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Vale a pena continuar a investir em Ronaldinho Gaúcho?

por Redação Carta Capital — publicado 06/02/2013 20h12, última modificação 06/02/2013 20h22
Aos 32 anos, jogador tem atuações irregulares quando consegue uma chance na seleção após longos períodos afastado

A reestreia de Luiz Felipe Scolari no comando da Seleção Brasileira terminou com derrota por 2x1 para a Inglaterra, em Wembley, Londres. Assim como a primeira passagem do técnico pela equipe, em 2001. Naquela oportunidade, o revés de 1x0 para o Uruguai, em Montevideu, pelas Eliminatórias da Copa, apresentava um panorama bem mais sombrio. Pela primeira vez na história, o Brasil poderia ficar de fora de um mundial.

O técnico optou por mudar a base deixada por Emerson Leão. Resgatou Ronaldinho Gaúcho, então no PSG da França, e o transformou em peça-chave da "família Felipão".

Deu resultado: a primeira passagem de Felipão terminou com aproveitamento de 73,1%. Foram 19 vitórias, um empate e seis derrotas. E um título da Copa de 2002, com sete vitórias em sete jogos, alguns deles decididos por atuações de destaque do meiocampista do Atlético Mineiro.

Natural que, no retorno de Felipão, o jogador ganhasse uma enésima nova chance. Em sua primeira convocação, o técnico manteve a base de Mano Menezes e bancou a volta de jogadores mais experientes, como Ronaldinho.

Em seu 100º jogo pela seleção, Ronaldinho Gaúcho não se destacou novamente. Ainda perdeu um pênalti mal cobrado aos 18 minutos da etapa inicial. Acabou sacado no retorno para o segundo tempo e manteve a imagem de não render pela equipe brasileira.

Um fato que o persegue desde a Copa do Mundo de 2006, quando chegou como o melhor jogador do mundo e partiu eliminado nas quartas-de-final sem marcar um gol sequer. No período entre o mundial seguinte, caiu de rendimento no Barcelona, foi para o Milan e figurou na lista de suplentes de Dunga. Acabou não indo para a África do Sul.

Retornou somente com Mano, após um ano em meio de afastamento. Sem grandes atuações, passou mais nove meses distante da camisa canarinho.

Aos 32 anos e com atuações irregulares na seleção brasileira, intercaladas a boas apresentações em seu clube, valeria a pena insistir na "experiência" de Ronaldinho Gaúcho?

Em 2001, o Brasil poderia ficar fora da Copa. Em 2013, o País é a sede, mas corre o risco de não ter um time competitivo contra seleções do primeiro escalão.  Está em 18º lugar no ranking da Fifa, pior classifcação da história. Não vence uma equipe de ponta e não brilha há tempos.

Os desafios atuais de Felipão não são tão diferentes aos de 2001, talvez seja a hora de outra sacudida na escalação.

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