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Uma viagem de estudos

por Carlos Leonam e Ana Maria Badaró — publicado 30/10/2009 15h09, última modificação 21/09/2010 15h10
Está partindo, se é que não já partiu, uma nova caravana rolidei federal, inclusive com Deputados e Senadores, todos preocupadíssimos com a Copa do Mundo de Futebol, que será realizada no Brasil em 2014.

Está partindo, se é que não já partiu, uma nova caravana rolidei federal, inclusive com Deputados e Senadores, todos preocupadíssimos com a Copa do Mundo de Futebol, que será realizada no Brasil em 2014.

Qual o destino dessa abnegada e atenta turma? A África do Sul, a fim de estudar e saber como é que os compatriotas de Mandela estão preparando a sua Copa de balípodo (ou ludopédio) do ano que vem.
Vai ser zeloso assim em Londres !!! Para onde caravana semelhante deverá, com certeza, seguir, para estudar os Jogos Olímpicos de 2012, com vistas às Olimpíadas de 2016, no Rio.

Prática da tranca arrombada Foi noticiado, com merecido destaque aliás, que o Museu Imperial de Petrópolis – uma bela lembrança do passado monárquico brasileiro – acaba de ser reformado para realmente se tornar o hit turístico não só de Petrópolis, como do País.

Entre as coisas que o visitante poderá apreciar estão a pena de ouro, diamantes e rubis usada pela Princesa Izabel para assinar a Lei Áurea, acabando com a escravidão no Brasil; e a coroa de D. Pedro II, “com quase dois quilos de ouro, 639 brilhantes e 77 pérolas”. Etc. etc. etc.

O Museu se parece, e parece mesmo, com outros em que foram transformados palácios da realeza européia. Mas se, lá, os sistemas de segurança são impecáveis, e mesmo assim sujeitos a roubos de suas obras de arte e ourivesaria, o Museu Imperial de Petrópolis, nesse capítulo, ainda não é do mesmo padrão. E as fotos publicadas de suas jóias são verdadeiros catálogos para ladrões.

Valem lugares-comuns como: depois da casa arrombada é que se bota a tranca; e bem que nós avisamos.

Uma roska, meu rei Dizem que baiano adora falar. Mas na hora de beber, pode ser suscinto e pedir uma roska. O garçom vai saber que é capiroska de vodka. O apelido está grafado nos melhores cardápios soteropolitanos (a capirinha continua sendo de cachaça). Nem pense em deixar de provar a rosca de umbu-cajá. É massa. Delícia feita de fruta rara de achar.

Um point na capital baiana é a Mouraria, na região central de Salvador, nas proximidades do Pelourinho. Tradicionalmente, o bairro é frequentado por estudantes dos arredores, funcionários públicos e comerciários.

Lá, entre casas simples com cadeiras na calçada e uma arquitetura que oferece uma volta no tempo, concentram-se botecos de raiz, que andam atraindo os da terra e os turistas bem assessorados. Um dos tira-gostos mais pedidos, é, claro, além da famosa lambreta, a ostra sem pedigree, um bem fornido pastel de polvo.

O bairro fica entre a Avenida Joana Angélica e a Barroquinha. Em sua praça principal, o Largo da Mouraria, está o Quartel General da 6ª. Região Militar, de péssimas lembranças para os presos políticos da época da Ditadura. O Largo foi feito no século 18 e a área era destinada a ciganos degredados de Portugal pelo Conselho Ultramartino, daí a origem do nome Mouraria. Vale o passeio, e, a noite, aos bares, com suas mesas espalhadas sobre os paralelepípedos. Choses de Bahia.

Tyson, fera ferida A entrevista especial de Myke Tyson à Ophra, também mostrada pelo GNT, dá uma pala do que é o documentário Tyson, de James Toback, que saiu em DVD nos EUA. O diretor disse que usou a técnica psicanalísitca para fazer o ex-Mr. Las Vegas falar sobre drogas, traficantes, sexo, poder, ódio, casamentos, violência, a orelha mordida de Hollyfield, três anos de prisão por estupro, infidelidade, a morte da filha, sete filhos, sede de sangue, auto-controle e outros bombas.

Acompanhado de Kiki, a quarta mulher, Tyson é uma fera ferida e, parece pedir com os olhos e com uma postura desarmada, que não o provoquem porque poderá perder o controle e voltar a ser ele.

Tyson, que detonou um império de US$ 400 milhões, repetiu em várias respostas que estava cansado de ser um “derrotado”. Kiki apoía o marido mas não quer ver o doc que, atesta Ophra, monta e desmonta as emoções de um mito quase invencível.

O pintinho do pet A vida e a obra de um empresário americano da indústria do cinema pornô é alvo de uma série de programas, no horário hot sex do GNT, à meia-noite. Uma das cenas exibidas há dias mostra que negócio é negócio e família é família: o estressado executivo chega em casa, encontra a mulher, que tem cara e peitos de ex- atriz pornô, e os dois filhos.

Os pequenos, lindos que só, são surpreendidos pelo paizão no meio do dia, lhes trazendo de presente um cachorrinho preto. - ”Oh, Daddy, I love you, He is so cute”, gritam. Os irmãos ficam delirantes, e os pais embevecidos.

O caçulinha, então, pergunta com cara de real curiosidade: - “Cadê o pênis dele?” A irmãzinha que abraçava o totó aponta certeira: - “Aqui”. Corta a cena para a filmagem de uma sessão de sexo grupal entre mulheres. O papai voltara para o batente.