “favela não é problema, é solução”, tem gente que senta a bunda no cumputador e resolve toda a equação em poucas linhas… voce merecia um Nobel.
Mais tarde quando voce estiver sentando, jantando no seu restaurante francês, discutindo com outros “intelecuais”, tente lembrar que existe uma vida real, com pessoas reais, que estão sofrendo essa situação toda no RJ por causa desses demagogos, que pensaram, pensaram, pensaram, mas não FIZERAM nada.
Aliás, fizeram sim, um monte de cagada.
Na teoria tudo é tão fácil…
Alguém tá achando parecido com o discurso do flme q cuase ngm no Brasil viu?!! A… Por favor!! Que temos problemas com as milícias tdos nós já sabemos, mas prefiro acreditar q combaterão esses poderes paralelos um d cada vez. Qdo o poder público se omite falam, qdo o poder público faz valer sua autoridade falam tbm!
O Fóro de São Paulo é o grande responsável pela situação caótica do tráfico organizado no Brasil. Dois de seus Fundadores, Lula e Farc, são os maiores responsáveis.
Se o Brasil não produz drogas em seu território, a droga vem da onde?
1 – O PT é um dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade da qual as Farc faziam parte. Oficialmente, deixaram a entidade — “deixaram”, não foram expulsas. Quando estavam lá, já seqüestravam, já matavam, já mantinham campos de concentração na floresta. Sob o mesmo teto de Lula, o chefão do grupo, e de Fidel Castro, o outro chefão! Isso é estar ligado?
2- Em 2005, petistas mantiveram em Brasília uma reunião com representantes das Farc. Um agente da Abin disse que a organização prometeu US$ 5 milhões ao partido. Não há comprovação de que o dinheiro tenha sido entregue. Mas a reunião aconteceu. Isso é um fato.
3 – Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, requisitou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, para trabalhar no Ministério da Pesca em Brasília. Vai ver para catar lambari no Lago Paranoá. Num e-mail, Medina comunica o fato ao terrorista Raúl Reys (aquele pançudo que foi morto no Equador) e deixa claro que a contratação faz parte de uma operação para proteger aquela que chama “Mona” (apelido da patroa). Existe um requerimento assinado por Dilma e existe o e-mail de Medina a Reyes. É uma ligação?
4- Outro apoiador das Farc e do Fóro de SP é o amigo de Lula, Evo Morales.
Oras, você acha que um “companheiro” tem interesse em acabar com o negócio do outro? É claro que não! Por isso o interesse do PT em legalizar a maconha no Brasil. Assim ele poderia transformar seus companheiros das Farc em diretores de uma Multinacional, agora, legalizada.
Porque Lula e Dilma não se pronunciaram até agora sobre o assunto? Você já viu Lula e Dilma falarem de fechar as fronteiras?
Oras bolas, vocês acham que Lula, Dilma e as Farc estão preocupados com 70 ou 80 vidas que se perderão no Rio de Janeiro?
É óbvio que não, camaradas! A “Causa”, a “Luta”, são muito maiores que isso!
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Acho que nunca lí tanta besteira em uma única postagem
Como ex-habitante do Rio de Janeiro e, depois, Niterói, cidades onde morei durante 16 anos (1986 a 2000, no Rio, e 2000 a 2002, em Niterói), sou testemunha do quanto isso tem a ver tb com a omissão, indiferença e leniência da sociedade carioca e fluminense. As pessoas de bem, que, felizmente, são a grande maioria, no mais das vezes, se calam e se omitem ante os crimes e ilegalidades cometidos por bandidos e até cidadãos, ditos “respeitáveis”. E isso tem um preço. Não pode ficar barato prá sociedade carioca, se ela “permite”, por exemplo, que bandidos multifacetados, da pior espécie, como os “bicheiros”, circulem no seu meio, como se cidadãos dignos e honestos fossem, até presidindo escolas de samba e entidades do carnaval, prá não dizer outros entes mais politicamente corretos. As consequências são inevitáveis tb, qdo se depara com a quase livre circulação de drogas pelos prédios, condomínios e algumas escolas e faculdades, mormente da zona sul à noite, com o consentimento silente e omisso de moradores, síndicos e diretores. Parece que há uma espécie de “acordo tácito”: “tu consome e/ou distribui tua droga sem me incomodar, que eu finjo que não vejo … e todos ficamos bem”. Essa tolerância, como já disse, tem um amargo preço.
A cultura da ilegalidade está em cada esquina do Rio de Janeiro e de muitas cidades do Brasil.Especificamente no Rio não há uma rua ou esquina que essa cultura não esteja presente e indecorosamente visível inclusive para a polícia. Quantas vezes viaturas policiais e soldados passam por bares com máquinas caça níqueis, esquinas com bicheiros, camelôs com produtos piratas ou roubados, e simplesmente fingem que nada está se passando.E isso em qualquer setor da cidade rico ou pobre. Qual a intenção de tudo isso? O que está por trás de tanta farsa? Provavelmente o Estado vai retomar o território dos traficantes, mas e depois? Temos que combater essa cultura da ilegalidade, tolerância zero com a ilegalidade seja ela qual for e onde for na favela ou no Leblon. Mudança de mentalidade já cariocas e brasileiros!
Estou satisfeito por finalmente ter sido tomada uma medida contra os abusos da marginalidade.
Não é mais possivel conviver-se com este estado de coisas,não se tem mais liberdade para transitar nas ruas.Nossos familiares saem para o trabalho ou para a escola e ficamos preocupados,orando para que nada de mau lhes aconteça.Não temos nem o direito de possuir um pequeno negócio para trabalhar para melhorar um pouco nossos rendimentos,que no meu caso é uma parca quantia de uma defasada aposentadoria,não podemos ter nosso modesto automovel porque eles estão aí na rua barbarizando,cometendo as maiores covardias com trabalhadores,chegando ao ponto de se apossarem da marmita de um mísero operário quando este se dirige ao trabalho.
pois é, notase que o sr Jose Claudio vive em outro mundo, no mundo da Branca de Neve. Bandido com arma na mao e apontada nao tem direitos. Que o problema é muito mais complexo que simplesmente entrar com o exercito nas favela, isso sim, mas já era hora de mostrar a esses bandidos ,que têm a toda populacao do Rio refém do medo, que as coisas nao sao feitas impunimente.
E mais, a Globo deveria parar de meter a camera onde nao deve, assim eles podem matar a esses filhos da puta que agora tem medo e correm. Pimenta no olho dos outros é refresco!
Quer ser uma das “pouquíssimas vitimas”?
Muito boa analise. Espero que a população não seja vendada como a sociedade estadounidense foi durante a invasão do Iraque.
Se juntar traficantes de um lado e policiais do outro…no duro, no duro…é tudo uma porcaria só. No final quem paga são as pessoas inocentes e quem ganha são os poderosos, os que ficam armando por trâs. Não confio em traficantes e nem na policia…motivo: traficantes não estão preocupados em matar ou morrer, em morrer acho que até estão, pois ninguém quer morrer, mas em matar pra eles será apenas mais um na estatistica. Policiais…deveriam nos defender, proteger, no entando usam a farda para coagir, espancar e até mesmo matar.
