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Sociedade

A quinta manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus em SP

por Lucas Conejero — publicado 11/02/2011 11h24, última modificação 30/10/2011 22h48
Segundo a PM, aproximadamente mil pessoas participaram da marcha no centro na cidade

No final da tarde da última quinta-feira, 10, o movimento estudantil paulistano voltou às ruas do centro da cidade para protestar contra o reajuste de R$ 2,70 para R$ 3,00 na tarifa dos ônibus da capital.  Segundo a PM, aproximadamente mil pessoas participaram da marcha.
Os estudantes partiram do Teatro Municipal por volta das 18h00, percorreram curto trajeto até o Terminal Parque Dom Pedro, próximo à Avenida do Estado, e retornaram à região do Vale do Anhangabaú. Sob palavras de ordem e discursos inflamados, a dispersão aconteceu em frente à prefeitura. Não houve confronto entre policiais e manifestantes.
 “O ato foi um sucesso! Com grande adesão da população que circulava no Centro, atravessamos o Dom Pedro. É a primeira vez na história de São Paulo que a polícia não reprime um ato que passa por dentro de um terminal deste porte. Vamos barrar o aumento”, comemora o Movimento Passe Livre, responsável pela organização do ato, em sua página do Facebook.
É a quinta manifestação organizada pelo MPL em menos de dois meses. Os atos, convocados e divulgados principalmente pelas redes sociais da internet, pressionaram os vereadores da cidade e neste sábado às 9 horas o aumento será debatido em audiência pública na Câmara Municipal.  
Apesar de convidado pelo presidente da casa José Police Neto (PSDB), o Secretário Municipal de Transportes Marcelo Cardinale Branco não confirmou presença no encontro.
Assim como no levante popular egípcio e em outras recentes mobilizações de estudantes pelo mundo, fontes ligadas ao MPL afirmam que as redes sociais – principalmente o Facebook – foram fundamentais para colocar o movimento na rua. 
“O Facebook não foi a única ferramenta usada para convocar as marchas, mas com toda certeza é um dinamizador eficaz. Primeiro pela facilidade de chegar às pessoas interessadas e também por lembrá-las diariamente das atividades”, diz Lucas Monteiro, professor de história e representante do MPL.
Lucas também avaliou o papel da internet como instrumento de denúncia e usou o exemplo da ampla repercussão de um vídeo feito pelo cartunista e jornalista Carlos Latuff. As imagens mostram cenas de intensa repressão policial durante ato do MPL realizado no último dia 13 de janeiro.
“Como a atitude da PM foi violenta e desnecessária, o vídeo acabou publicado nos principais sites de notícias do país e desde então não houve mais repressão”, afirma Monteiro.
Norteados pelos exemplos de Florianópolis (SC) e Vitória (ES), onde a população impediu o aumento da tarifa com manifestações de rua, os estudantes paulistanos apostam no sucesso da ação direta pacífica. “Vamos repetir o feito em São Paulo,” promete panfleto do MPL que circula pela cidade.
 O próximo ato do Movimento Passe Livre acontece neste sábado às 9 horas em frente à Câmara  Municipal da capital paulista.

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