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São Paulo tem taxa de fecundidade menor que média nacional

por Redação Carta Capital — publicado 24/01/2012 09h49, última modificação 24/01/2012 10h00
Pesquisa mostra que mulheres do estado mais populoso do Brasil têm apenas 1,72 filho, contra 1,9 da média nacional

Apesar de ser o estado brasileiro mais populoso, com cerca de 41 milhões de habitantes, São Paulo registra taxa de fecundidade menor que a média do País com apenas 1,72 filho por mulher entre 15 e 49 anos de idade. É o que aponta o estudo Situação Social nos Estados, série do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre todas as unidades federativas do Brasil que agora aborda a região paulista, divulgado nesta terça-feira 24.

De acordo com o estudo, que avalia indicadores sociais desde demografia a saneamento básico no período entre 2001 e 2009, o índice paulista está abaixo da taxa de reposição populacional (2,1), assim como as médias da região sudeste (1,75) e nacional (1,9).

Isso significa que em cerca de 30 anos, a população brasileira começará a diminuir e que o estado de São Paulo pode enfrentar esse processo antes do restante do País.

O estudo, que utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE) e também de outros bancos de informação, mostra ainda que São Paulo possui a terceira maior população rural do País com 2,2 milhões de pessoas, atrás de Bahia e Minas Gerais.

Apesar disso, apenas 5,5% dos paulistas vivem na zona rural do estado, índice abaixo da média nacional de 15,6%.

O segmento da população de São Paulo dependente economicamente - pessoas menores de 15 anos de idade e com 60 anos ou mais - é maior que a média nacional. Segundo o Ipea, a razão de dependência de idosos no estado é de 15,9, enquanto no Brasil soma 15,3.

O resultado não se deve, porém, às taxas de fecundidade deste grupo populacional, que são baixas, mas sim “à imigração de jovens, em busca de maior dinamismo econômico”, aponta o instituto.

Previdência

De acordo com a pesquisa, os  idosos de São Paulo vivem mais tempo que a média nacional e menos que a população do sudeste nesta faixa etária. Em 2008, ao chegar aos 60 anos de idade, os paulistas tinham uma expectativa de viver mais 21,6 anos, um aumento de oito meses em relação a 2001.

Na média nacional, a expectativa de vida dos brasileiros após chegar aos 60 anos passou de 20,5 anos em 2001 para 21,3 anos em 2008. No Sudeste, a média fica em 21,8 anos.

Ao viver mais, os idosos precisam recorrer por mais tempo à previdência social. Segundo o Ipea, em 2009, 77,4% da população nacional com 60 anos ou mais era coberta com os benefícios previdenciários e assistenciais, contra 76,3% do sudeste e 75% em São Paulo. Em 2001, esse número era respectivamente de 77,4%, 74,4% e 71,2%.

A cobertura nacional permanceu a mesma no período, mas aumentou 5,3% em São Paulo, com destaque para a zona rural. Os índices desta região subiram de 66,2% em 2001 para 77,3% em 2009, um crescimento de 16,8%.

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