Concordo com o sociólogo José Claudio, o problema por trás do crime organizado perpassa a esfera administrativa governamental das instituições públicas que pactuam com os criminosos.
O que se colaca aqui, é que, o mal deve ser cortado pela raiz, situação essa construída desde as décadas de 50 e 60 quando o Brasil se tronou porta de passagem para o tráfico internacional pelos Gringos, os mesmos que tanto a sociedade e administração pública faz questão de sempre paparicar de trazer a pão de ló, seja para recepcioná-los no carnaval,seja em temporadas de férias e principalmente para eventos muidiais.
Que se deve recepcionar bem nossos visitantes eu concordo, mas, o problema todo, é esquecer que depois que eles forem embora, é nós que iremos conviver com a situação construída aqui seja ela boa ou ruim. Serão nossos filhos, netos e futuras gerações que arcarão com as consequencias da falta de vontade política e administrativa das instituições e autoridades constituidas.
No momento não é hora de chorar o leite derramado e cobrar daqueles que pediram para serem colodos no poder, para que se articulem junto a sociedade civil, na busca de uma solução de caráter inteligente e estretégico de modo que não ponha em risco a vida de inocentes.
Ah! Por favor, não vem com essa filosofia toda. Concordo absolutamente com o colega Vitor Padua. Vamos perguntar para a população que hoje mora na Vila Cruzeiro o que eles preferem então, a retirada desses traficantes sob ocultos interesses hipócritas do poder público ou a permanência deles, até que o mundo todo se converta do mal e todos sejam justificados e puros. Ainda que os passos sejam lentos como de uma tartaruga, vamos reconhecer os fatos positivos que acontecem. Viva a Polícia e as Forças de Defesa do Estado! Pelo menos por hoje!!
Não é possível que ainda exista a vontade de defender quem não nos respeita como SER HUMANO! Chega de passar a mão na cabeça desses infelizes… Sou a favor SIM de que eles MORRAM e deixem o Rio de Janeiro em paz! Tem muita morte acontecendo? Claro que tem… Mas, os que tem que morrer não morrem! Talvez se vc algum dia sofrer na pele como os trabalhadores sofrem TODOS os dias, sua opinião mude! O Capitão Nascimento é fictício, mas como eu queria que ele fosse de verdade! Tropa de elite 1 e 2 foram uma crítica ferrenha ao ESTADO e a pessoas que cismam em defender os direitos humanos daqueles que tiram a nossa vida num piscar de olhos! E o MEUS DIREITOS?
Quando vi o link desse artigo de imediato veio aquela sensação de repulsa por falsos esquerdistas, cheio de teorias vazias q acham q o relativo do relativo é relativo, e coitado do bandido que sobrevive a margem da sociedade, q impede sua inclusao social, politica e economica, e q o mundo é rosa.
Ainda assim e apesar de certeza de q de onde menos se espera é que nada de bom sai, acho sempre valida a leitura das diferentes posicoes, e nao me arrependi! nem um pouqinho!
Fico feliz em observar que 90% das pessoas que aqui se manifestaram condenaram veementemente essas idiotices que circulam na internet. essas posicoes que nada acrescentam a nossa sociedade, a minha familia, a sua familia e a cada um de nos.
A repressão, o cerco, as prisões, coordenados pela União, Estados e municipio deve ir até o fim, com ocupações permanentes. IR ATÉ O FINAL, em uma operação de guerra contra a ocupação TERRITORIAL do crime internacional.Não é hora de pensar se os soldados do crime são vitimas.Seus direitos processuais devem ser respeitados, depois que estiverem bem encarcerados em cels individuais e incomunicáeis, todos, sem exceção, que traficam ddrogas.Quantos presidios temos para isto? Se não existe, é preciso criar um plano de emergencia. Chamen as construtoras, contratem gente. É necessário organizar un sistema integrado de inteligencia, equipar todas as forças, pargar mais aos agentes, vigiar e punir. Mas isto tudo é só paliativo porque a população não pode estar refem dos remacescentes do tráfico de drogas, principalmente os jovens menores, ha muita reserva de mão de obra para o tráfico. O MAIS IMPORTANTE AGORA É QUE O TRÁFICO PARE DE FAZER VITIMAS INOCENTES, TRABALHADORES, FAMILIAS DESETRUTURADAS PELA AÇÃO DAS DROGAS E DA VIOLENCIA ILEGAL. O Estado não pode abrir mão, esta obrigado, a usar sua violencia para pacificar o Rio de Janeiro. NADA DE ACORDO, GUERRA É GUERRA, NÃO ADIANTA CHORAR O LEITE DERRAMADO OU ESTUDAR AS ORIGENS DA COISA. O TRAFICO DE DROGAS É FUNESTO. Mas AINDA MAIS IMPORTANTE É QUE ISTO NÃO BASTA, em seguida o Governo Federal deve concentrar forças, recursos financeiros, humanos (uma equipe de emergencial de guerra pacificadora, formada PELOS PRÓPRIOS MORADORES DAS FAVELAS, ORGANIZADOS, apoidados pela policia, por psicologos, educadores, assistentes sociais, medicos, dentistas, gestores publicos, especialistas em segurança publica, arquitetos, engenheiros, etc, uma verdadeira força tarefa) para orgnizar, crear, e ocupar, junto com a população, os espaços publicos nas favelas, investir em equipamentos sociais. Se não há gente disponivel nas prefeituras, que se contratem, sem concursos, para um plano energencial, que o governo federal ceda, em caráter emergencial os funcionarios especialistas de seus quadros. Queria ver um gabinete de crise integrado pelo Lula, o ministro da justiça, o Jobiem, as autoridades do Rio juntos com os ministerios da área social, traçando um plano de emergencia). Levem humanidad para as favelas, este será um muro intransponivel para o retorno do trafico de drogas aos morros. Sabemos que ha recursos e criatividade para isso. Também há otimismo. Oxalá seja verdade que este trabalho continuará. Um paulistano que queria isto para São Paulo também…
É de uma felicidade indescritivel ler o artigo do Sr. José Cláudio Souza Alves, parabéns!
Mas, é de uma infelicidade, igualmente indescritivel, ler os comentários da maioria dos leitores que aqui postaram suas observações, completamente alienados e manipulados pela mídia fascista. Uma pena. Aliás, perdoem-me, infelicidade é pouco. Sinto vergonha de dividir o país com alguns dos leitores acima. Aos que, como eu, concordam com o Sr. autor deste artigo, peço desculpas, pois nada deste comentário foi dirigido a vocês.
O texto é muito ruim. Mal escrito, o termo hegemônico é repetido a exaustão. A idéia por tras do texto é tão pobre quanto.
O que não pode ser confundido é terminar com o poder armado do tráfico e o consequente domínio territorial e acabar com o tráfico.
Ninguem, em época alguma da humanidade, conseguiu acabar como tráfico. É aderente a condição humana a capacidade de procurar desvios da normalidade utilizando-se para isso de aditivos.
