Você está aqui: Página Inicial / Sociedade / Sócrates: Seleção resgatou um pouco do que somos

Sociedade

Futebol

Sócrates: Seleção resgatou um pouco do que somos

por Felipe Corazza — publicado 11/08/2010 17h08, última modificação 11/08/2010 17h13
Para o craque e colunista de CartaCapital, o time de Mano Menezes mostrou contra os EUA o que deveria ter sido o Brasil na Copa

Para o craque e colunista de CartaCapital, o time de Mano Menezes mostrou contra os EUA o que deveria ter sido o Brasil na Copa

Depois do fracasso, a esperança. Aquilo que a Seleção Brasileira deixou de mostrar na Copa do Mundo da África do Sul - futebol bonito, com ataque e liberdade - voltou a aparecer sob a camisa amarela no estádio New Meadowlands, em Nova Jersey (EUA), na primeira partida sob o comando do técnico Mano Menezes. No amistoso desta quarta-feira 10, os brasileiros derrotaram os americanos por 2 a 0, com gols de Neymar - esnobado pelo ex-técnico Dunga - e Alexandre Pato.

Sócrates, craque da Seleção e do Corinthians e colunista de CartaCapital, ficou aliviado com o que viu: "Achei ótimo. Finalmente resgataram um pouco do que nós somos". Para ele, foi uma clara resposta ao que aconteceu no torneio julho. E provou que a convocação estava equivocada: "Mas é óbvio que tudo aquilo que nós discutimos ficou claro: não dá pra deixar o Ganso fora, o Pato fora, o Neymar... ou será que, em um mês, os moleques amadureceram?".

Se amadureceram ou não de forma "relâmpago", o fato é que o time de Mano foi muito diferente daquele de Dunga, criticado até pelo ídolo holandês Johan Cruyff. A crítica é lembrada por Sócrates: "É o que o Cruyff falou, aquilo não era Brasil. Era um arremedo de Velho Mundo, e a gente nunca vai conseguir fazer direito". Ainda é cedo para falar em redenção, mas o doutor da democracia corintiana acredita que o cartão de visitas foi excelente. "Tem que manter a mesma linha, é espetáculo, é arte, é a cara do Brasil. Quem tá jogando não importa, tem que dar liberdade pra esse povo. Cabe gente pra caramba".

E, para manter a linha, também não importa quem estará ou não em campo quando a Copa for no Brasil. "Não tem que pensar em 2014, tem que pensar em amanhã. Até 2014 ainda podem aparecer mais 200 melhores do que eles. Se a gente continuar com isso, provoca um movimento todo voltado pra arte, aí aparece gente pra caramba. E é o que todo mundo quer. O primeiro passo foi ótimo, é o que eu gostaria de ter visto na Copa", completa Sócrates.

registrado em: