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Rondônia

Trabalhadores de Jirau afirmam que estão sendo vigiados pela polícia

por Radioagência NP — publicado 24/03/2011 16h40, última modificação 24/03/2011 16h44
A força policial, com a conivência governador do estado,está sendo usada para reprimir os trabalhadores. Por Danilo Augusto.

Por Danilo Augusto

Além de acusarem a empresa Camargo Corrêa de superexploração, os trabalhadores da usina hidrelétrica de Jirau, no estado de Rondônia (RO), estão sofrendo outro problema. A força policial está tratando os operários da obra como bandidos. Alojados em abrigos improvisados, eles afirmam que estão sendo vigiados pela Polícia.

Na última semana, após dias de tensão e ameaças de greve, os 21 mil profissionais que trabalham na construção da usina – de responsabilidade da Camargo Corrêa – realizaram uma manifestação e exigiram, entre outras coisas, melhores salários. Desde então, o clima está tenso na região.

O integrante do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Rondônia, Altair Donizete de Oliveira, reforça a afirmação dos trabalhadores. Ele relata que a força policial, com a conivência governador do estado, Confúcio Moura (PMDB), está sendo usada para reprimir os trabalhadores.

“Veja a falta de controle da situação. O governador pediu para os trabalhadores ficarem no canteiro de obras, que iria mandar ônibus para buscá-los. Dez minutos após a saída do governador, a Polícia chegou e disparou bala de borracha e gás lacrimogêneo em todo mundo, inclusive em mulheres.”

A Camargo Corrêa afirma que vai encaminhar os funcionários para seus estados de origem. O jornal Folha de S. Paulo acompanhou, no último sábado (19), a tentativa de embarque de 150 operários em um avião fretado até Belém (PA). Porém, com um atraso de mais de oito horas, os funcionários foram informados que teriam de esperar do lado de fora do aeroporto. Muitos ficaram irritados com a situação. O fato foi suficiente para a Polícia Federal mandar reforço ao aeroporto.

* Matéria publicada originalmente em Radioagência NP.

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