A polícia só pode atuar como agencia reguladora das facções. Se invade território de uma facção tem que invadir de outra, para contrabalançar o prejuízo.
Fantástico. Pela primeira vez na imprensa, alguém q sabe do q está falando!
Essas políticas apenas eliminam “a ponta da corda”. Enquanto o traficante for apenas um “funcionário”, sempre vai ser substituído, não importa quantos morram. Afinal, os grandes senhores do tráfico tem muitos bilhões ainda para seduzir gente abandonada por todos os lados. A nossa conivência com pedófilos, tiranos e fanáticos tende a dar muito errado. Espero que não ocorra um acordo entre governo estadual e bandidos…. isso seria terrível, e me lembra uma história recente.
Excelente artigo! Parabéns pela coragem de expor essa lado diante da ignorancia de mts da classe media e rica, que clamam por sangue e se alienam cada vez mais pela rede Globo.
O fascismo é realmente empolgante. Tudo é resolvido com uma mão forte, moralista e independente. Porrada neles. Pois é, o professor José Cláudio é uma das pessoas mais corajosas que conheci, exatamente por dar nome aos bois. Se não o fez é pq não sabe ou não tem certeza. Quem dúvida que leia seu livro. Agora,pedir mais investigação e um olhar menos simplista, antes de sair matando, parece ser medida típica de segurança pública em um lugar civilizado. Criminalizar a pobreza sempre foi o caminho, e, graças a isso, chegamos aqui…
Acho que ta todo mundo se esquecendo que tráfico e violência são coisas distintas. Ou alguem acha que não existe trafico de drogas em Paris ou Nova York? Nem por isso essas cidades tem o nível de violẽncia do Rio ou de São Paulo.
O que eu vejo acontecendo no Rio é exatamente o que imagino que deveria ter acontecido a tempos. O recado é simples, se vc traficante vai sair por ai mostrando sua FAL ou UZI, o governo vai ter que exibir suas .50, tanques e helicopteros. Para mim foi perfeito, faltou apenas uns razantes de caças da força aerea pelos morros.
A visão Histórica de ver traficantes fugindo em debandada fala por si. O Brasil como pais, recuperou uma area que era terra de ninguem. Agora vai ter que administra-la. Otimo.
Agora, trafico é negócio. E pode ser feito sem armas, sem ostentação de poder e com um mínimo violẽncia. Trafico de drogas não pressupoem afrontas e questionamentos ao poder e a ordem publica.
Se vamos manter o negócio das drogas na ilegalidade ou se vamos regula-lo é uma discussão para depois de resolvido o problema da falta de estado dessas escaras abertas no território brasileiro, onde o governo não entra e a população é refém do ego de marginais.
Já começaram com essas bobajada de direitos humanos, e que os traficantes são uns coitadinhos. Uma sugestão leve-os para morar contigo.
Dentro de todos os comentários escritos, pude perceber que ninguem se atenta para as leis gerais da fisica (toda ação gera uma reação), ou seja, toda violência estatal vai gerar mais violência, o que está ocorrendo no Rio é uma limpeza etnica, economica e social.
Alguem já viu traficante viajando de férias pelos EUA? Não! Traficante investindo na bolsa de valores? Não! Sabe por quê? Porque quem lucra de verdade não mora na favela, mora na zona sul, ou vocês acham que traficantes que muitas vezes nem sequer saíram da cidade do Rio durante a vida inteira conhecem fornecedores de drogas de outros países, até continentes?
Gostaria que a casa de todos que fossem afavor deste genocídio, fosse revistada com o mesmo rigor e crueldade das residências do moradores de periferia.
Como morador de periferia já fui e ainda sou humilhado frequentemente pelos políciais, que são representantes da burguesia.
Revolução é a solução, não limpeza social.
Morte aos ricos, a raiz da desigualdade.
O capitalismo é a raiz desta violência, não conseguem ver isso?
É fácil dizer/criticar quem está certo em toda a guerra. Me pego pensando qual é o REAL motivo desse confronto. Não sei. Acredito que os “mauzinhos” não estão somente no lado dos traficantes; muitos civis(estes que nada tem haver com a tal guerra) morrem e por mãos “boas”( tropas do governo).
Toda guerra é consequencia de alguns atos(sem ser aqueles impostos pelas mídias, digo daqueles que são verdadeiros e não de informações pagas/compradas). Quais foram todos esses atos? Não sei. Se alguem conseguir me responder, por favor…
Excelente texto. Concordo plenamente que é preciso fazer as perguntas certas. E é preciso ver as questões de maneira ampla, com todos os seus responsáveis. Não adianta negar a existência das milícias, do mercado consumidor de drogas, das políticas que vêm sendo realizadas há décadas no Rio. Difícil mesmo é para nós, a população, saber quem é parte dessa farsa, quem representa os cidadãos e quem representa o crime organizado.
A questão principal não está na realização da operação militar na favela, mas sim em sua motivação, porquanto não se objetivou realmente combater o tráfico, mas sim, diminuir ou manter sob controle os conflitos, mas com a instalação de outros grupos mais afinados com altos escalões. Afinal, os conflitos atrapalham os negócios. E quem conhece a realidade das favelas sabe disso muito bem. Lembrem-se, Sadan Hussein foi levado ao poder no Iraque pelos EUA, num momento no qual ele se mostrava mais “afinado” com os objetivos do Tio San. Afinal, o tráfico é rentável para muitos, e não apenas para o VP, o Beiramar ou para os sem número de “pobres favelados” que almejam comprar, consumir…É rentável para ricos e poderosos… Alguém duvida? Combate-se o tráfico sim, com a presença do Estado, mas um Estado com políticas públicas reais, efetivas, não com a demagogia que hoje impera. Lembrem-se ainda, que o tráfico não é alimentado apenas pelos miseráveis da cracolândia da Estação da Luz ou da Esplanada, mas pelos “barões” em suas festinhas regadas a muita coca (e não é cola)!
Ebrantino
Na minha terra há muitos leiteiros com pequenos rebanhos, de 6 a 30 ou 50 vacas, gente pobre ou remediada, que levanta às 3, 4 horas, para ordenhar. São vítimas de furto ou roubo de gado constantemente. Duvido que haja um que não tenha perdido animais para os ladroes, que carneiam impiedosamente vacas de raça, de valor l0 ou 15 vezes o resultado em carne. Normalmente os ladroes se homiziam um vilas (bairros, favelas) tão dominadas pelos vários tipos de criminalidde, que segurança alí não existe nenhuma. A policia só entre ali, para alguma diligência, montando uma verdadeira operação de guerra. Há 50, 60 anos, um simples oficial de justiça, ia fazer diligência. Hoje, não mais. Então, em uma cidade média, no interiorzão do Brasil, num estado tido como organizado (rgs) a situação é essa. Os criminosos organizaram-se e tomaram consciência de que dominando territórios, podem aumentar suas chances de impunidade. Instala-se um poder paralelo. Quando tal poder paralelo assume certas proporções, ou ele é neutralizado, ou o Estado institucional, eleito pelo povo perde a eficácia. Não queremos isso. O discurso de retomada do território aos criminosos é razoavel, e poderá dar certo se seguido de medidas (muitas) de reconstituição das atividades próprias ao estado de direito e aos direitos do cidadão. Temos um governo constituido agindo com a possivel transparência. O minimo que temos de dar é um pouco de confiança. E, depois, se houver erros no caminho, criticar. É a prudencia.
