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Teve noite de festa na Paulista

por Bruno Huberman e Ricardo Carvalho — publicado 01/11/2010 13h59, última modificação 01/11/2010 15h04
Ao som de Alceu Valença e jingles da campanha, petistas foram à avenida Paulista festejar a vitória de Dilma
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Ao som de Alceu Valença e jingles da campanha, petistas foram à avenida Paulista festejar a vitória de Dilma. Foto: Bruno Huberman

Por Arlete Gomes, Bruno Huberman e Ricardo Carvalho

“Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu” e “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma” são jingles que já se ouviam na Avenida Paulista, São Paulo, pouco depois de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicou a candidata do PT eleita. Às 21h, cerca de duas mil pessoas se aglomeraram em volta a um trio elétrico da Força Sindical para celebrar a eleição da primeira mulher presidente da República.

Questionadas sobre as esperanças e expectativas para o mandato de quatro anos de Dilma, continuidade foi a palavra mais usada pelos presentes. “Espero que o governo Dilma dê continuidade às políticas de Lula de olhar para as classes C, D e E”, disse o professor universitário Marcos Dias.

Já Andressa Argenta, estudante de Artes Visuais no Rio Grande do Sul, destacou a importância de o Brasil ter eleito uma mulher para seu cargo público mais importante. “Espero que ela avance nas questões sociais e dê continuidade às conquistas nas áreas de educação e saúde”, ressaltou. Ao lado de Andressa, Tica Moreno, que é coordenadora da organização Marcha Mundial das Mulheres, também comemorou a vitória. “A Dilma representa a continuidade de um projeto de igualdade de gênero no Brasil, que foi satisfatório no governo Lula. Houve uma articulação para combater a violência contra as mulheres, e eu espero que a Dilma continue isso”.

Às 22 horas, a multidão atravessou a avenida para juntar-se a comemoração organizada pelo PT em frente ao prédio da TV Gazeta. “Sentimento de vitória que demonstra uma mudança na cultura do brasileiro. Pela primeira vez uma mulher na presidência do Brasil!”, declarou o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, que liderou a travessia em cima de um carro de som.

Em frente à Gazeta, inúmeras pessoas com bandeiras do PT, PDT, PCdoB, além de outros partidos políticos e organizações sociais, tomaram a via e acompanharam shows de Alceu Valença e do Teatro Mágico. O grupo da Força Sindical levou um boneco gigante de José Serra, recepcionado pelos petistas com uma chuva de bolinhas de papel. Pouco depois, teve início uma queima de fogos para saudar a conquista da presidência por Dilma Rousseff.

No alto do trio-elétrico, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, participou da festa. “Hoje é um dia de profunda mudança no cenário político brasileiro. A partir de manhã ninguém poderá dizer que um retirante nordestino ou uma mulher não têm representatividade política. Porque depois que o Lula e a Dilma foram eleitos presidentes, a política brasileira entra em uma nova fase”, comemorou.

Às três da madrugada, a manifestação se dispersou. Alguns deram sequência à celebração em bares das redondezas e um pequeno grupo de simpatizantes ainda tentou dar fôlego à festa na esquina da Alameda Joaquim Eugênio de Lima. Apesar do grande número de pessoas, suficiente para bloquear as duas faixas da avenida, as comparações com a festa da vitória de Lula há oito anos eram inevitáveis. “Em 2002 foi algo incrível, tinha gente da Brigadeiro Luiz Antônio até aqui. Mas acho que era porque ele (Lula) estava em São Paulo e veio discursar”, disse um dos últimos simpatizantes a deixar o local.

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