O texto é interessante no âmbito da necessária dialética, porém não trouxe qualquer novidade. A novidade, para mim, é a impossibilidade de empregados meus comparecerem ao trabalho porque estavam deitados no chão de casa, com medo dos tiros e barulho de explosões (uns na segunda, outros na quarta-feira), ou porque a polícia, na manhã de ontem, passou com carro de som pedindo que a população não saísse de casa (duas estagiárias moram nos arredores da Penha).
A diferença é que, aqueles que não puderam vir trabalhar ontem, estavam felizes, porque “agora vai”… É essa a realidade da nossa população.
O texto e a tese ali defendida, para mim, é tão batido quanto aquele que diz: se não houvesse consumidores da Zona Sul, não haveria tráfico, etc.; muitos desses discursos intelectualizados, que condenam ações mais firmes do Estado, ou a necessidade de “políticas públicas” na área da saúde, educação, infraestrutura, etc. como solução exclusiva, por vezes (certamente não no caso do Prof. José Cláudio Souza Alves) são escritos enquanto se “aperta um”. É essa a verdade e todos sabem disso.
Estamos vivendo um período agudo. Acredito que ninguém está esperando que, com essas ações, o RJ vire um “Nosso Lar”, com anjinhos voando pela Cidade ao som de música clássica. Não. Mas que tais ações são necessárias, são.
Negar que as UPPs representam uma iniciativa interessantíssima para levar o Estado, serviços públicos, etc. à população de favela é oposição vazia, assim como o é ignorar que essa iniciativa (UPPs) trouxe algo novo nesse cenário bizarro que é o do tráfico de drogas no Rio.
Eu apoio as investidas de ontem e espero que continuem de forma crescente, pois é utópica a socialização daquela “infantaria” mostrada pela televisão ontem. Se aqueles bandidos serão mortos ou presos, isso eu acho que vai ser fruto do nível de resistência.
Pode-se pensar também que a força destas milícias, facções, candidatos, … vem de uma necessidade de poder, mas também pela pressão capitalista de ascensão magnificada pela mídia, endeusada no BBB, JN e pelos yanques. É o Plano de Carreira com maiores oportunidades do mundo. Hoje olheiro, amanhã líder. A fila anda. Olhem se há este tipo de problema em Cuba, China, Coréia (do Norte, né).
o sociólogo está correto pois a grande mídia, tenta nos mostra nos somos criminoso. aquele jovem traficante de droga são cidadãos que não tiveram oportunidade, que o próprio estado brasileiro fabricou, em particular o Estado do Rio de Janeiro que a corrupção esta nas entranhas dos estado deste a fundação do Brasil, quem não lembra o delegado especial que foi eleito pela a população do Rio de Janeiro(Capital) a deputado Estadual e estava sendo investigado pela Policia Federal(PF)mais quando teve se mandado que prisão expedida pela a justiça foi empossado como deputado estadual do Rio. quem, não da operação Furacão que perdeu pessoa do auto escalão do judiciário carioca. por isso temos sabe quem os nossos inimigos pois quando um marginal mata um o estado mata mais nos hospitais.
Tá ai o cara que viu tropa de elite 2 e quer ser o Dep. Fraga
Acho que o grande problema do Rio de Janeiro, e de outras cidades, é não ouvir a população. Será que a população é à favor do consumo de drogas, da formação de quadrilhas, dos traficantes, das milícias, ou é contra? Normalmente tomamos a resposta como sendo contra, mas sem lhes dar a voz da escolha.
Não é aceitável a uma sociedade ter dois governos, duas estruturas de mando, duas taxações de impostos! O governo legalmente constituído não têm escolha: precisa eliminar o poder paralelo. Estamos infelizmente vendo esse show de horrores, porque durante muitos anos as pessoas ligadas à contravenção foram aceitas pela sociedade, e nela homenageadas (para quem já se esqueceu, cabe o caso do jogo do bicho, dos caça-níqueis, e sua relação com governos e sociedade – as escolas de samba do Rio sempre tiveram financiamento de bicheiros). Agora para limpar toda essa sujeira será preciso refundar algumas instituições, e extirpar da vida política algumas lideranças altamente envolvidas com esses cartéis.
O custo social disso será imenso, e embora necessário, será que os cariocas estão dispostos a pagar?
O pensamento ingênuo leva a crer que acabando com a entrada das drogas acabar-se-a com a violência. Ledo engano. Pensando nos Direito Humanos, lembro que eles sempre são evocados quando, sumariamente, matam bandidos e traficantes. Mas, seu levante não ocorre quando o povo fica acoado a força por esses bandidos, que executam quem bem quiserem; promovem toque de recolher; expulsam trabalhadores de seus lares; recrutam crianças para servirem ao tráfico etc. É consenso que a educação é o caminho da liberdade. Mas, tem que ser educação e não apenas ensino. Tá cheio de diplomados ganhando dinheiro às custas da drogadição e da criminalidade. Valorizar a vida é proteger aos inocentes. Bandido bom é bandido morto.
Gratíssima!!!
Eu estava desconfiada da unanimidade da versão PIG em favor dos ataques da polícia às favelas do Rio. Mas há sempre algo mais; ou algo menos: expor qual é a real política de segurança no Rio de Janeiro é o que a imprensa deixa de fazer.
Mais uma vez, obrigada!!
Não há como não concordar com o articulista, entretanto, vejo a ação do poder público: fogo contra fogo, não como politica de segurança, mas resposta aos ataques da federação do crime organizado. TEmos sim que acompanhar o desenrolar dessa campanha e acreditar que se a inteligencia policial e o MP reduzir a capacidade financeira, o trafico de armas em nossa linha de fronteira e mais melhores serviços na periferia, em especial, teremos um bom roteiro para tropa de elite 3.
Dos temas que pautaa a imprensa, este é o mais complexo. A falta de paz.
O enfrentamento do crime organizado e o estado legal na imagem uniformizada da polícia.
A longo prazo sabemos o que fazer; ação pública com políticas de humanização das comunidades
(como se alí não morasse humanos). Mas quando vão começar estas atividades?
Outra coisa:o professor não mencionou a UPPS, por que, acha que é uma política equivocada também?O sr. como estudiosos do assunto deve ter visitado alguma favela que já foi pacificada.Não gostou do que viu?
O artigo é interessante e o professor é um estudiosos do assunto, mas me parece que as mílicias que prosperaram e nasceram em outros governos, também estão sendo combatidas pela atual Secretaria de Segurança do Rio.Só que as milícias , como se trata de policias e ex-policiais, são mais sofisticadas do que aqueles bandidos que vimos ontem fungindo morro acima.De qualquer maneira uma ação de confronto como foi proposta pelos traficantes, tem que ser combatida de alguma maneira e o jeito encontrado pela polícia carioca me pareceu muito certo.Na minha opinião de leiga , acho que foi uma demonstração de que a polícia está agindo correto.Eu gostaria que o professor, já que se trata de um estudiosos, desse sugestões , e não falar o que já sabemos.Agora, os mandantes , aqueles de colarinho branco, verdadeiro donos das armas(armas seriam os coitados dos bandidos fungindo) e das drogas, aqueles que financiam o tráfico,estão a léguas de distância do Rio .Miami,ColÔmbia, Bolívia,Itália, e por ai afora.Então, caro professor, com relação às ações que os bandidos começaram no início de semana, de intimidação da população e da polícia, o que é que o Sr. sugereria que a polícia fizesse, ficasse de braços cruzadoos?
Como os que me antecederam, também achei interessantes as colocações do professor. Contudo, o que se percebe no Rio de Janeiro é algo que descambou para o intolerável. Muito deve ser feito; e, neste sentido, penso eu que como operação de guerra – que é -, o Estado deve utilizar-se de todo o seu aparato de segurança e militar, mas, sobretudo, o serviço de inteligência para o fim de mapear precisamente o esquema organizacional dos criminosos. Não afasto, por certo, a questão social envolvida e que deve ser enfrentada. Entretanto, a solução do problema de fundo não pode afastar as medidas que devam ser tomadas com imediatidade.
Muito bla´, bla´, bla´e nenhuma sugestão. O que fazer então? Cruzar os braços e deixar tudo como era? A população está apoiando a ação da policia, os morros estão sendo pacificados e a bandidagem está fugindo. A imagem de algumas dezenas de bandidos fugindo, como ratos, a meu ver, mostra que a policia está assumindo o controle e não milicia ou o comando tal e tal. Parabens ao governo Sergio e Lula, pois resolveram mostrar quem manda.
A tese levantada pelo Prof. José Claudio é de que os ataques recentes verificados no Rio de Janeiro são consequência de um conflito entre facções e não um enfrentamento entre o Estado e a criminalidade organizada que ocupa as favelas do Rio de Janeiro. Mais que isto, o Sr. José Claudio alega, a meu ver de maneira bastante precipitada, que o poder público do estado do Rio de Janeiro tem beneficiado historicamente uma facção.
Não encontro nas evidências por ele levantadas qualquer suporte a suas hipóteses. De fato, existem organizações criminosas poderosas e, de fato, existem conflitos entre elas. No entanto, esses dois fatos não parecem ser determinantes nem para a localização dos ataques, muito menos para a série de intervenções do poder público sob a forma de UPPs. A localização dos ataques parece estar muito mais relacionada à incapacidade de disseminação de atos de terror por áreas mais nobres, como realizado em ocasiões anteriores. A sistemática de intervenções do Estado sob a forma de UPP também não parecem ter como alvo uma facção no poder, mas parecem ser determinadas pela facilidade de se realizar de maneira eficaz a ocupação, tendo começado pelos locais onde as áreas de ausência do Estado mais pareciam um enclave do que uma regra, sendo, não por simples coincidência, as áreas mais nobres da cidade.
As origens das atividades criminosas do Rio de Janeiro não estão na pobreza, mas na ausência do Estado. A presença do Estado começa por assegurar o seu monopólio da violência. Isto não significa ignorar a importância dos serviços a serem providos pelo Estado e suas relevantes consequências para extirpar o crime no longo prazo como a educação, saúde, urbanização, saneamento e seguridade social. No entanto, qualquer uma dessas ações passam por assegurar o controle pelo Estado do território a ser servido. Neste sentido, podem ser levantados argumentos quanto à eficácia da forma de ocupação, de sua estratégia, mas não se pode questionar a necessidade de ocupação policial da área.
O problema da busca de uma teoria da conspiração é que nem tudo é conspiração.
Não discordo totalmente, mas vejo a análise do nobre José Claudio como um pouco generalista. Na verdade essa “guerra” tem muitos ingredientes. Mas não dá para dizer que é uma farsa completa. Numa situação dessas, nem mesmo as pessoas bem intencionadas que estão diretamente ligadas à segurança têm condições de fazer uma análise panorâmica do problema. Há muitas variantes. O que certamente é verdade é que o poder político também tem infiltrações no “lado mau” do caso. Outra verdade, não citada no texto, é que há advogados entre os mensageiros da desgraça. O presidente da OAB está tentando tapar o sol com uma peneira furada e pequena. É claro que não dá para generalizar, mas todos sabemos que há advogados e advodados.
Gostaria de uma resposta de sociólogos e especialistas em segurança: Bandidos devem ser tratados com flores?? Qudo leio coisas do tipo: “vamos dar empregos nas favelas, vamos urbanizar, vamos isso…e aquilo”, dá dó viu. Me apresente algum bandido ou candidato a bandido que quer trabalhar por R$ 800,00/mes? isso não existe, quem entra pro trafico e pra bandidagem entra pq sabe q o dinheiro é facil e se ganha bem, pouco tempo pode comprar um carrão, uma casa na praia, vestir roupas da moda, ganhar “respeito” da bandidagem e de uma grande parte de mulheres que gostam disso. Portanto senhores, não sejamos hipócritas, as forças armadas devem invadir sim os redutos, matar e prender a bandidagem pq esta vc não recupera mais. Como dizia meu avô: “cachorro q comeu um ovo, sempre volta a comer ovos”.
Muito bom o artigo, mas e quem tem que pegar onibus tarde da noite? E quem convive com a insegurança ao lado das duas casas? Para os moradores da zona norte este espectro é real e presente no dia-a-dia. Os sociólogos fazem seu papel de questionar, mas por vezes se assemelha à conversa perante a necessidade urgente de operar o paciente. Passamos há muito do ponto de curativos e remédios. Restou a o opção pelo confronto pela incúria dos governantes. Estes mesmos que vivem em condomínios fechados e andam em carros blindados.
O socioólogo pede pela liberdade e é legítimo. Mas e a ordem?
Para quem vive a possibilidade de morrer diariamente, quem chega de ônibus, tarde da noite, e entra nas favelas para chegar em casa, as considerações sobre liberdades são secundárias. Eles estão no terreno da auto-preservação. Os sociólogos e pensadores que vivem no ar-condicionado de suas salas, no conforto de seus lares da zona zul, desconhecem essa realidade. Ela só os toca de raspão, pela TV, pelo jornal. Ainda que se presencie o assalto, ele é distante, em comparação com quem vive nestes “infernos”.
Neste momento o povo quer ordem. Queremos caveirão sim. Queremos os vagabundos mortos e executados.
Mesmo sabendo que os verdadeiros barões da droga estarão tranquilamente assistindo a tudo de sua cobertura duplex….
Hoje estou vivendo em Londres na Inglaterra, nao vi nenhuma favela aqui, perguntei para algumas pessoas que aqui moram por anos, decadas, nao existe favela aqui. Aqui trabalho como faxineiro, Cleaner, consigo sobreviver, comprei um notebook facilmente, celular `e igual papel higienico, voce compra facilmente. O ponto interessante nesta estoria, o Brasil tinha ha oito anos atras mais ou menos 30 bilhoes de dolares de reservas, hoje 280 bilhoes de dollares americanos.Espero e rezo que um dia o Brasil se iguale a Londres na Inglaterra onde nao existe favela,drogas sempre irao existir por que as pessoas consomem.Politicos corruptos sempre vao existir por que as pessoas sao humanas e gostam de dinheiro e por dinheiro algumas fazem qualquer coisa. Na minha opiniao `e melhor ver um MARCOLA OU um FERNANDINHO BEIRA-MAR de terno e gravata, fazendo seus negocios de drogas que ver favelas disputadas com crimes barbaros. A EVOLUCAO SERA ESTA, QUEM PENSA DIFERENTE, SONHA ACORDADO!!!COMANDO VERMELHO -PCC??? ATE OS CRIMINOSOS BRASILEIROS SABEM DE TUDO!!se observarem muitas das pessoas que aqui deixam seus comentarios,nao colocam seus verdadeiros nomes. Esperamos que o proximo presidente do Brasil seja responsavel e faca o Brasil crescer, gere empregos, reduza a pobreza, coloque mais brasileiros em universidades e que as LEIS SEJAM IGUAIS PARA TODOS, POBRES,RICOS, TRAFICANTES, INTELECTUAIS.
Realmente é um ótimo texto. Porém concordo e discordo em partes. Concordo com que se diz hegemonia do mercado do crime no rio de janeiro e tb temos certeza que alguns irão faturar muito com isso. Embora seja uma pacificação corrupta, não podemos negar que a probabilidade de melhoria na qualidade de vida dos cidadãos que residem próximos a essas areas ocupadas pelo trafico é grande. A ausencia de conflitos já seria um grande avanço para a nossa cidade. Afinal, a poucos anos atras vivemos uma guerra semelhante, com a diferença da guerra ser entre facções, e isso sim foi um absurdo. Infelizmente onde há guerra, há inocentes feridos e mortos, mas acredito que estamos no caminho certo para que nossos filhos e netos desfrutem de um rio de janeiro menos agressivo. Ou então de qual forma poderiamos eliminar esses conflitos e tirar todo o poder desses traficantes??? Não enxergaria nenhuma outra solução a qual não entrariamos em choque.
Sonhar com o fim da corrupção??? Talvez seja muito, mas se pudermos sonhar com modificações na constituição Brasileira, com leis mais justas (com menos direitos politicos) e severas. Ai sim poderemos sonhar com pelo menos a semi eliminação da corrupção.
Quanto ao dizer do comentario a cima que se refere a matar a bandidadem… isso pode aumentar a criminalidade em graficos por um determinado periodo, mas devemos levar em consideração que 1 bandido que é morto ali, ja deve ter tirado a vida de no minimo 2 pessoas, independente de ser inocente ou não. Eu particularmente defendo a idéia de que direitos humanos são para cidadãos, para quem cumpre seus deveres e não para assassinos, que uma vez livres podem a qualquer momento aumentar seu percentual de homicidios.
Complementando. Vivemos um período de transição, onde o CV, Amigos dos Amigos e Milícias alternam poder e encolhem com a implementação do plano de segurança desenvolvido pelo estado. Não há milagres e vai levar tempo. Todos nós sabemos que existem infiltratos e corruptos dentro da polícia que conduz essas ações. Devemos lutar para que a maioria da corporação, principalmente seu comando, seja limpa. Vivi no Rio 2/3 de minha vida, em bairro simples, e a situação de domínio do tráfico e milicianos TEM QUE ACABAR. As olimpíadas e copa do mundo DEVEM SER USADAS como meios de eliminar esse mal que aflige o Rio por décadas. Que a Dilma continue o ótimo governo do Lula e apoie e fiscalize as ações no Rio. O Rio é e sempre será a Cidade Maravilhosa. Afirmo, depois de viver 11 anos pelo mundo, que não melhor lugar para se viver.
Prezado José, o Sr. critica ao meios de comunicação, mas também não informa via fatos e sim especulações. Verdade que não devemos aplaudir a violência contra os pobres e fazer apologia ao BOPE. Mas daí afirmar que o único objetivo da empreitada é a hegemonia do mercado do crime é ir longe demais. Está agindo como a GLOBO e a VEJA, espalhando boatos. Sim, a milícia atua e executa em várias favelas, mas está sendo combatida. Sim, existem e sempre existirão policiais corruptos, mas estão em declínio. Moro na Austrália, talvez o país mais desenvolvido socialmente no planeta, e aqui também vejo policiais corruptos e máfias. O combate planejado é necessário e urgente. O que deve haver é fiscalização, na medida do possível, para que direitos humanos básicos sejam respeitados. O plano do estado é bom, tem o apoio do governo federal e deve ser apoiado pela população.
E qual é a solução? Cruzar os braços? Acabar com as UPPs? Policiar apenas os bairros dos ricos?
O artigo é repleto de boa retórica, mas a análise não se aprofunda no problema, sequer oferece alternativas, ou mesmo qual deveria ser a linha de ação.
Observar uma guerra de controle do crime, com bandidos cada vez mais bem armados, transformando a população em refém de suas disputas territoriais, e achar que a intervenção policial não deveria ocorrer nesse conflito é argumentar contra a lógica.
Como bem disse o articulista, os criminosos não são meros traficantes, que vivem de vender entorpecentes à burra população que os financia, mas sim bandidos fortemente armados, organizados em grupos criminosos organizados e que não possuem qualquer apreço à lei, à vida humana e à sociedade.
A guerra atual é fruto, principalmente, de governos inoperantes que deixaram a criminalidade se estabelecer e criar raízes. Mas mais ainda, a criminalidade é fruto da impunidade e da pessíma aplicação da lei penal, sendo o Poder Judiciário o principal culpado.
Em nenhum momento foi mencionado, nesse artigo, a apreensão de drogas, armas e de bandidos. Parece-me clara a tentativa de desmerecer a polícia carioca – exatamente como fariam as tais milícias citadas – e os mortos nesse combate entre o Estado e o crime organizado.
Também me parece claro que os “comandos” tem seus representantes, como a política rasteira e mesquinha de Serra também teve, à preços exorbitantes para a população de São Paulo.
Me pergunto se existe alguma relação entre esses tres fatores: PCC-CV-Oposição. Afinal, enquanto a polícia fluminense morre em confronto cos a marginália, fuma-se bem na capital tucana.
Abraços.
Assisti, atônito, à fuga de meninos-bandidos da Vila Cruzeiro. Gostaria que alguém me explicasse como as armas que aqueles meninos portavam chegaram até eles? Será que apenas invadir a favela vai resolver a questão? Não estamos, enquanto Estado, mais uma vez maqueando consequências ao invés de buscarmos solucionar as causas?
Caro sociólogo, sua visão é compartilhada por todos, porém, também não é admissível um Estado dentro de outro. As facções criminosas extrapolam seu poder, peitando o Estado e o cidadão. Tal afronta tem que ser rebatida com força igual ou superior.
A conivência é que permite sua expansão, seu texto que de certa forma é justo, acaba por também alimentar a impressão de que eles são vitimas nesta história. Coisa que não são, eles extorquem, intimidam, aterrorizam moradores e trabalhadores, portanto, o estado terror lá a muito se instaurou o pior já aconteceu. Tudo só por que fomos coniventes, primeiro os moradores vizinhos, depois a força pública, por fim a sociedade e o Estado. O remédio é ruim, não vai acabar com o trafico de drogas, nem irá diminuí-lo, mas tem que ser dado um basta. É certo que eles apenas trocarão de endereço, talvez, sendo mais discretos e procurando não chamar tanta atenção, evitando concentração e confronto armado. O Mal continuara, mas o estado de guerra e terror deve desaparecer, ou pelo menos diminuir muito.
Falar de crime organizado será sempre problema, ele está presente em todas as sociedades, não existe país que esteja livre dele.
Gostaria de saber como Sr. faria para livrar nossa sociedade deste mal? Sou paulista, não é só no Rio que está assim, isso já se espalhou por todo o território nacional. Garanto o mundo inteiro agradeceria esta formula mágica, pois nós sabemos muito bem que a própria sociedade alimenta o crime organizado, que atua em diversas áreas. Não adianta campanhas de esclarecimento, pois:
Quanto mais se investem em campanhas de diga não as drogas, mais o consumo aumenta;
Quanto mais se combate a prostituição, mais ela aumenta;
Quanto mais se combate a corrupção, mais ela está presente;
Por ai vai…
Então, por enquanto, bem o mal, atitude tomada no Rio tenta colocar ponto final nesta arrogância do crime organizado, colocando cidades em estado de sitio, se permitirmos, daqui alguns anos, se declararão como forças revolucionárias lutando pelo direito do povo sofrido.
É impressionante como esses sociólogos sempre se levantam tentando justificar os atos de terrorismo que vem acontecendo no Rio de Janeiro.É o típico discurso de esquerda, desqualificando as ações do Estado ao exercer a sua missão constitucional de manter a paz e a segurança. Para eles, qualquer resposta estatal é vista como um embate contra a população pobre, sempre vitimada nas trocas de tiro. É fato que todas aquelas pessoas que vivem em favelas são pobres, porque realmente esquecidas pelo Estado, seja quando a direita a esquerda está no poder. Agora, não me venha dizer que aquele bando de homens armados portando armas de guerras são pessoas que querem o bem da comunidade, que são vítimas do sistema, sendo o crime a única opção para gritar contar a força opressora do poder público. Não! Muitos se bandiam porque querem poder, dinheiro e respeito aos olhos das comunidades as quais subjulgam aos seus caprichos e aos da própria sociedade como um todo. Tudo se resume em busca por poder e por dinheiro, e para isso eles se utilizam da política do medo, da intimadação, do terror, praticando atos de barbárie diariamente.
O Estado do Rio de Janeiro está determinado a pagar uma dívida de mais de trinta anos de descaso com a segurança pública. A política de pacificação não é perfeita, tem suas falhas, mas pode ser aprimorada. Em que pese isso, com certeza, essa política é uma das mais sérias e bem sucedidas depois anos de completo abandono.
Deu pra entender que o que ele vê é que desse jeito, estamos trocando algo ruim, por algo pior, sem nome, desconhecido, oculto… O tráfico na verdade, é um crime de contravenção, existe porque a droga é proibida, mas os consumidores insistem em comprar, é um mercado enorme, e sempre vai haver quem se disponha a traficar… Os outros crimes decorrem mais da disputa por territórios, e pela proteção contra a policia… Se algum dia a droga for descriminalizada, o tráfico deixa de ser ilegal, vira comércio… Mas e essa clandestinidade que está crescendo e que se aproveita para cometer muito mais crimes do que o tráfico?
O Fóro de São Paulo é o grande responsável pela situação caótica do tráfico organizado no Brasil. Dois de seus Fundadores, Lula e Farc, são os maiores responsáveis.
Se o Brasil não produz drogas em seu território, a droga vem da onde?
1 – O PT é um dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade da qual as Farc faziam parte. Oficialmente, deixaram a entidade — “deixaram”, não foram expulsas. Quando estavam lá, já seqüestravam, já matavam, já mantinham campos de concentração na floresta. Sob o mesmo teto de Lula, o chefão do grupo, e de Fidel Castro, o outro chefão! Isso é estar ligado?
2- Em 2005, petistas mantiveram em Brasília uma reunião com representantes das Farc. Um agente da Abin disse que a organização prometeu US$ 5 milhões ao partido. Não há comprovação de que o dinheiro tenha sido entregue. Mas a reunião aconteceu. Isso é um fato.
3 – Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, requisitou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, para trabalhar no Ministério da Pesca em Brasília. Vai ver para catar lambari no Lago Paranoá. Num e-mail, Medina comunica o fato ao terrorista Raúl Reys (aquele pançudo que foi morto no Equador) e deixa claro que a contratação faz parte de uma operação para proteger aquela que chama “Mona” (apelido da patroa). Existe um requerimento assinado por Dilma e existe o e-mail de Medina a Reyes. É uma ligação?
4- Outro apoiador das Farc e do Fóro de SP é o amigo de Lula, Evo Morales.
Oras, você acha que um “companheiro” tem interesse em acabar com o negócio do outro? É claro que não! Por isso o interesse do PT em legalizar a maconha no Brasil. Assim ele poderia transformar seus companheiros das Farc em diretores de uma Multinacional, agora, legalizada.
Porque Lula e Dilma não se pronunciaram até agora sobre o assunto? Você já viu Lula e Dilma falarem de fechar as fronteiras?
Oras bolas, vocês acham que Lula, Dilma e as Farc estão preocupados com 70 ou 80 vidas que se perderão no Rio de Janeiro?
É óbvio que não, camaradas! A “Causa”, a “Luta”, são muito maiores que isso!
Um ex-capitão do Bope disse:
“Eu não posso dizer que isto é quase uma guerra, por que é uma guerra. Eu gostaria muito de ouvir o Ministro Nelson Jobim à respeito. A favela “Solei” no Haiti foi tomada com muito mais facilidade do que será tomada a favela do complexo do alemão. Eu ainda não entendi porque o exército não entrou. Esses homens não são bandidos comuns. Aquilo é um grupo de infantaria fortemente armada. Aqueles homens que fugiram poderiam facilmente ser alvejados por uma aeronave blindada. Se fosse no Haiti, as forças da ONU os teriam alvejado. Se fosse no Afeganistão, as forças da Otan os teriam alvejado.”
Ou seja. O governo brasileiro considera uma guerra civil o que está acontecendo no Haiti, mas não considera uma guerra civil o que está acontecendo dentro do próprio Brasil, com 50 mil mortos todo ano. Estranho
É uma semana muito triste. A TV nos faz entrar em contato com a realidade sofrida diariamente pelos desafortunados párias desta sociedade a qual não se deu ao trabalho de elevá-los nem à categoria de cidadãos. Morte, miséria, medo que agora se tornam mais presentes com o sensasionalismo pastelão. Que terror. Mídia retórica, classe média alienada e assustada, ricos morbidamente indiferentes, genocidas. Cada qual “correndo atrás de seu real”, inclusive a polícia, quando faz correrem seus miseráveis – econômica e simbolicamente – agentes atrás dos “bandidos”. Nao bastasse o que já é insuportavel, o sr José Claudio suscita em nós a possibilidade de que o real que buscam nessa guerra no Rio não é, de forma alguma, nada, nada limpo. E querem soluçao fácil? Estamos tão longe do projeto civilizatório que se alguem tomar consciência de alguma coisa já seria um ganho enorme. Note-se que nós, porque somos nós os algozes, por ação ou omissão, matamos não distantes irmãos iraquianos, mas conterrãneos, os quais são nossos empregados e, se não puderam sê-los é porque, nem isso lhes foi permitido. Talvez Deus seja mesmo uma criacao humana, pois, existindo, não suportaria o que presenciamos, surgida da necessidade de se ver puniçao a essas barbáries dituturnamente perpetradas, mas claro representados por poderosos santos padres!
O seu discurso teórico não convence. É lógico que devemos defender os direitos humanos até a eternidade. Mas, querer teorizar nesse momento trágico… dá licença! Estamos falando de bandidos
perigosíssimos, armados até os dentes, colocando pânico em toda a população do Rio de Janeiro.
Sabemos que a complexidade dos envolvidos é enorme. Mas, que nesse momento a ação do Estado exige
uma ação imediata, não tenho dúvida. Falar de educação, distribuição de renda, isso o governo está começando a fazer agora. O resultado será a longo prazo. A curto prazo, a ação criminosa tem que
ser repressiva até o fim. E, quanto aos barões do tráfico, esses tambem devem ser imediatamente investigados e colocados atrás das grades. E, quanto aos consumidores, que alimentam o tráfico,
será uma página à parte… desde que a humanidade existe.
Sr. José Claudio, me desculpe, mas vou ter que discordar. Os bandidos do Rio de Janeiro estão assanhados porque eles sabem que NÃO EXISTE PUNIÇÃO. Simples assim. Fazem o que querem. O carioca está assustado sim. Essa semana só circulei pela zona Sul (onde tá “tranquilo”) e posso dizer que senti na pele a tensão. Circulei de ônibus. Todos estão tensos, estamos sitiados, na mão dos bandidos. Não são ações isoladas. Sabe o que teria evitado isso? Fazer operacões ANTES de instalar as UPPS. O governador não anunciar com semanas de antecedência as instalações de UPPS em determinados lugares. O que achou da minha idéia? Muito exótica?
Um artigo curto, grosso e preciso. Quanto à não nomeação das facções, creio ser pertinente dizer que, à guisa de partidos políticos, as quadrilhas fazem conchavos, diluindo nomes ou mesmo tornando-os irrelevantes. Mais: um bom artigo preserva ao leitor a prerrogativa de decidir como encará-lo. De mídia mastigada, interpretativa, bastam os jornais e a rede predominante de televisão, a tornar razos os pensamentos. Vale a verdade factual.
Moacir, a cada um que derrubarem é um a menos na rua. não me venha com papo de membro de direitos humanos, que só defendem os direitos dos desumanos!
Concordo com o Carlos Garcia, alguma coisa tem que começar a ser feita. Criticar é fácil, dê sugestões ajude a dar dignidade ao carioca que não mais vive e sim sobrevive a cada dia que amanhece.Só acho q o número de “bandido” morto devia ser maior. se é para limpar, que limpem direito, sem dó nem piedade.
Não sei porque o governador do Rio de Janeiro não nomeou este sociologo secretario de segurança publica, não esqueçam que o fhc tambem é sociologo, e quando foi presidente destruiu o Brasil por tres vezes, tenho medo da sabedoria desses sociologos, esses sabe tudo, quando assumem algum cargo, são umas tragedias, e bote tragedia nisso, dar entrevista para radio, tv, jornais e revistas é muito facil, resolver o problema, é que são outros quinhentos, e esses sociologos são uns incompetentes, o maior exemplo foi o FHC.
Obrigada pelo texto. Estou distante da cidade (mais especificamente, em Londres), tentando compreender os ultimos acontecimentos. Tenho lido coisas muito absurdas sobre esse tema, discursos que surgem sempre nesses momentos,ou seja, quando a bomba estoura. Esses discursos estao embasados em outros (mais espeficamente feitos pela midia alarmista etc) que tentam sempre falar em nome de um grupo especifico para criar um “outro” (sempre culpado) e assim justificar e legitimar acoes repressivas.
Seu texto eh bastante esclarecedor no sentido de que nos revela o real motivo desses acontecimentos. Com uma visao mais analitica (ja que vc eh sociologo), abarca os aspectos politicos, economicos e sociais, que envolvem o tema da criminalidade na cidade do Rio de Janeiro.
Voce presta bastante informações sobre o assunto as quais nos enrriquecem em conhecimento a respeito,mas suas interrogações são as mesmas que todos já fazem,portanto nenhum comentario tem muita validade se não vier acompanhado de sugestões para possiveis soluções,portanto seus comentarios são retoricos e suas conclusões carecem de soluções,portanto faço sugestão de que em seus proximos comentarios venham mencionados suas sugestões de soluções para os problemas citados,pois em minha opinião independente entre quem seja a briga no RIO,não vejo a curto prazo
outras providencias melhores do que estas que estão sendo tomadas pelo governo do RIO,e se no momento é mais importante acabar primeiro com os velhos traficantes,para que depois em uma segunda etapa sejem combatidos as milicias,que assim seje feito,e que não se percam a visão dos horizontes ,
onde nos quais se localizam as origens do problema tão bem citados por seus comentarios.
Pelo visto este espaço está sendo muito bem aproveitado. Tenho lido bons textos por aqui, como o do sr José Claudio. Trabalho na segurança pública e estou ouvindo da população em geral, com imenso pesar, que a polícia deve acabar (matar) essa bandidagem. O que não observão é o fato de já termos um alto número de mortes, que não se traduz em melhoria da segurança pública. Só piora.
Artigo muito interessante, mas por que não falar o nome das facções criminosas? Me parece que o efeito é o contrário do desejado. Onde se queria tirar visibilidade das tais facções acaba-se por potencializá-las, agora como forças inomináveis agindo desde as trevas da inconsciência (a lembrar: são algumas as religiões que proíbem se pronuncie o nome de seus deuses), eterno recalque. A humanidade esforça-se há séculos para conceituar seus objetos de estudo, e eis que a nova doutrina de segurança resolve escamotear o fenômeno do crime organizado “desorganizando-o” via indeterminação. Não há mais PCC, Comando Vermelho, ADA etc., mas facções criminosas — plural indefinido ou majestático? De toda forma, o artigo é bastante interessante.
27.04.2012
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